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EU ANTE O TEMPO
Eu ante o tempo
Fui rio que nasceu do choro
Da rocha alta e imponente.
E se jogou na incerteza
De tortuoso e longo leito.
Pequeno, não falava.
Somente chorava inquieto
Versos da dúvida e medo.
Rimei a fé esperando a vida
Com a incerteza de alcançar
A planície tão distante.
Eu ante o tempo
Sou rio que corre seguro
Sobre um leito profundo
Cantando a toda voz,
Na ânsia das realizações,
Nos abismos dos amores...
Grandes matas percorro
Arrojando-me em cascatas
De tom puro e juvenil.
Eu ante o tempo
Serei rio de muitos meandros
Que já canta melancólico
Valsas que chamam saudades.
Feliz com o saber
Terei calma, paz e amor.
E nas gotas da experiência
Poderei lento e sereno
Arrojar-me no oceano.
20/05/1967
Publicada nos Antípodas
www.tony-poeta.blogspot.com
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