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ALFABETIZADO!------------- SERÁ?
Juquinha é muito inteligente. Realmente o é. Com seis anos
está alfabetizado e irá cursar o primeiro ano. Já sabe ler e escrever. Pais e
avós estão com justeza orgulhosos. Tem tudo para triunfar na vida. Será?
Em minha opinião, este é o maior engodo social existente.
Não é saber ler e escrever precocemente que garantirá um lugar social, mesmo em
se tratando de uma criança com um bom grau de inteligência e dedicação.
Toda sociedade necessita de Ordem. A insuficiência desta provocaria
o caos, uma vez que cada elemento teria uma conduta diferente para uma mesma
situação e, a sociedade se desintegraria. Sem ordem não há sociedade, o ser
vivente é sempre individual e necessita uma hierarquia. Todos mamíferos assim o
são. Cada um na vida adulta deverá ocupar uma posição determinada, com
possibilidades de galgar uma posição acima. Só assim o grupo entra em
equilíbrio, com satisfação e frustrações, ambas necessárias para existência do
núcleo social.
Na sociedade humana a Ordem é estabelecida pela Família e
Escola [esta sob a supervisão do Estado]. A Família moderna pouco tempo dispõe
para contato com os filhos, dada à vida atual, ficando a orientação a cuidado
da Escola. [Uma orientação incompleta, diga=se de passagem; uma vez que a
escola não assume a Tutela como nas Madrastas da Sociedade Mulçumana e não tem
Tutor individual como na antiga Grécia e Roma, onde Alexandre, O Grande teve a
tutela de Aristóteles e Nero de Sêneca, só para exemplificar.].
Cabe ao Estado, por meio de seu estatuto orientar a educação
que deseja a sociedade, é aí que pode haver manipulação; uma sociedade inculta
se torna facilmente direcionada e passível de se submeter a uma ordem que vise:
não ao bem comum e sim as conveniências do poder dominante.
Como o pequeno aluno vem com os louros de saber ler e fazer
algumas contas, muito aplaudido pela família, o governo abre mão de outros
aprendizados e o curso fica baseado em ler e contar. A carga horária para ciências,
história, geografia, artes, sociologia e filosofia, estas duas últimas nem
sempre incluídas no currículo, é ridícula e insuficiente.
Saber ler e fazer
contas supre, na visão do governo, os requisitos mínimos para um trabalho em
escritório ou telemarketing. Falar e passar e-mail sem erros e fazer contas
básicas resolve o problema da mão de obra não especializada do Capital.
Os que conseguem avançar, sem base ou hábito de leitura,
seguem limitados; vemos profissionais de nível superior, respeitados em sua
área, com pós-graduação, mas sem um mínimo de Cultura Geral, uma vez que não
venceram o direcionamento inicialmente imposto.
Ler e fazer continhas aos seis anos é muito bom, mas os pais
e a sociedade devem inspecionar e exigir que o aprendizado seja completo, caso
contrario a pequena criança, no futuro será apenas uma mão de obra farta,
alienada e barata a disposição do Capital.
Tony-poeta
15/12/12
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