sábado, 17 de março de 2012

Perguntas de um chato


PERGUNTAS DE UM CHATO.





Mundo esquisito o nosso

Onde vida se alimenta de vida.

As plantas comem matéria orgânica

Vidas mortas.



Bactérias e vírus

Se alimentam de vidas

Vivas



Animais e humanos

Matam a vida

Para se alimentar



Concluindo

Vida alimenta outra vida

Para isso tem de morrer

É um circulo fechado.

Certo?



Pergunta:

De que se alimentou

A primeira criatura viva?



Se a resposta for:

De carbono, enxofre

Ou outro elemento qualquer

Vem outra pergunta:

Quando nos tornamos canibais?

A vida começou com a guerra?



Está explicada

A insensibilidade do humano?



Bom pensar!





17/03/12

tony-poeta pensamentos

SONHOS DE AMOR


SONHOS DE AMOR







O vento que passou



Soprou novamente



Trazendo você.





Quisera eu que fosse acordado!





Pois ventos da noite



São apenas consolo



Da palavra saudade.







17/03/12

tony-poeta pensamentos

sexta-feira, 16 de março de 2012

diabetes: O assalto a geladeira.

DIABETES O ASSALTO A GELADEIRA



Percebo no dia a dia que a diabetes é quase desconhecida,  apesar de ser uma doença de grande prevalência na população. A falta de informação ora é proveniente da relação médico paciente, hoje em fase de readaptação pelos novos e modernos exames complementares, ora pela enxurrada de informações, nem sempre corretas, passada pelos meios de comunicação.

O diabetes mellitus [temos o diabete insipidus, outra doença não relacionada a em questão] divide-se em tipo I e tipo II, a primeira geralmente em crianças e adultos jovens,  que sempre necessita de insulina no tratamento e, a segunda, amais comum, os adultos e idosos. Não me aterei a a elas, o médico no diagnóstico deverá orientar a que classe pertence. Irei me deter no grande problema:

O DIABÉTICO COME ESCONDIDO?

A resposta é: Geralmente, SIM.

TODOS?

A resposta é: Praticamente.

SÃO TODOS IRRESPONSÁVEIS?

NÃO!

Vamos entender. Quando dizemos que a glicose está aumentada no sangue acima de uma taxa estipulada pela característica do exame temos o Diabetes Mellitus (tipo I e II)

Portanto diabetes é o aumento de glicose [açúcar] no sangue. Aumentou por quê?  Devido a Insulina [um hormônio produzido pelo pâncreas] ser insuficiente ou ausente. Portanto o diabetes só acontece se temos um problema de insulina. Como funciona isso?

Quando nos alimentamos, uma parte de nossa alimentação é transformada em calorias para manter a vida das CÉLULAS, esta caloria em forma de glicose [para simplificar] entra na corrente sanguínea [veias, artérias e pequenos vasos sanguíneos] para posteriormente entrar na célula, Fazendo uma analogia, a nossa circulação é composta de ruas e avenidas [vasos sanguíneos] e as células as garagens onde entrarão os carros, Para abrir o portão quem abre é a insulina.

Se a insulina for insuficiente ou faltar os carros não saem das avenidas e teremos um congestionamento. Ou seja, açúcar alto, portanto diabetes.

Mas, e dentro da célula?

Está faltando energia para seu metabolismo, o açúcar não entrou. Se continuar sem ele, vem a morrer. Então cada célula emite uma ordem ao cérebro. Preciso de comida!

O cérebro não tem como medir o açúcar em circulação, então emite uma ordem [é ordem, mesmo! Não deve ser desobedecida]: COMA. A pessoa não tem como desobedecer [o efeito é o mesmo de uma compulsão de um drogado] e vai “atacar a geladeira de madrugada”

Portanto a briga não adianta. O doente começa a s sentir humilhado com a “falta de força de vontade” que lhe é atribuída e piora.

Lembremos que mandar no doente não tem lógica. Ele sabe raciocinar e, se for pai ou mãe é equivalente a dar um Golpe de Estado, como dizer: Até ontem você era o presidente e eu te obedecia. Agora você não manda mais nada e tem que me obedecer, senão mando a policia acabar com você: {cuidado, carinho, sobrevivência etc.} Portanto uma atitude a ser banida. Conversar é a única forma eficiente e quando o diabético está com fome incontrolável é sinal que o tratamento está fugindo ao controle [o que vai acontecer sempre, devido ao caráter evolutivo da doença]. É hora de voltar ao médico para rever a medicação e a Nutricionista, parra rever a alimentação. [LEMBRE-SE: Cada doente em função de sua atividade e, em cada fase da doença tem um controle alimentar específico.] O doente com trabalho braçal tem de comer mais que um sedentário, e assim por diante. As tabelas generalistas são só referencia para duvidas e não cartilhas de uso obrigatório. O médico e a nutricionista é  quem  tem que orientar o quê e quanto comer. O único banido é a sacarose [açúcar de cana], o açúcar das frutas: a frutose não tem atuação significante no diabetes, por isso é que estão liberadas e indicadas.

Espero que quando do diabético comer escondido não venha mais gerar brigas e traumas, lembre-se uma glicose de 250 não é urgência e dá para programar calmamente o tratamento sem estres.

 tony-poeta pensamentos
16/03/2012










FETICHE - crônica poética


FETICHE – crônica poética





Na travessia da balsa, sou o primeiro carro após as motos. Volto ao Guarujá, é uma sexta feira, depois de um dia de trabalho. Vão à balsa: cinco motos, a população da redondeza espalhada e a pé e vários carros. A maioria dos automóveis é de pessoas que descem para as casas de praia, que proliferam na Reserva, sabe-se lá como?

A moto, a minha frente, tem o motoqueiro, um bagageiro de entrega, destes baús que são usados para pequenas encomendas, e no meio, espremida, uma moça; de jeans e blusa preta, com seu devido capacete. Quem dirige, também de preto, com capacete preto é um sujeito, aparentemente forte, com cerca de cem quilos.

Uma vez a moto parada, a moça sai do aperto, com certa dificuldade, tanto pela exigüidade do espaço, como pela calça ajustada delimitando os quadris. O rapaz, não se move. As demais motos e alguns carros também saem para o espaço comum da balsa, para travessia. Geralmente os ocupantes de veículos de ar condicionado ficam dentro dos mesmos, já que o tempo está nublado, escuro com uma discreta névoa úmida, apesar do calor. A travessia é rápida, próximo de cinco minutos até atracar do outro lado, incluído as manobras do balseiro.

A meu lado, numa Pagero, pela porta do carona, desce um rapaz de trinta e cinco anos, com a esposa ao volante; pede passagem à moça da moto, tocando-lhe seu ombro. Sem esboçar nenhuma expressão de agrado ou desagrado, cede-lhe passagem.

O movimento muito delicado e discreto chamou-me atenção. Era uma jovem, possivelmente casada com o rapaz que dirigia a pequena moto, tinha a aliança. Reparei que era uma moto comum de entrega de baixa potencia.

Graciosa era a moça, com traços faciais finos, bonita, portanto. Um corpo escultural, cabelos negros e compridos, lembrando o cabelo das indígenas completavam agradável visual.

Não foi difícil deduzir o motivo da aproximação, podia-se ver o canal de outro lugar e não de onde a moça estava.

O suposto marido não se mexia, a moça se movimentava parecendo num bale treinado, com finos movimentos delicados, tão discretos a ponto de chamar atenção; tendo o olhar um deslizar suave, observando todas as reações em volta, sem que sua face a denunciasse com nenhuma expressão de prazer ou repulsa.

Logo a seguir, de um Audi atrás de mim, saiu um senhor de sessenta e poucos anos, obeso, com uma vasta barriga, cabelos e bigodes brancos, se aproximou da ponta da embarcação.

O dia estava escuro, as águas do canal refletindo o céu não tinham o azul. À tarde chuvosa espantara os mergulhões, garças e todas as aves aquáticas que vivem em bando no local. Não se viam aves; o mangue que rodeia a margem fica melancólico e pensativo nestes dias, recusando as cores. Esmaiado induziam a interiorização, sem seu esplendor de luzes. Mas a ponta da balsa atraia expectadores, a moça escultural continuava com movimentos mínimos discretos do corpo, olhar percrustrando os movimentos curiosos a seu redor.

Indaguei-me: Fez esta moça uma lipoescultura e observa o resultado?  Ponderei que não. A cirurgia teria que ter tido a maestria de um grande escultor, muito difícil para quem anda numa moto de entregas. Mas não era uma exibicionista, não agredia em gestos bruscos para se mostrar; na verdade os gestos eram movimentos muito leves, quase imperceptíveis. Mas, se nascida fosse assim, por que teria esta curiosidade no olhar que anotava tudo? Qual a razão do marido, na moto onde deveria ter descido não se alterar. Será que: com a viseira escura de seu capacete olhava como a mulher, a movimentação dos homens excitados com o corpo?

A balsa começou a chegar para atracação. Os galanteadores frustrados voltaram a seus veículos. A moça espremeu-se para entrar no vão, entre bagageiro e o marido, fazendo movimentos forçados pela limitação da calça ajustada. Colocou o capacete. A moto saiu lentamente, devido ao peso do motorista. O fetiche sumiu no onirismo da estrada, rodeada da mata tão meditativa.





16/03/12

tony-poeta pensamentos




CHAVE DO POETA


CHAVE DO POETA





Se te desse a chave

Daria meu mundo.

Inteiro

E...

Vazio

No vazio dos poetas

Um vazio

Com formas secretas

Fragmentado...

Em milhões de pedaços

No vazio.



Se te desse a chave...

Se achasses a chave...

Talvez?

Eu...

Não seria vazio.







31/10/1985

tony-poeta pensamentos




quinta-feira, 15 de março de 2012

HORA ERRADA


HORA ERRADA





Coloquei ao contrário



O relógio ao pulso



Foi aí que te encontrei.



Foi um mero impulso?



Eu mesmo não sei!



Tempo refratário,



Horas que não existem



Nas dores que insistem.





15/03/12

tony-poeta pensamentos








quarta-feira, 14 de março de 2012

VELHO VASO


VELHO VASO





Velho vaso na entrada do edifício

Abrigando um arbusto desgastado,

Que faz sombra a miosótis sorridentes,

Proteção a este sol, sempre inclemente,

Que triste: pensa o velho desolado,

A razão de tão grande sacrifício.



Já fora em outros tempos interstícios

Orgulhoso, era nobre e empolgado

Fazendo a cor da vida alegremente

Espalhando seus genes puramente

Fazendo amor de todos, e mui amado

Galã forte. Era Rei neste edifício.



Agora com as folhas esmaiadas

Sem seu viço, penumbras rebatem

Aos miosótis. Na sombra antes clemente

Fizerem festas, deram suas sementes,

Sem olhar estas dores que invadem

Suas veias agora já desfiguradas.



Que lhe resta então nesta só jornada

Aguardar os homens lhe buscarem?

Os galhos ressecados indigentes

Já choram na oração tão veemente

Para que os joguem sem nem pensarem

Como adubo de volta a invernada.





14/03/12

tony-poeta pensamento