MATUTANDO

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Quando o sol se
esconde lá longe,
O azul escurece para
receber as estrelas,
Não mais enrolo o fumo
na palha
Não carrego mais a
aguardente
Nem coço o dedão do pé
Mas tal qual caboclo
Olho o painel da vida
Que já foi embora.
E chora em tom dolente
Na dança das estrelas.
Lá estão amores que
partiram
Com choro ea raiva do
abandono,
Lá estão os sorrisos
De novos amores e
novos enganos.
E matutando ao cair da
tarde
Sentado no terraço do
edifício
Tento ver a mata se
esconder
Agasalhar lembranças
De um passado breve
Dos sonhos de criança
Onde quis ser rei...
Nunca achei a coroa!
Que procuro todo dia
E não sei onde
guardei.
27/10/2013
Tony-poeta
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