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SURFAR A VIDA
Vivemos
para a sociedade, uma vida em função do social. Sofremos!
O importante
é que aprendamos viver para nós mesmos e, com a sociedade apenas com-viver.
Sim! É
esta troca entre os elementos de uma comunidade que preenchem a vida. É um
inter-relacionamento. Mas a Sociedade prende, o Inconsciente Coletivo é
presente desde os ensinamentos dos antigos filósofos gregos. Ela nos atrai,
prende, amarra; temos que nos soltar. A Sociedade é como a moldura de um
quadro, guarnece, mas o que se destaca é a pintura.
Quem vive
exclusivamente para os outros prepara a festa do próprio velório. Sim! O ponto
culminante de uma existência é sua despedida. Imaginamos que ao lado da própria
urna estaremos de pé anotando as visitas, os elogios e até mesmo as anedotas
sobre nós mesmos, como anfitrião estaremos felizes com a festança social concluída.
Mas, se
não houver nada disso? Poder ser que
morreu, acabou! Ou então somos levados imediatamente a outro plano. Será uma
frustração perdermos nossa própria festa.
Temos que
surfar a vida. Lembrarmos que como o mar haverá horas calmas ou com grandes
ondas, felizes ou apavorantes, de alegria ou de choro, certamente a maior parte
do tempo estará calmo ou mexido e só será possível observar.
Nunca devemos
entrar na onda antes de avaliá-la. Uma vez nele temos que cair o menos
possível. Amarremos bem a tabua a nossa canela e, se cair é só levantar e pegar
a onda seguinte. Sempre haverá outra onda, diferente. Pode ser que seja de amor
ou dor, que grite de alegria ou chore de tristeza, mas sempre será um grito,
pois a vida é vibrante e solta sua voz.
Temos que
nos mantermos na prancha, ela é a vida; cada ser social tem sua prancha e a
dirige conforme seu desejo, o mar é apenas o caminho e a prancha a condução;
apenas nos encontramos de passagem, damos um Olá! E seguimos: os demais seguem
o próprio rumo.
Cada um
na sua onda com sua prancha, cultuando a amizade e o amor, mas sem antecipar
velórios concorridos.
02/02/13
Tony-poeta
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