sábado, 30 de novembro de 2013

Somos pequenos.

Somos pequenos


Somos pequenos, muito pequenos. Apenas inquilinos deste planeta de barro revestido de vegetação.
A vida no planeta é o ciclo da morte, nascemos da morte, nos alimentamos dela e quando ela chegar seremos novamente terra.
O filosofo já dizia que viver é cuidar: Temos que cuidar da vida, só desse modo a perpetuamos.
Tudo que cobre o Planeta é vida, a terra com suas bactérias, a vegetação, os peixes, os animais e nós. Só existe uma vida, ela é única e igual para todos os seres; já que nascemos de uma matriz comum, apenas se diferenciaram as espécies.
O pneumococo que pode me provocar pneumonia tem a mesma vida que eu, cada um cuida de si e de sua continuidade.
Não conhecemos alem dos nossos limitados órgãos dos sentidos. Com o avanço das ciências nosso campo de observação aumentou, mas ainda é muito pequeno. Tudo que estiver fora do campo de abrangência da visão, audição, tato, mesmo com a moderna aparelhagem não será notado. É muito grande nossa ignorância de modo que só sabemos pequena parcela do Planeta.
Acredita-se que exista uma substancia sem massa que preenche o Universo, pode ser que ela seja a vida ou Deus para os religiosos.  Porém ainda é uma constatação matemática não visível, nem observável. Apenas uma teoria quântica.
Caso exista realmente esta substancia e considerando que nosso Ego é formado por identificação ao grupo que pertencemos, o que acarreta que nossa individualidade é apenas aparente; é bem possível que ao morrermos deixemos de ter uma identidade e retornemos a esta substancia que nos movimentou, seremos, com já somos, parte de um todo, que por motivos não sabidos nos deu identidade.
Chamando ou não Antonio sou limitado e após a morte sendo nominado ou como vida livre continuarei sendo apenas um ponto muito insignificante no todo.
Digo isto, pois me espanta o grau de destruição que o homem aplica na natureza e a própria espécie, acredito que a fantasia de ser superior a tudo e não reconhecer o quase nada que é o faz tão prepotente de se achar o Todo não sendo nada. Nada mesmo.
O grande risco desta falsa megalomania é a destruição da espécie. O Planeta não precisa de nós e a vida pela teoria está em toda parte indestrutível. Só nós é que acabamos.

01/12/13

Tony-poeta

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