sábado, 26 de abril de 2014

TUA SOLIDÃO



TUA SOLIDÃO


Quando vejo tua solidão,
Menina.
Tua vontade de chorar...
As pupilas pequeninas
Buscando avidamente
Amar...
Meu interno
Nubla condoído
Por se identificar.
Mas projeto
Vejo externo
O que tenho contraído
Faço um verso
Sigo a vida
Tento ser distraído
Para não chorar.

26/04/14

Imagem Google

CORRUÍRA = DEFEITOS




Corruíra falou:



- Não tem jeito

Entre o homem e a sociedade

Há uma troca de defeitos.



Tony POETA

sexta-feira, 25 de abril de 2014

MEU PENSAR



Meu pensar



No afluxo de meu pensar
Perco-me em tua presença.
Fico a divagar
Entre o saber
E o jantar.

26/04/14

Imagem Google.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

CARONA




CARONA


Pediu carona
Fiz um ponteio
Cantei que o carro
Estava cheio
De permeio
De amor e anseios
Sonhos de outrora
Um sorriso
Retive a lágrima
Fui mundo afora.


imagem Google
25/04/14


OS ESCRAVOS, DEGREDADOS E A JUSTIÇA.



OS ESCRAVOS, DEGREDADOS E A JUSTIÇA



UM ARTIGO DO BLOG DO Luiz Nassif alertou para a diferença de ganho entre brancos e negros e o diferente tratamento da justiça em casos iguais de ambos grupos. [ http://jornalggn.com.br/blog/alfeu/o-abismo-economico-entre-negros-e-brancos-nos-eua#.U1hfr7HDyhU.facebook] Parece que a situação em nosso País é semelhante e agravada; vamos raciocinar:
A colonização começou com degredados sendo trazidos para a mão de obra, juntamente com os habitantes locais, denominados de indígenas pelos invasores. Sequencialmente esta mão de obra sem direitos ou cidadania, sujeita a castigos do pelourinho e morte, conforme o “proprietário” das terras assim o determinasse foi acrescida de Africanos escravizados e comercializados.
Com a crise na Europa e muita luta pelos abolicionistas, a escravidão foi extinta no papel e não na realidade.
Para um ser pertencer a sociedade este tem que ter RECONHECIMENTO e CIDADANIA, o que praticamente não existiu. Foram jogados a própria sorte sem meios de sustento e moradia, sem empregos. Portanto no desamparo, já que cidadãos europeus vieram para cá em busca de trabalho e investimento, o que a seguir foi copiado pelos Japoneses.
As duas correntes migratórias, Europeus e Japoneses foram contratados com direitos garantidos, portanto com reconhecimento e posterior cidadania, já os Povos submetidos continuaram sem nenhum contrato social.
Esta população, já de descendentes com predominância afrodescendente continuou excluída, ocupando áreas abandonadas à espera da especulação imobiliária, morros e litoral em palafitas; onde poucos conseguiram, por mérito próprio e sem nenhuma ajuda do Estado adquirir o pertencimento no País em desenvolvimento. A imensa maioria continuou sem nenhum reconhecimento social.
Os governos, dirigidos pelas categorias sociais mais ricas, jamais se interessou por esta população, que servia apenas de mão de obra barata e, quando desempregados tornava-se estorvo. Os serviços domésticos e “sujos” limpar e cavar fossas, coleta de lixo, cuidar de criação ficaram para eles. Os demais lhes eram negados sistematicamente.
A justiça, por sua vez, acompanha o contrato social. Inicialmente tinha uma orientação vertical, onde segundo a importância e as posses do cidadão era dada a sentença; esta forma foi mudada há pouco tempo, com uma constituição horizontal, onde o mesmo crime implica na mesma pena independentemente da posição do indivíduo.
Como podemos observar no artigo postado do Nassif e no nosso dia a dia a horizontalização ainda não foi bem absorvida, basta ver que a Polícia, órgão auxiliar da Justiça tem abordagem diferente para os infratores. É famosa a frase: Você sabe com quem está falando? O pior, é que a mesma funciona, e a abordagem torna-se amigável, ao invés de truculenta quando o assim dito sem pistolão é averiguado.
Quando um delito chega a instancias superiores, temos também uma diferença visível de orientação. Basta ver a fala popular que diz:” -Ele tem dinheiro para pagar os melhores advogados”.  E este pessoal de “posse” tem geralmente uma pena mais branda que o mesmo crime feito por um cidadão “pobre” É lógico que a lei é uma só e a ação do advogado é justificar as atenuantes do delito, se houver. As penas tem que ter a mesma intensidade, o que não acontece com frequência, uma vez que aparentemente a justiça encontra-se influenciada pela orientação vertical e, nestes casos tem dificuldades de se horizontalizar.
A conclusão é que: em relação a Lei, fiadora e executora do Contrato Social que orienta o sujeito na sociedade, a cidadania é incompleta e apenas parcial. Os problemas de Justiça e Violência Policial só podem ser resolvidos a partir da hora que a igualdade atinja todos os cidadãos, não havendo espaço para arbitrariedades ou revoltas.

Referencia:
Honneth, Axel in Luta por reconhecimento, Editora 34.

Antonio Carlos Gomes


terça-feira, 22 de abril de 2014

EFEITOS DE MIM



EFEITOS DE MIM


Eu sou,
Apenas sou...
Fico bravo
Com coisas pequenas
Que eu mesmo fiz...

Brigo comigo mesmo

Delírios do não saber
Que chamo viver.

22/04/14

Imagem Google

segunda-feira, 21 de abril de 2014

o cardume, o caleidoscópio e o aniversário.



O CARDUME, O CALEIDOSCÓPIO E O ANIVERSÁRIO


Agradecendo o carinho das mensagens de aniversário de um grande número, incomum para o esperado após os sessenta e cinco anos, realmente um ponto fora da curva, graças ao facebook uma vez que sou um tanto solitário desde a infância.
Considero que cada fase da humanidade corresponde não só a um tecido social dos sociólogos, mas a um movimento de cardume. Explico: as gerações se dividem em gostos comuns, ideais comuns e pensar comum em cada uma das fase da evolução de uma sociedade.
Cada grupo de idade, sem uma fixação etária rígida, forma seu movimento próprio; é exatamente o que acontece nos cardumes, onde grupos de peixes da mesma idade andam em conjunto.
Cada grupo tem sua poesia e sua coreografia, que se olharmos por um caleidoscópio teremos uma serie de quadros distintos e em cada giro social novo desenho.
A vida é uma poesia sem destino determinado, apenas formações de ideais compartilhados para sobrevivência da espécie. Neste balé inconsciente, onde o coletivo tem ação conjunta formando uma única consciência, cada geração caminha formando bruxas e fadas e segue seu caminho.
Há um inconsciente coletivo sim, não metafisico mas formado pelo convívio e ações gerais de um grupo que pode se dirigir a guerra ou a paz, conforme as circunstancias.
Todo grupo tem a vontade básica de ser reconhecido e o grupo de apoio tem o desejo de uma vida melhor para cada um. Sempre um depende dos outros para chegar a seus objetivos e assim é a caminhada: formando imagens, cantando ideias e colorindo a passagem com formações harmônicas visíveis no caleidoscópio das gerações.
Com a idade os objetivos ficam mais realistas e as frustrações e incapacidades mais evidentes. Se na juventude o prêmio Nobel é o objetivo ou então conquistar a taça do Mundo no futebol, com o passar do tempo a preocupação é apenas viver bem e ser reconhecido como membro de um grupo.
O grupo vai aos poucos se desfazendo, tudo se desfaz com o tempo. Este movimento criativo desfalcado faz suas poesias descartando os elementos que se tornaram monótonos e repetitivos pela longa exposição.
O grupo desfalcado perde as cores e os desenhos, os membros restantes caminham ancorados na experiência; em grupos familiares ou de seres próximos, tentando o reconhecimento pelo que ainda podem produzir, já sabendo que o agrupamento não mais forma desenhos harmônicos e os movimentos das gerações mais jovens é demasiado rápido para ser acompanhado.
Não há derrotismo nem tristeza como pode parecer. A vontade sempre impera e a necessidade de reconhecimento sempre obriga a tomar caminhos adequados. Apenas a dança é lenta e as cores desbotadas pelo corpo, que cansou ante uma mente que segue consciente e na mesma idade sempre. Vida não tem idade, a idade pertence ao corpo e o tempo é apenas o ritual de passagem.
Nosso planeta é um sistema fechado onde tudo se transforma. Cada vida, cada uma das espécies, cada vegetal ou mineral estão contidos na substancia do planeta onde se prendem. Somos apenas efeitos transitórios deste movimento, como tudo o que nos rodeia. Tudo é energia e, o ser, esta energia que energiza nosso corpo, é parte, como a matéria também o é.
Quando este momento efêmero chamado vida se findar, tudo continuará seu caminho, com seus elementos dentro desta substância que os engloba, assim o mundo segue imutável e a energia do que chamamos vida também.
Até lá somos um cardume fazendo coreografias graciosas e coloridas ao caleidoscópio da vida.

21/04/14
www.tony-poeta.blogspot.com



 

domingo, 20 de abril de 2014

CONTRADIÇÃO



CONTRADIÇÃO


Entre a imaginação e a realidade
Sempre tem um pouco de verdade...
E muito de saudade,

Ao ver sua foto, o que me invade
São infinitas caricias, na verdade
Choro de saudades...

Você é minha contradição...

20/04/14

Imagem Google