sábado, 24 de março de 2012

COMO GOSTO DE TI


COMO GOSTO DE TI






Gosto de ti

Quanto tua mente aclara

E teu jeito fala

Com decisão.

Tua voz muito clara

Diz que me quer.

E, marchas imponente,

Põe-se a minha frente

E te faz mulher,

Sem aqueles rodeios

Com falsos beicinhos

Sem gemidinhos

De indecisão,



Na hora que te levantas

É a mulher que me acalanta.



24/03/12

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sexta-feira, 23 de março de 2012

PARTIR


PARTIR




Partir

Roteiro sempre triste

Onde o desconhecido espera.

Não importa

são as flores de primavera

Ou o frio do inverno

Partida  é sempre partida

Eterna ida incerta.

Traz no meio de amores

As nuvens de dissabores

Neblinas de angustias

Cantos de sofredores.

Partir... É partir

Rumo incerto ao desconhecido.

O desconhecido apavora.



23/03/2012

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A REUNIÃO


A REUNIÃO






Não fui à reunião

Como poderia?

É noite de lua cheia,

Homens e lobos

Buscam amores

Buscam a amplidão.



Quando do canal

Suas faíscas,

No manto prateado,

O cupido

Nas setas cintilantes

Trazem  a benção de Afrodite

Homens e lobos

Se hipnotizam

Na luz de mil amores.



Se lobos uivam no penhasco

E eu, faço poema no espaço

Com o sorriso da lua,

Como posso trabalhar?



23/03/2012

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quinta-feira, 22 de março de 2012

apresentação


APRESENTAÇÃO

Poema de 66 [brincando] com a carta de apresentação que a Ilia [também brincando] postou na Face





Queres saber quem eu sou,

A mim ser apresentada

Minhas iniciais te dou

Minha linda camarada.



Por A começa meu nome

E, por P meu apelido,

Por G meu sobrenome

E por C o intrometido.



O A também é amor

Que teu ser me faz nascer

O P: Paixão a crescer.



O G é a grande expressão

Que o C que é meu coração

Diz: Amo-te com ardor.



08/11/1966

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SEGUNDA VIAGEM


SEGUNDA VIAGEM





Peguei o ônibus da manhã. Estava com duas malas e dois livros. Eram meus primeiros livros de Medicina. Meus pais o tinham comprado, pedira por telefone. Na semana já teria a primeira prova de histologia. Não tinha assistido a nenhuma aula. Os livros, na verdade tratados, eram grandes, pesados e caríssimos. Teria de estudar os dois primeiros capítulos. Era um problema. Não tinha nenhuma base.

Nas malas estavam praticamente tudo que tinha. Tirando dois ternos que deixei por falta de espaço. Quem trabalha em São Paulo usa terno. Era a regra.

Sentei na janela e tentei me acomodar, eu e o livro de histologia. No ônibus, uma moça muito gentil, era a Rodomoça, oferecia o travesseiro e o cobertor. Ela serviria bolachas Ailiram no trajeto e cafezinho. Realmente, o livro era incomodo de se ler em um ônibus, pelo peso e volume.

A meu lado viajava uma moça, que acompanhava outras duas, no banco imediatamente atrás, não fixei o nome. Como estudante de medicina chamasse atenção, logo  puxaram papo, ao qual aceitei de bom gosto.

Inicialmente começaram a contar das brincadeiras no Iara. Não sabia o que era a tal brincadeira. Onde andava festa a noite era Baile e mais cedo Matinee. Tiveram que explicar como era. Falaram da freqüência, animação, do clube e suas glórias e freqüência. Como eu estava completamente por fora, resolveram apimentar com o Pé de Veludo, fato recente na cidade. Apesar de não adiantar muito, não tinha habito de acompanhar noticias policiais, o relato ficou interessante. Talvez mais pelo folclore criado, do que pelo fato em si. Contaram:  

O Pé de Veludo era um bom bandido. Roubava mas não fazia mal a ninguém e morava próximo ao Iara, numa casa de dois ou três andares.

A característica dele era roubar, sem fazer nenhum barulho, daí o apelido. Disseram que muitas vezes ele avisava a vitima que iria surrupiá-la e por mais que esta se precavesse era roubada. Contaram que o Dr. Akira Nakadaira, explicaram-me que era um rico cirurgião local, de muito prestigio, obviamente não o conhecia, foi avisado e que ele se protegeu de todo modo, mas à noite, com uma varinha de pesca, a carteira com toda a fortuna que ganhara no seu consultório durante o dia foi surrupiada.

Mas que este ladrão nunca tinha agredido ninguém, só roubava, e sem fazer barulho. Mas, chegou um delegado novo e foi até a casa dele para prendê-lo. Pensei comigo, porque não o prenderam antes? Mas não quis interromper.

E o delegado chegou com todo um batalhão, para efetuar a prisão dele e de seus irmãos, após minha pergunta, informaram que os irmãos também o ajudavam.

E o aparato, na casa próxima do clube das brincadeiras chegou armado até os dentes para prender o ladrão silencioso e seus ajudantes. Foram recebidos à bala.

Com detalhes informaram, que a mesa da sala, era destas mesas cujo pé é um baú. Que o pai ou a mãe do Pé de Veludo, não ficou bem clara esta parte, abriu este baú e, lá tinha armas e munições para um longo tiroteio. Que cada membro da família foi a uma janela da casa e começou o tiroteio. Parecia filme de bang-bang.

Por fim, o delegado e um soldado vieram a falecer; fora os feridos do lado da policia. E no lado dos bandidos, os irmãos também morreram e, ele, o herói, em honra aos irmãos lutou até o fim, sendo o ultimo a morrer.

No final da narrativa, o papo praticamente acabou e, fui ler meu livro para a prova, sem saber até onde chegava à realidade e a fantasia. Depois descobri que 90% viraram folclore popular, em termos parecidos e o tumulo era muito visitado. Quem o visita acredita em histórias parecidas.

Acomodei-me no Hotel; fui muito mal à prova, o que era previsto. Por fim, procurei um grupo para formar a república. Estava em Marília definitivamente.





22/03/12

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quarta-feira, 21 de março de 2012

DIZEM QUE É O AMOR

para Ana Luiza 39 anos de casados em 14/04

DIZEM QUE É O AMOR


Fazem planos em fantasias
Formulas estranhas irreais
Onde realidade e poesia
Confundem-se com ideais.

Dizem ser o amor
Um plano de futuro
Num momento presente,
Quantas promessas compartilhadas
Cada demanda, uma promessa
Eterna promessa, de eterna persistência.
Mas, a inconsistência
Da cegueira instalada
Na ânsia incontida
De ser um em dois
Por toda uma vida
Oculta, ignora, não lembra
Que a fantasia é um pedaço do sonho
Guardado encolhido, medroso
De atrapalhar o amor.

Cada um com seus sonhos
Um dia, percebem
Que a fantasia é apenas
Uma parte, um começo da estrada,
O grande problema é um encaixe
Encaixe do sonho
Com as fantasias de amor.
A vida a dois começa aí.

21/03/2012
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AMBIGUIDADE - poesia com a letra A


AMBIGUIDADES





Na busca de novas formas

De sonâncias fulgurantes

Dentre o alfabeto busquei

A letra mais melódica

Para traduzir antigos sentimentos.

E no A de amor parei.

Dele descerrei um Universo

No qual, como satélite,

Adentrei seu campo gravitacional.



Amor, ábacos assoberbados

Abençoando a alma apaixonada

A qual alcança alturas

Alucinando o abrir das asas afetuosas,

Mas?

Aconteceu...

Apavorou!

A ambição avara acalentada

Abacinou a arte alcovitante

Ásperas alcatéias anuviadas

Do azul ao agre acinzentado alteraram

As ambíguas alienações abstratas

Nas almas amaradas e amarguradas



15/10/1969

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