sábado, 12 de maio de 2012

CAMINHOS


CAMINHOS






Dos caminhos que tomamos

Opções, apenas opções,

Onde levam não sabemos.



Aquelas estradas abandonadas,

Iriam para algum lugar,

Qual deles era o certo?



Nunca saberemos julgar

Se nosso caminhar incerto

Não sabe aonde que chegar.



Somos andarilhos errantes

Das estradas do viver.





12/05/2012

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PROCURA VÃ.

p

PROCURA VÃ





Apavora!

Alucinação ri e chora,

Está contando com sorrisos.



A ilusão.

Esta gerando no vácuo

Lágrimas de frustração.



Ser só!

É rodar...

Rodar na busca dos ventos

Num mar em calmaria

Vendo as aves paradas no horizonte,

Sem um movimento, fixas

Em formação estática.



Fantasia!

Ser só!

É procurar um espelho,

Um retrato...

Uma figura que seja

Que me traga todo enlevo,

Mas que não seja eu mesmo.



Sem data

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NO PODER: COMO CORRIGIR

FRAUDE NO PODER: COMO CORRIGIR



O poder é o espelho da sociedade.

A sociedade escolhe representantes baseados em identificações.

A propaganda é importante, mas o fator pessoal sempre interfere.

Se há pequenos deslizes na vida diária, estes também ocorrerão no poder.

Pegar um bolo na geladeira, que pertence ao irmão é um deslize.

Se este bolo vale R$ 1,00 real numa renda familiar de R$ 1.500,00, transportando para a Nação com um PIB de 1,5 trilhões, a esperteza equivale a 1 bilhão de reais, isto fazendo o calculo proporcional. Portanto são semelhantes.

A correção não funciona cortando a mão do transgressor, isto seria fundamentalismo.

Só teremos a correção com a conscientização da família.

Sem uma família bem formada, nunca teremos políticos honestos, pois a politica é apenas reflexo da formação social.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

PASSADO


PASSADO




Na vida, restos vão ficando

Como pedras na estrada, abandonados,

São sonhos mal vividos

Amores, loucos amores frustrados,

Que ficam num canto juntados

Ao que se chama passado.



Louco ao sonhar, nos dias tristes,

Como vulcão voltam os fantasmas

Do amor que foi embora,

Do amigo que abandonou a jornada.

Neurótico tropeçando em pedregulhos

Caídos na estrada, abandonados.

Chora e ri, numa dimensão vazia,

Perdida em abismos soterrados

Louco grita surdo e se arrepia

Sente que não se vive o passado

Se abandona na agonia

De um canto escuro do grotão

Mal assombrado.



12/05/2012

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VERSEJAR PARA TI


VERSEJAR PARA TI.




Um frio passa a coluna,

A tensão transpira e aparece.

O corpo mudo fala

E, o pensamento emudece.

Lembra amor...  Deseja amar.

É noite, com lua escondida,

[-Quando esta se esconde,

Esconde a vida...  Destila recordações]

Começa o pensar...

Nos amores que foram embora

Perdidos no tempo...

A vida chora

A o vento frio do relento

E, neste desalento

Começo, para ti, versejar.



11/O5/2012

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TEUS OLHOS


TEUS OLHOS



Cercados da cortina em que a noite habita

S’estampam dois lagos azuis, espelhados

Que refletem o vai e vem de uma vida

Ora qual flores ao sol, ora orvalhados.



Quando cada segundo o prazer agita,

Se forma um bailado e, formas abstratas

Crescem e riem, e o gozo vibra fremita

Transborda num lago, puras imagens retrata.



Outras horas, quando a dor atroz fere,

O lago se fecha como a rosa ao vento

E um mimoso diamante num brilho reflete.



A luz. O lago magoado, triste, tenso

Transbordou e diminuiu esperando o calor

Que só se forma nos gestos de amor.



27/07/1969

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

MUNDO SURDO-MUDO


Mundo surdo-mudo




Sou serelepe

Muito corro,

Escorro,

Percorro

Sempre a falar.

Falo para amada,

Amigos,

Conhecidos,

Meu ser é falar.

Mas parece que ninguém escuta.

A voz não saiu?

O mundo é surdo?

Falo para o mundo

Ele não responde.

O mundo é mudo?

Neste mundo surdo-mudo

Me ausento amuado.

Coisas de apaixonado!



10/05/12

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ADIÇÃO









A ADIÇÃO





No dia que a ciência

Quimicamente explicar a vida

E, assim os reinos: animal e vegetal

Se resumirem em simples equação.

Faltara a ela mostrar quais elementos

Estranhos e deformados,

Que com sua adição

Provocaram no homem

Tanto ódio e destruição.







Sem data

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TRAMA DO QUERER


TRAMA DO QUERER




Como sombra. Passei silencioso,

Mil lugares marquei, sem perceber.

Passei distraído... Pensativo... Tristonho...

Tentando entender o que é viver.



Hoje, quando de soslaio olho,

Naquilo que foi,

Que não pude compreender,

Neste mundo agressivo que expõe

Tantas barreiras para se viver

Mas que no fundo apenas esconde

A densa trama do querer,

Por não entender o jogo alucinado,

Agora é que entendo

Como eu pude te perder.



10/05/12

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

ISTO É O VIVER


ISTO É VIVER




A vida não continua

É apenas um sequencial

De situações,

Sempre inéditas

E inesperadas.

Isto é o viver.



09/05/12

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RECOMEÇO


RECOMEÇO




Não existe recomeço

Só há uma nova situação

Diferente ou parecida.

Sempre é indefinição.



A vida nunca volta

Sentimentos não se repetem,

Cada experiência é uma

E, na hora que acontece.



Se hoje faço poesia,

Amanhã posso não ler:

Posso estar na guerra

Posso estar só a correr:

Correr em busca da vida

Com a morte ao calcanhar,

Ou num leito de hospital,

Ou de sarcástico marginal

Ou na guerra da nação

E, será o meu momento

Bom ou mau.

Mas terá sempre o sabor

De ser novo e não igual



Eu sou apenas o momento

O restante é marginal.



09/05/12

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PENSANDO BOBAGENS - A menopausa e o capitalismo

PENSANDO BOBAGENS


A MENOPAUSA E O CAPITALISMO






Como podemos observar nos documentos que possuímos, a menopausa é uma invenção recente. A esposa de Ulisses ficou anos fazendo tapetes, enquanto este ficava paquerando lindas e cantantes sereias e, quando de seu retorno, ainda estava em forma.

Deter-me-ei em Édipo. Após matar o pai numa briga de trânsito, [podemos ver que o problema é muito antigo e ainda não solucionado], após responder três perguntas no tribunal da cidade. Portanto, provar que estava são e, não era louco. Recebeu o aval que estava apto para os atos da vida civil, casou-se com a própria mãe. Ficou com mais um reino, já tinha um, e: aí está o detalhe – teve um montão de filhos. É interessante notar que não houve nenhum barulho da imprensa da época, pelo menos não há registros. Pela soma matemática, não havia menopausa na época, não temos relatos da idade como empecilhos, nem de ondas de calor em Jocasta.

Tudo leva a crer que a menopausa originou-se na idade média. As mulheres nos feudos começaram a ter filhos em excesso;  pelos cálculos quatro em cada três anos. Como tivessem que cuidar da prole, comiam e não trabalhavam. Isto representava uns problemas econômicos, para os Senhores Feudais, sem falar nas guerras que se sucediam, pelo numero excessivo de pessoas na terra, o que obrigava invadir as terras dos vizinhos. É devido a este fato que a tantas guerras aconteceram nesta ocasião.

Preocupados com os prejuízos, os Senhores se reuniram e após meses de acalorada discussão, implantaram a menopausa. Pausa para menos filhos.

Obviamente tivemos prejudicados. Os fabricantes de absorventes, caros e lucrativos na época anterior a máquina a vapor, começaram a exigir compensação. Além da medicina com a diminuição do numero de partos.

Os fabricantes de absorventes foram os primeiros a ter a revindicação atendidas, e foi sem nenhum trauma social. As mulheres saindo das taperas onde moravam, começaram a trabalhar no sol do nascente ao poente. À noite não queriam sexo.  Alegavam:- Acho que estou com fogo devido ao sol. O que ficou conhecido como fogachos. Imediatamente os fabricantes de absorventes descobriram novo nicho de comércio com ervas para a menopausa e, ficaram contentes.

Já os médicos, criaram um calendário anual de consultas, para repor os partos não realizados; como tal procedimento tivesse menor valor, começaram a fabricar poções para reposição hormonal, com grande aceitação na época.

Como a satisfação foi geral, tal lei se mantém até hoje.

09/05/12

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A CONQUISTA


A CONQUISTA





As imensas e incertas conjeturas

Que enchem o labirinto da paixão,

Têm escondidas nos sonhos, alturas

Maiores que nosso campo de visão.



Há na indecisão linhas delineadas

De filosofia, que na sua excitação

Trás tiradas coerentes, entremeadas

De longas fases de alucinação.



É buscar temendo, caso encontrando,

Todo júbilo se faz transparecer

No sorriso, no olhar quase sonhando.



E o medo de na luta perecer

Dissipa-se, o que antes era esperança

Transparece num jubilo de criança.





31/01/1969

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terça-feira, 8 de maio de 2012

MOMENTO


MOMENTO




Não sou,

Nem, não sou,

Estou.



A água que passa no rio

Está.

Não era, nem será.

Se veio da montanha, da chuva, do lago

Se irá para evaporar, for para o subsolo ou mar

Não importa.

Ali, na hora, está.



Hoje estou,

Ontem estava

Amanhã estarei,

Sempre de modo diferente.

Sou o momento.

O ser e não ser

É problema do viver.

Individualmente apenas estou.



08/05/12

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SÓ UM SORRISO


SÓ UM SORRISO





Tu mereces uma poesia

Pois, foste a única coisa na noite

Que minha mente encantou.

Apareceste entre o chope

Que evapora alcoolizando o ar;

Entre a fumaça

Que, na penumbra, nos irrita a vista,

Entre olhares de mulheres vulgares

Que trazem noites de prazer por tostões.



Encobrindo a lua, outrora inalcançável,

Hoje cercada de Apolos e Sputiniks,

Apareceste.

Mas... Foste só um sorriso,

Tão volátil como o chope,

Ou como os fumos dos cigarros,

Inalcançável que nem fora a lua.

Foste um simples gesto,

Um simples e impalpável momento,

Um momento alheio a noite,

Um momento de vida

Numa noite vazia.





19/12/1968

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

TE VI


TE VI



Te vi na noite

Acordei no dia,

Poesia.



Te vi em brumas

Admirei tuas plumas,

Delicias.



Te vi em sonhos,

Te vi nos escombros,

Ruínas.



Te vi em tudo

Perdi o rumo.





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ESPERANDO QUIMERAS


ESPERANDO QUIMERAS







Para variar...

Espero!

Que busca insana:

Ater-se as regras

E prender-se em laços de quimeras.



Que sina insana:

Ensinar...

Pensar pelos outros,

Estando míope e pouco vendo.



Quimeras.

Ah, se vivesse o reino da fantasia!

Iria ao mar,

Buscar no fundo,

A tiara das sereias,

Toda dourada.

Colocá-la-ia em tua cabeça,

E vestida das vagas sem fim

Chegarias a minha fronte,

Entrando em mim.

Eu pensaria você

Você em mim,

Na fusão.





Sem data

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domingo, 6 de maio de 2012

IMPERATIVO



IMPERATIVO





Imperativo

É definir presença na ausência,

Saber-se presente

Estando ausente

E quando ausente

Achar-se presente.

Imperativo

É conjugar diferenças:

Ser... Estar...

Ser, estando,

Estar não sendo.

Imperativo

É encontrar o ausente

Presente...

E presente jamais ser ausente.





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