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PRISIONEIROS DA SOLIDÃO.
Não adianta,
somos prisioneiros da solidão, nossa fuga insana, mesmo nos dando grandes
momentos de alegria termina sempre no retorno a nós mesmos.
Não que
não devamos fugir da sina que nos acompanha, porém encravada na nossa fantasia
de vida ser só se torna parte de nós mesmos. Somos seres egoístas e solitários,
sim! Tem sua lógica: se nos fundirmos na amizade ou no amor, a morte de um
seria a morte do outro e interrupção do ciclo do viver.
Ao nascer
a mãe se despreende, a mãe é você mesmo, na divisão ela se perdeu e ficaste
sozinho. A parte perdida se aproxima e afasta, presença-ausência, a falta
aumenta e é substituída por fantasias solitárias, tiques e repetições que acompanharão
sempre: Porás sempre o copo e agua a direita e o garfo a esquerda em suas
refeições, aí de quem mudar! Os objetos, falarão contigo e manterão a ordem de
tua vida enquanto procuras quem te dê colo ou companhia.
Procurarás
nas ruas, nos bares, nas pessoas pequenos gestos de companhia ou amor, são
encontros breves que logo se dissipam, pois fantasias se movem como nuvens em
novos desenhos e novas alegorias e continuas só.
As
Paixões, este encontro de fantasias que levam a um novo mundo em nova dimensão,
às vezes acontecem, o novo mundo se torna sublime e tu retornas a origem tão
bruscamente desfeita. Mas o tempo é breve e o corte é certo, não existe consistência
em fantasias a dois e o retorno à amizade e o amor se fez lacônico, e vigias o
copo a direita enquanto o parceiro existe na esquerda. Mesmo que a união
permaneça é no nível de amizade e convivência, sempre com amor e guerra, nenhum
dos dois aceita a fusão desfeita pela segunda vez e, como na musica “entre
tapas e beijos” a vida segue ora com amor, ora com amizade e o tempo maior na
solidão e na fantasia de busca de outras pessoas que completarão seu viver.
E nesta
vida tangenciando a amizade dos amigos e o amor da amada, bebes tua agua
solitária voltando ao que sempre foi: um ser nascido e abandonado na Terra, que
busca a felicidade e um motivo de viver, desfrutando de encontros passageiros
reduzidos a momentos e conversando com a solidão que te segue como um cão amigo,
que te escuta, mas não responde e não esclarece o viver.
Somos
solitários na luta pelo amor, apenas.
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