quarta-feira, 28 de maio de 2025

buque




 O buque no vaso

É natureza morta
Deixe a flor
Conversar com as borboletas.
tony-poeta
imagem google

curruira 28 05 2013

 o

Corruíra falou:
Quem canta ao raiar do dia
É a felicidade que habita em mim.
BOM DIA!

frase 28 05 2013

 n

À noite
Não chora nem ri:
Apenas assiste
Como levamos a vida.
Quieta, muito quieta.
BOA NOITE!

Crônica de Francisco Costa. O RETIRANTE.

 O RETIRANTE


 Francisco Costapublicou emGomes Antonio Carlos

há 13 minutos
EM PARALELO COM UMA CRÔNICA DE TONY POETA
(ao Gomes Antônio Carlos, o Tony)
Chegando de viagem, nas proximidades da rodoviária Novo Rio, deparei-me com cena insólita, motivo de piedade e indignação para uns poucos, de humor para uns poucos mais e indiferença, para quase todos.
Na beira da calçada, um homem com a família, recém chegados do nordeste, possivelmente de região bem interiorana.
Barbudo, com chapéu de palha, blusão de madras amarfanhado, uma grande mala de couro no chão, ao lado, mais a esposa, baixinha, barriguda, em olhar de desespero, e seis crianças, entre dois ou três anos, a caçula, e quase adolescente, a mais velha, todas com embrulhos nas mãos.
Sentado no banco, esperando o ônibus, acompanhei a cena: gestos nervosos,
como se numa trincheira, ficou observando o sinal, as pessoas atravessando, como se calculasse, para ver se dava tempo da família dele também atravessar.
Armou-se de coragem e, fechado o sinal, pegou a filha mais velha pela mão e atravessou, quase correndo, talvez com medo de não dar tempo.
Do outro lado da calçada, sem soltar a mão da filha, ficou olhando para a família, como se distante léguas, perdida, com medo de deixar a filha só, no outro lado da calçada.
Levantei-me a fui até ele:
- Deixe a menina comigo e vá buscar o resto da sua família. Traga todos juntos que dá tempo.
E o que vi jamais esquecerei, o olhar de um pai impotente diante de um monstro, um seviciador da cidade grande, o próprio satanás:
- Vai-te que eu dou conta, carece não!
Talvez para livrar-se do suposto perigo, cochichou alguma coisa com a menina, largou-a e foi pegar o segundo filho, depois o terceiro... Até atravessar a esposa, a mais assustada.
Com as crianças menores rindo da aventura, a senhora gesticulando muito, ele com ar vitorioso de primeiro obstáculo da cidade grande ultrapassado, foram-se.
Fiquei pensando no psicológico daquela família diante de tantos veículos, de tanta gente, de tanto barulho, tentando entendê-los.
Que sociedade é essa, meu Deus, onde quilômetros separam séculos?
Francisco Costa
Rio, 28/05/2013.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

A Noite INSISTE

 


A NOITE INSISTE


a noite insiste
em ser triste
chove.

os pingos
lembram lágrimas
solitárias

na luz
a silhueta
dança a chuva
sinfonia na enxurrada


todo amor
é chuva
que se esvai


              Toni-poeta
05\05\2025

quarta-feira, 30 de abril de 2025

curruira 20/04/2025

 Corruíra me disse:

- Os caminhos sempre levam
Nunca deixam de levar,
Sorrindo pelos caminhos
Sempre chego a algum lugar.
BOA SEMANA!

quinta-feira, 25 de julho de 2024

É NORMAL

 

É normal

 

Sonhei com a morte, normal aos oitenta anos,

Se existe uma curiosidade humana é com o morrer e nascer, algumas formas de filosofia e religião consideram que o sonho explica o enigma e abre caminhos para melhor entendimento,  Lógico, estava radiante diante da oportunidade,  Uma vez vivido o sonho escreveria um conto ou um poema para que todos leitores tirassem conclusões e ao mesmo tempo eu ficaria calmo entendendo o caminho do desconhecido.

Adentrei ao jardim, sim o cenário era um jardim. Bem cuidado e apesar de ser noite podia perceber flores e perfumes. Pouco andei , num banco de jardim, estes bancos antigos onde divulgavam o comercio das pequenas cidades,  estava um jovem casal, uma moça muito bonita com seu namorado bem vestido e bem afeiçoado, Riam e alegres se divertiam.

Explorei mais o ambiente, procurava obviamente uma mulher velha de preto, Não creio que ainda usasse foice, mas devia possuir alguma coisa relacionada com a passagem dos seres de uma a outra vida. Nada, Dei uma demorada volta no jardim deserto, não encontrei ninguém. Só estava ali o alegre casal namorando.

Obrigatoriamente volteei a passar onde estavam,  gentilmente a moça com um sorrisa perguntou:

-o que o senhor procura?

Animado por encontrar alguém para conversar, encantado com a doçura da voz e da beleza da interlocutora, respondo

-Busco a senhora morte...

A moça riu, o rapaz também, e com meiguice ela falou

-Volta manhã. Hoje é minha folga, não estou  trabalhando.

- Boa noite moça, falei frustrado por ter de voltar ao quarto.

 

26/07/2024

Tony Poeta