terça-feira, 8 de novembro de 2016

SOU NATUREZA

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SOU NATUREZA

Sociedade é se identificar
Com cada ser que passa
Que ama ou sofre
Que faz uma graça
Que fala seu nome:
Sociedade é comungar.

Quero na sociedade dos sonhos,
De meu sonho de poeta,
Uma sociedade concreta
Nos movimentos agitados
Com todos beijos e abraços
Do amor do viver.

Somos todos natureza:
O capim e a mosca
Tem a beleza do viver.

Não sou massa de concreto,
Nem ligação virtual,
Sou carne e osso
Amo e choro
Compartilho o amor
Com os movimentos
Dos corpos que andam
Na mesma estrada que percorro.

08/11/16
Tony-poeta



sábado, 5 de novembro de 2016

RECORDAÇÕES CHUVOSAS


Imagem Google
pixabay


RECORDAÇÕES CHUVOSAS


Lá fora está molhado,
Cá dentro, eu afogado
Nas frias recordações
Pedalo o velocípede
Pelas quatro estações.

Busco na primavera
Esta breve quimera
No mundo de emoções
Busco a ti.... Não me buscas...
Oh amor! És fugidio
Escorregas na chuva
Surfas no vento frio.

05/11/2016
Tony-poeta




sábado, 29 de outubro de 2016

PENSAMENTO 10/16


PENSAMENTOS 10/16


Como querer continuidade
Se estamos de passagem?

Quem é mais feroz:
A formiga, o gavião ou o rato?
Será que o humano
É melhor que o dinossauro?

Se um sai
Outro entra
Grita e vibra.
A pedra vibra.

O caleidoscópio
Tem a forma do momento,
A sociedade é um sopro:
Roda como cata-vento.

Tudo muda.
Começa de novo.

29/10/16

Tony-poeta.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

ONDE VOO

ONDE VOO?
autor não identificado
Google
Gavião cabloco

Olho a janela
O pássaro voa,
Em seu mundo.

E o meu?
Onde voo?
Na tela da TV?
No face book?
No WhatsApp?
Meu voo é desigual
Voo procurando a imaginação
Para poder me assentar.

28/10/16
Tony-poeta


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

FLECHADAS

Flechadas
 
IMAGEM GOOGLE
Deserto é o campo,
Sozinho desorientado
Busco a muralha
Do castelo ingrato.

Flechas batem na armadura
Machucam muito
Não a furam
Fazem marcas por cima de outras marcas.
Marcas antigas de batalhas sem fim.
Em desespero e sonhos
Tento pular o fosso de crocodilos
Com pesado aríete
Cercado das flechas que batem em mim.
Assim são meus dias.

Que buscas o poeta?
Apenas um momento
De paz e alento
De caricias e beijos
De amor da princesa.
Um instante, um segundo
Que cá no meu mundo
Chamamos felicidades
Entre as flechas que cortam
Que trazem o passado
Presente ou longínquo
Da origem da vida
Da origem desta vida
Impulsionam-me para a paz
Naquele portal, porta escondida
Onde irei amar por poucos minutos,
Deitar exausto ao lado da fada
Sonhar e voar no meio de nuvens
Para levantar...
E logo depois
Por um motivo infame
Voltar as muretas
Entre enxames de flechas
Buscar outro amar
No meio das pontas
Que tento me esquivar.

Aquiles num dia
Invadindo Troia
No oraculo da deusa
Encontrou a sacerdotisa:
Amou e sonhou
No dia seguinte
No meio das flechas,
(Não sei porque voltou
Para o campo inglório.)
Morreu a lutar.
Apenas gravou a lembrança
Da pausa e do sonhar.

Na “dolce vita” Marcelo
Tentava escrever
Os sonhos da vida
Que buscava viver.
Chorou nas orgias
Castelos abandonados
Em instantes fugidios
De momentos acompanhados
Só conseguia no choro
Da desilusão
Escrever a juventude
Que há muito passará.
Não se matou
Como o amigo intelectual
Que tanto prezava
Amava a vida
O instante buscava
E nos encontros fugazes
Nem assim amava
Apenas escreveu
Na praia deserta
Com flechas batendo
Da busca da origem
Do nascer mineral
Quem sabe na mesma praia
Onde hoje era flechado
Inspirara-se num sonho tardio
Jamais realizável
Um sorriso adolescente
Da moça com toda pureza
Que de longe observava
As flechadas que angustiado
Em vão se desviava.

A vida é o poeta
Das flechas de sonhos perdidos
De sonhos fugidios e passados
Tento importa ser ou não realizados
Pequenas pausas de guerra
Da guerra do próprio viver.

Mas, o poeta insiste
Neste louco papel do meio da batalha
Escreve com a ponta sangrante
O futuro inexistente vivendo o presente
No sonho do passado
Nas areias da praia
Nas aguas do mar
Cria a poesia da paz
Que chama felicidade
Quem sabe na mesma localidade
Onde começou a vida
No primeiro vírus
Que formou no planeta
E também o poeta

Enfrentando a própria natureza.
O poeta faz poesias
Para não morrer.

22/10/16
Tony-poeta






sexta-feira, 7 de outubro de 2016

SE APOSSAR DO BELO

SE APOSSAR DO BELO.



Em minha infância convivi com um casal vizinho de origem alemã. No quintal quase comum estava todo dia na casa do tio Rude e tia Helena. Bons momentos de minha tenra infância. Na época tinha menos de cinco anos e, até falava algumas palavras em Alemão.
O que entre outras coisas ficou em minha imaginação foi o quadrinho brilhante de borboletas embalsamadas. Lembro que até corri atrás de algumas pensando em emoldura-las sem sucesso, felizmente.
Estranho é o animal humano. Hoje sei! Tentamos capturar o que achamos belo, transforma-lo num relicário egoísta para nossa admiração e demonstração de posse, como possuíssemos alguma coisa em nossa breve existência.
Vi certa vez um filme sobre hienas, um predador como os humanos. Também possuem uma ordem social como qualquer outro ser vivo que se organiza em grupos. Dominam um território e se sentem confortáveis e fortes tentam dominar a moradia do grupo ao lado. Igual a nós. Porém, ao contrário que fazemos, respeitam o ambiente. Mantendo certa distância. Aquilo que não serve para alimento é totalmente ignorado. O belo se resume no útil, no que os sustenta, nada mais que isto.
A ampliação do belo graças ao aumento do campo visual que impulsionou o primata humano, além do dom da fala complexa deu como colateral o delírio de aprisionar aquilo que tem destaque, conforme a moda de cada civilização. Colocar as borboletas em quadros é apenas uma pálida amostragem do magro Pavão servido em um prato pomposo como refeição de nobres, juntamente com o selvagem suíno com uma maçã na boca.  Como a sala de jantar com pele de ursos no chão e chifres de alce nas paredes, o belo de tornou destruição.
Se os animais têm ou não noção do belo, creio que são indiferentes, não importa. O que vale é que a “invenção do belo” apenas serviu para captura dos mesmos, por meio de assassinatos e, sua consequente extinção e, por outro lado, o indiferente passou a categoria de “feio” sendo eliminado.
Se o quadro das falecidas borboletas, que me trazem tantas recordações agradáveis, representou o belo em minha caminhada, hoje sei que belo é a vida. Aqueles seres vivos deviam estar voando na natureza. Estariam presentes até hoje.
Na civilização atual o belo foi restringido a frias formas de concreto, onde se tenta dar movimento as estruturas impessoais imitando as borboletas libertas da moldura que as aprisionava, agora é tarde! Elas se dissolveram como toda matéria orgânica se dissolve no tempo e foram extintas.

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07/10/2016

Tony-poeta

domingo, 2 de outubro de 2016

O PODER DA MÍDIA

0 PODER DA MÍDIA
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Os votos do Haddad hoje somados com os votos de Erundina e acrescentado de pequena parte das abstenções e nulos, digamos uns dez por cento deles, nos dará uma visão do público não influenciada pela mídia de direita predominante no País.
A movimentação das massas humanas, problema grave desde a Revolução Industrial e Revolução Francesa onde hordas humanas perambulavam pelas ruas das grandes cidades foi profundamente estudada desde o final de 1800 por Gabriel Tarde.
A antropologia e a filosofia, a primeira financiada pela Fundação Ford e a segunda pela fenomenologia de Husserl norteou tanto a esquerda com Sartre e a direita com o liberalismo, permitiram que o manejo do capital [ambas são maneiras de administrar o capital como ressaltou Adorno] tomasse um embate mais acadêmico.
A esquerda amparada pela intelectualidade Europeia principalmente Francesa sempre trabalhou com linhas ideológicas divergentes, quando não antagônicas. Já a direita amparada nas Universidade Americanas e em parte Inglesas atuam em um comando mais homogêneo neste embate que se trava em nossa história recente da democracia recém inventada.
O motor da direita, como aconteceu no Nazismo foi a propaganda; a ponto de o controle deste meio ser aplicado por muitos governos mais radicais, pelos dois lados. A esquerda partiu para oratória, com longos textos inadequados para o mundo atual.
No Brasil os meios de comunicação permaneceram sem nenhuma oposição ou censura. A ideia da esquerda baseava-se que aplicando a justiça social e o combate à miséria por si só seriam suficientes para adesão da população. E assim foi feito.
A direita, visivelmente inferiorizada de início partiu para a velha forma de contestação que vigorava nos feudos e impérios da Idade Média, ou seja, a fraude.  
O atual sistema de governo, nos níveis Municipal, Estadual e Federal induz para a manutenção do poder o financiamento das caras campanhas eleitorais. As tentativas de um financiamento público, que poderiam contornar o problema foram rejeitadas no legislativo e, o aspecto roubo ganhou espaço.
Foi o suficiente para hipertrofiar via imprensa os desvios da esquerda e minimizar os da direita.
Como o ser humano toma atitudes em grupo com um movimento de massas e, lado que se direcionou “perdoa” seus líderes e ataca os adversários pelo mesmo erro, permitiu que se criasse um clima de confronto desigual, já agressivo, apagando todos os feitos do então lado governista.
A direita foi bem-sucedidos em sua estratégia de tomada de poder, no caso rompendo o pacto e usando a força. Criaram um clima de desunião em prejuízo sério para os avanços conseguidos e um forte retrocesso, como vivenciamos agora.
As eleições Municipais em São Paulo, Metrópole que abriga pessoas de todas origens regionais é uma boa amostra da penetração da propaganda num todo e, mostra claramente o número de pessoas “imunes” a máquina de propaganda.
Como a maioria da população é neutra, o caminho a seguir é reconquistar o que falta para uma nova maioria, o que não está tão longe.
A tática agora é bater nos meios de comunicação: por outras mídias [a direita já quer controlar a internet], ampliar os órgãos favoráveis apoiando sua divulgação e, para o a luta política com o adversário, basta apenas demonstrar e pontuar suas falhas em relação ao povo. O assunto roubo já saturou, não deve ser a tônica principal.
Deste modo, desde que consigamos restabelecer
 a democracia desmontada pelo golpe inadmissível, poderemos ter um novo equilíbrio para um pacto favorável ao País.
No momento atual é necessária a prudência e inteligência. A eleição de hoje nos é muito útil como amostra e, ponto de partida para um retorno à Democracia.

02/10/16
Tony-poeta