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O TEMPO
O mundo
moderno apressa o tempo. A pobre criança que nasce em nossa era, desde cedo tem
que programar o futuro.
Inicialmente, a insistente pergunta: O que
você vai ser quando crescer; é repetida diariamente por todos os que são
apresentados ao jovem infante. Ao invés de ver um futuro de vida e descontração,
este acaba se impondo uma obrigação: - Tenho que trabalhar e ganhar dinheiro.
Na idade
escolar, desde o primeiro ano, já começam as observações: - Fala bem, vai ser
advogado, que nem o pai ou outras comparações pertinentes com o desejo dos progenitores.
Como é
sabido, nosso desejo é o desejo do outro, e o conflito é inevitável. O coitado
detesta português, mas tem que sabê-lo para ser advogado, conforme o desejo dos
pais e avós.
Entra na
faculdade que outros escolheram, tem de digerir aquilo que não o apetece, se
forma e, vai se preparar para o amanhã. Começa a trabalhar para ter uma
aposentadoria, pagar a escola, de direito, para os filhos, sendo que ainda não
casou. Por fim casa e segue trabalhando o amanhã.
Deu
tudo certo: Os filhos casaram e sofreram a mesma pressão, um ou outro se
rebela, mas: - É genioso! Exclama ele, o cônjuge e os avós. Adquire uma casa
boa, com uma grande metragem, um carro [estou falando de quem teve sucesso], os
filhos saem de casa.
O mundo
atual exige iniciativa, mesmo satisfazendo o desejo do pai, este passa a não
saber nada: - Como ter iniciativa seguindo meu pai? E, se auto proclama
emancipado, indo morar isolado.
Um por um
dos rebentos se afasta, repetindo a mesma história.
A casa
fica vazia. Objetivos? Já foram. Marido e mulher não tem o que conversar. Cada
um se aposenta e vai para seu aposento pensar que o futuro passou e, não há
futuro pela frente; começam o exercício completo de solidão, reclamando da
falta de objetivo e motivação.
Agora que
tem tempo, não sabem conviver com ele, pois não foram ensinados. A sociedade
nunca deu tempo para esta perda de tempo.
Tony-poeta
19/12/12
Obs.: A PROFISSÃO DE ADVOGADO FOI COLOCADA SÓ COMO
EXEMPLO.
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