Autonomia I
Cercado!... Penso?... Não se vive bem!
A sociedade, esta agressão,
Nossos desejos ela os detém
Marcando sempre uma limitação.
Se na noite faço minha poesia,
Deleito-me! Tento me libertar,
Engano esta falsa autonomia
Com versos voadores, posso brincar!
E é delirando, sem agonia,
Floreio o que sou, numa louvação,
Esbarro, mas não caio na autonomia,
Marcada nos ferros da limitação.
Desentravado sorrio, de enjaulado
Saio da toca: Torno-me leão
Sorrindo a luz do verso apaixonado
Flutuo volátil, sem limitação.
Sem data
www.tony-poeta.blogspot.com
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