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imagem google caixa de Pandora |
CAIXA
VAZIA
Deitado
estava na angustia humana, na procura louca de amar, e entre desenganos e
ideias insanas, pensava em círculos a procurar.
A noite
escura e quieta formava fumos de desilusões no ar, minha mente vadia vagava em
brumas procurando o modo preciso de amar.
Súbito,
entre as fumaças, uma forma estranha, um gênio louco apoderou-se do ar, em
forma bizarra fez-se presente, era humano-duende que sabia falar:
- No
nada, junto à caixa de Pandora, uma caixa vais achar!
E em
brumas dissolvidas, o gênio quase humano dissolveu-se no ar.
Como entrar
no Nada e Ser vivo? Como será este louco viajar?
Mas a
mente que ama, tem ouvidos, que ouve o que inda não aprendeu a se falar, e pelo
Reino dos Sonhos fui envolvido, por estranho cone que entrava em nenhum lugar e
levava, não sei como para adiante, no Reino que não tinha nada para olhar.
Foi fácil
achar duas caixa neste reino, que não tinha mais nada para mostrar. Olhei as
duas caixas, indagativo. A de Pandora não podia nem tocar, mas uma caixa
envelhecida e acanhada, que parece que ninguém nunca pode a tocar, era com
certeza a caixa do nada, que se encontrava a me esperar.
No Nada
é fácil de ver a vida, difícil é de lá voltar, pois a ausência de estímulos humanos
nos faz como ébrios repousar.
A missão
tinha de ser cumprida e ao cone pude voltar. Abri a caixa, enchi de sentimentos
e fantasias, fechei-a novamente, pronta para ofertar.
Quando
a amada, cada vez que a abrisse, dela sairia uma poesia, que como humano eu
jamais poderia declamar, dada a perfeição que desta mistura se fazia, de
sentimentos e fantasias, na perfeição do amar.
Pelo
mundo barulhento em que vivo; cheio de afetos contraditórios e sonhos
ilusórios: levo em minhas mãos o presente, procurando a amada, para ofertar.
28/12/12
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