quarta-feira, 23 de setembro de 2015

PROFESSOR ASTROGILDO E A FÍSICA QUÂNTICA.

PROFESSOR ASTROGILDO E A FÍSICA QUÂNTICA.
imagem Google

Professor Astrogildo, pacato e metódico, professor aposentado, se achando no final da vida com seus sessenta e cinco anos após receber uma carteirinha de idoso que o deixou muito preocupado, buscava entender o que é o tempo, tentando compreender a vida que, na sua cabeça, estava se esvaindo rapidamente.
Comprou livros e, com muito tempo livre, começou a pesquisar na internet. Certo dia achou um artigo: O tempo e a física quântica. Mesmo sendo professor de geografia e nada entendendo de física foi com toda avidez possível procurar uma luz para sua dúvida.
Leu: “Se olharmos demoradamente o tempo, ele para”. Achou absurdo, mas ponderou: - Estava escrito e foi objeto de pesquisa. Como? Foi ao jardim. Sempre ficava rodando as plantas para pensar.
Hora vai, hora vem até que uma lembrança veio a sua cabeça. Há algum tempo leu um artigo sobre Cabala, a qual acreditava de excepcional sabedoria judaica, que dizia com toda convicção que: “Se um escriba ao copiar a escritura sagrada errasse uma única letra, todo o Universo se desmontaria”.
- É contraditório, pensou. Continuou com o problema martelando na cabeça, inconformado por não entender. Nunca gostou de admitir que a sua Inteligência falhasse, aliás, isto seria um comprovante da própria velhice. Continuou a andar.
- Agora estou com duas dúvidas, continuou a meditar, a quântica e a cabalística.
- Eureka! Eureka! Eureka! Começou a gritar subitamente como filósofo de Atenas, achei a solução. Mas é óbvio.
- É a Paixão. Mas é lógico! Estava na verdade lembrando de Rosinha, a única namorada e seu breve namoro no sofá da sala da casa dela, no beijo que deu quando a quase futura sogra foi busca um suco.
- É a Paixão, repetiu convicto. Já senti uma vez...
- Na hora que beijei Rosinha, quando meus olhos se fixaram nos dela, nada falamos, tudo parou. -Parou o tempo, não havia mais mundo nem hora, estávamos no éter, no Olimpo, no espaço. Realmente parou o tempo...  Até chegar a letra errada. Megera da Dona Inês! Falou: o que é isso aí?
A letra errada da cascavel desmontou o mundo, nunca mais vi Rosinha. Ela ficou na terra e eu na lua. Até que não teve mais jeito e, virei um cometa andando sozinho no espaço.
Foi pesquisar outro assunto.

23/09/15
Tony-poeta.





NAMORADOS

NAMORADOS
Imagem Google

Sombras que vibram
Corpos sólidos
Dança frenética
Andar cadenciado...
Sonhos
Concreto é paisagem
Chão de asfalto
É outro mundo.
Voam... voam...
Delírios
Amor e sexo.
Ao lado a multidão...
Confusos...
Embevecidos...

23/09/15

Tony-poeta

terça-feira, 22 de setembro de 2015

ABSINTO

ABSINTO
Imagem Google

Nunca tente forçar a utopia.
Não queiras que habite a terra.
Pois,
Ficarás louco como os poetas
Aturdidos pelo ocaso.

Deixe que ela viva ao acaso
Das passagens ligeiras no planeta.
Beba!
Beba aguardente em sua companhia
Ficarás louco como ela
E poderás conversar...
Na linguagem do traçado estarás com ela,
Verás que estás certo,
[-Todos te acharão errado. ]
De longe
Verás pessoas trombando
Achando que é amor...
Cegos!
O amor apenas existe
Num trago de absinto
Acompanhado da utopia.

22/09/15
Tony-poeta



domingo, 20 de setembro de 2015

COMUNISMO


 

foto Google
COMUNISMO

 

A palavra comunismo antecede Marx a séculos, pelo menos isto é o que dá para deduzir nos livros de história.

Quando a exploração dos mais fracos ficou mais nítida na Revolução Industrial e os trabalhadores da Terra foram expulsos para dar lugar as ovelhas, o que levou a criação hordas de pessoas sem casas nem terra para seu sustento; enquanto o Capital seguindo a opulência que vinha se acumulando em cada novo império e cada nova guerra, onde um homem domina outro homem, bateu o saudosismo.

Este saudosismo, que existe até hoje, de retorno a uma vida simples, em contato coma natureza e com um grupo familiar unido, ou seja, o retorno ao campo, recebeu o nome de comunismo na utopia de retorno a uma forma harmônica e de respeito a natureza.

Todas as classes sociais sonham com este retorno, muitas enquetes publicadas pala imprensa colocam que: a maioria da população, independente de classe social sonham com uma vida mais adequada ao planeta.

O trabalho sociológico de Marx apenas aponta a ganancia do capital e a sucessão de crises econômicas entre as nações, mostrando as distorções do sistema de acumulação.

Este sistema [de acumulação] não tem nenhum sentido dada a brevidade de nossa existência: acumular excedentes para quê?  A vida é muito breve e fora de nosso controle, aquilo que acumulamos em excesso jamais nos poderá ser útil. É nessa análise que a obra sociofilosofica caminha, sendo base para todas linhas sociológicas de direita e esquerda.

A luta de classes está presente em todas discussões das redes sociais, cada um se posicionando conforme a classe que seu ego se identificou. A batalha das redes sociais está implicitamente enquadrada na obra do Grande Pensador. É real.

Se o que diferencia o homem dos animais é a fala mais complexa [ grandes primatas, golfinhos, baleias tem fala rudimentar], esta propiciou que o animal homem escrevesse sua história, pena que poucos a tentam entender, onde para maioria é apenas uma matéria chata de curso básico e preferem seguir uma posição ideológica, aliás, Marx que definiu em seus estudos com grande saber a diferença de ideologia e utopia.

A palavra comunismo é muito antiga e se refere a uma reflexão a um paraíso perdido, que tem que ser pensado historicamente.

BOM DOMINGO!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

INSTINTO HUMANO


 

INSTINTO HUMANO.

 

 

 

Nos livros sobre origem da religiosidade dos povos, me chamou atenção a Teoria da Criação do Homem na antiga China. Ao invés de deus fazer um único homem de barro, como é a crença Ocidental, no Oriente acreditavam que deus havia feito dois seres: um de barro amarelo, que seria a nobreza, outro de barro preto que seria o povo e os escravos.

Há aproximadamente quatro mil anos os Orientais já dividiam os humanos em classes.

A divisão vertical, característica da divisão de classes, é encontrada em toda natureza nos animais que se agrupam em sociedades, sendo marcante nos mamíferos. Sempre é rígida, com cada categoria se acomodando e se subdividindo de modo que, nunca haja dois elementos na mesma posição.

Na espécie humana, apesar de enganosa diferença, esta divisão continua a existir. 

A dificuldade de repartir com os mais necessitados, tão enfatizada na Bíblia Cristã, é encontrada em todos os povos estudados recentemente pela antropologia.  Existe uma constante que vemos na nossa imprensa hoje, tanto no abrigo aos refugiados de guerra, como nos programas sociais dos diversos governos, sempre motivo de polemicas, demonstrando uma clara divisão e não aceitação pelas classes que se colocam em patamares superiores.

As guerras territoriais, por outro lado, que motivam o êxodo destas populações famintas é vista em todas sociedades de predadores, incluindo insetos, com a destruição física do local e migração de famintos apátridas. Também a temos na humanidade, basta lembrar dos livros de história onde vemos que, após um exército derrotar um povo, a seguir o mesmo salga a terra para destruição total da população.

Nós humanos acreditamos que somos o centro do Universo há muito tempo, fruto de nosso arraigado etnocentrismo e, sendo assim, só temos instintos ao nascer e ao mamar, após isto chega a ser sacrilégio falar de instinto humano, já que não se enquadra na classificação da moderna etologia.

Pessoalmente não concordo com a afirmação, os instintos se aprimoram, evoluem junto com as civilizações e o que vemos nos pequenos e muito breves exemplos citados, não passam de ações instintivas em evolução.

Se quisermos resolver os problemas dos estupros, criminalidade e guerras temos que considerar este aspecto animal altamente presente em nós mesmos, caso contrário nunca teremos uma solução plena a nossos problemas. 

Uma vez conhecida nossa parte instintiva, poderemos ter material capaz de trabalhá-la e encontrar meios de atenuar os problemas apresentados, senão estaremos esmurrando no escuro e corrigindo efeitos, após o estrago já ter sido realizado.

Falta um estudo aprofundado na questão do Instinto Humano, sendo o mesmo vital para o aprimoramento social.  

 

18/09/15

Tony-poeta

 

 

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

LEMBRANÇAS DA JUVENTUDE


 

 

LEMBRANÇAS DA
JUVENTUDE.

 

Certo dia perguntei a meu pai sobre os antepassados:  - Quem sabe fossem pessoas importantes na Europa? Será que sobrou alguma herança? E mais um montão de fantasias que a mente da juventude sempre traz à tona.

- Não aconselho, disse ele, poderás encontrar piratas, ladrões e presidiários caso fuce onde não é devido. De minha parte sei até meu avô de quem já te falei. Já está bom.

Hoje, com a idade que avança, sei que ele estava certo. Poderemos achar pessoas importantes, talvez? Mas certamente acharemos muita gente desagradável nos transmitindo genes. Vamos pensar:

Estes dias localizaram mais uma espécie de homo. Passa de uma dezena o número de ancestrais extintos da nossa espécie. Como desapareceram?

Foram mortos e aniquilados, certamente! Lembremo-nos que éramos antropófagos até pouco tempo. A luta para manutenção da espécie era de vida e morte, não havia mudança genética que se perpetuasse se não fosse em guerra [aliás até hoje nossa espécie não passa um dia sem guerras]. É claro que para sobreviver meus ancestrais tiveram que lutar e matar.

Apesar das religiões, num gesto louvável, pregar que os mansos e puros de coração serão os escolhidos, no real de nosso mundo não são eles os sobreviventes; quem sobrevive é o que rouba, trapaceia e mata. Esta é minha e nossa herança.

É melhor deixar quieta esta lembrança da nossa ancestralidade; salvo para estudiosos que tentam corrigir a humanidade futura. De resto é uma arriscada curiosidade.

 

17/09/15

Tony-poeta

terça-feira, 15 de setembro de 2015

ORGÂNICO

ORGÂNICO
foto pixabay.com

Na terra
Tudo que é orgânico
Já teve vida.

As manhãs de tempestade
Contam a história do lugar.

Guerras e amores
Sempre voltam.

Quando varremos o chão
Varremos lembranças.

A chuva a seguir
Cala e remove lembranças.
É apenas um choro do passado.

15/09/15

Tony-poeta