segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

FAZENDO POESIAS

FAZENDO POESIAS


Poderia viver a vida
Apenas numa sala.
Bastaria colocar em um canto
Um ralo para jogar desencantos.
Noutro colocaria uma fonte sonora
Cantando as alegrias do agora
E sentado no sofá, sem agonias
Faria poesias: todos os dias.

30/12/13
Tony-poeta



domingo, 29 de dezembro de 2013

NA VIDA

Na vida

Riscamos estradas na imaginação
E depois, já no chão vamos conferir.
As estradas que criamos são de alegrias,
Farturas, otimismo e poesias,
O difícil é controlar nossos passos
Nos caminhos sinuosos e nem sempre claros
Que se afiguram em nossa frente.
Para o Novo Ano que portemos a lanterna do bom senso
Para iluminar os caminhos
Que tenhamos muita paciência e amor
Para com os companheiros de caminhada
E possamos distribuir apertados abraços
A todos que se unam em nossa jornada
E que o caminho seja de flores
E cada vez que o iluminarmos
Possamos sorrir e festejar a vida.

Feliz 2014!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

NAVALHA

NAVALHA


O fio que separa o amor do ódio
É tão fino que quase desaparece
Amor e ódio são visinho
E qualquer desalinho
O corte na carne acontece:
Amor e ódio sangram sempre.

27/12/13

Tony-poeta

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

esquinas


ESQUINAS


A noite cai esquiva
Parando em cada esquina
Revirando sonhos passados
Amores naufragados
Entre sorrisos e poesias.

Em cada sombra que forma
Em cada canto da esquina
Espia uma branca forma
De uma flor menina
De um amor que não retorna.

Em cada janela uma seresta
Que clamou o amor na esquina
Uma flor que murchou deserta
Do sorriso que era para ser de amor
E se perdeu na noite incerta.

Em cada esquina uma orientação
Uma placa de atenção
Um alerta que sempre guia:
“A esquina separa o coração
Mas nunca perde a poesia “
E a noite se inicia
N’um brinde aos sonhos e fantasmas
Que habitam a boemia.

26/12/13
Tony-poeta



VIDA BREVE

VIDA BREVE


Que o vento me leve
Nesta vida breve!
 Passo por ela
Voando por entre nuvens,
Apenas a voar
O vento que siga
A seu caminho
Pois caço versos
Esparsos no ar.
 Voam quais borboletas
Meigos e tímidos
Buscando amar.
Não quero a terra
Sou parte do ar.

21/12/13
Tony-poeta


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

MEIA LUA

MEIA LUA


Há meia lua no céu
Exatamente cortada
Cortada pela metade
Pela mão de um artesão
Com toda precisão.

A outra metade?
- Está guardada,
Guardada com muito carinho
Pra iluminar o poeta boêmio
Que vai rabiscando caminhos.

25/12/13

Tony-poeta

A CEIA DE NATAL

A CEIA DE NATAL


A ceia é o hábito simbólico do Natal.
É a recepção da cultura ancestral que sedimenta a tradição de nossa educação Cristã, independente de segui-la ou não.
A ceia significa simbolicamente que estamos recebendo todos os ancestrais a partir de Adão e estamos festejando sua companhia.
É a hora de confraternização com seus costumes, valores e princípios.  Representando o Nascimento de Jesus, esta se estende a todos ancestrais e a formação de nossa sociedade.
Neste festejo esta inclusa toda a Ética e Moral, todos os valores e a comunhão da família que unida festeja em conjunto a nossa cultura.
Representa também a fartura que se oferece em nossa mesa, quando possível, mas ressalva que temos que respeitar os valores de vida dos alimentos, pois nos alimentamos de vida para mante-la. O agradecimento pelo sacrifício daqueles que nos servem de alimento não deve ser esquecido. Habitam o mesmo território que nós. O desperdício não é adequado para a ocasião.
O brinde simbólico tem de nos lembrar que cada vez mais necessitamos de uma sociedade melhor e temos obrigação de nos aprimorarmos para alcançá-la.
UM BRINDE SIMBOLICO DE FELIZ NATAL A TODOS OS COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS.
FELIZ NATAL!
Tony-poeta


O OUTRO

O OUTRO


Pode ser que o Outro
Seja eu mesmo
Aquele a quem transmito minhas falhas
Pedindo, ora um amor clemente,
Ora um ódio que avassala.
No fundo o que existe
É um vazio profundo
Que me veste uma mortalha.

24/12/13

Tony-poeta

TODO HOMEM PRECISA

Todo Homem precisa:

Ter consciência de sua finitude
Saber que é passageiro
Ter consciência que aquilo encontrou no planeta
Servirá aos que virão depois
Saber que nunca será um nome
Pois gerações apagam o passado
Assim seremos apagados por elas:
Quem ensinou Aristóteles?
É impossível um homem em uma única vida
Acumular tal cabedal de conhecimentos.
As pessoas passam...
As descobertas são possibilidades dentro de um pensar envolvendo um todo.
O pensamento de um é reflexo do pensamento de toda a comunidade
Somos apenas coadjuvantes da criação, nunca criadores exclusivos.
Aqui estamos para manter a espécie
Cuidar de nosso corpo e reproduzir ou dar condições a que outros o façam.
Nossa única obrigação é não destruir,
Mesmo com o espírito de luta e guerra de todo animal vivo.
A preservação do próximo e de nosso meio é o único objetivo válido
Na verdade temos que passar pela vida discretamente
Procurando desfrutar do que encontramos
Da melhor maneira possível
Sem danos ao meio ou a nós mesmos.
Ter ou não uma religião não fará diferença
O que faz a diferença é a conduta de cada um.
Seremos um dia poeira sem lapide, certamente
Toda a glória e reconhecimento não durarão mais que poucas gerações
Não sabemos o que é nascer e o que é morrer.
Já que estamos vivos e é a única coisa palpável que temos
Vamos tentar entender o viver
E considerar que a glória maior é não destruir o que recebemos ao nascer.

24/12/13
Tony-poeta





sábado, 21 de dezembro de 2013

VAZIO E FANTASIAS

VAZIO E FANTASIAS
IMAGEM GOOGLE


Preencho o vazio de meu ser
Com fantasias as quais faço mover
Com elas realizo um ideal
Uma musa ou um Deus imortal.

Como me completam: as amo!

Fantasias que formei do nada
Com contornos alucinados
Que no fim tornam-me escravizado.

Balanço entre o real e fantasias
Nelas traço o rumo da poesia.

21/12/13
Tony-poeta


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

FANTASMAS

FANTASMAS


Noite
Miam gatos
Se amando.
Uivam cães
Chorando
Olho a lua
Lembro de ti.
Saudades.

21/12/13

Tony-poeta

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

FESTA

FESTA


A lua
Enorme bexiga branca
Faz festa no céu
Continuamente
O humano
Com sua carranca
Empilha tijolos
Diz construir o mundo.

19/12/13

Tony-poeta

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

CRUZAMENTOS

imagem Google

CRUZAMENTOS


Caminhos entrecruzam
Lágrimas rolam:
Alegria dos encontros
Dor das despedidas.
O que passou:
Sempre presente
E, ausente no agora
Ponteiam saudades.

Na rota do novo
Sempre com a alegria
Dos encontros
Sempre antevendo
As despedidas.

E a rota segue
Com caminhos que cruzam
Na cruz da vida.

18/12/13

Tony-poeta

BIOLÓGICO

BIOLÓGICO


Sou antológico
Ecológico
Biológico
Que apenas busca o amor
Sempre ilógico.

Tony-poeta

18/12/13

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

REJEITADO

REJEITADO


Nelson entrava no Hipermercado quando viu Soninha.
- Que saco! Está acompanhada, pensou alto.
Insinuou-se entre as prateleiras para observar melhor.
- Está com aquele shortinho vermelho, fica um tesão.
- O carinha também está de calção vermelho, até que não é mal, ta combinando, é meio bordô.
- Mas que cara fraco, magro. Porra! Como pode sair com um cara destes?
- O nariz parece que aponta para o chão, Puta cara feio! Olha a camisa, de loja de atacado, feia até! Chinelo de dedo, de borracha!
- Que cara insignificante! Ela continua uma gracinha. Que gata!
- Compraram um vinho. Dá para ver que é Nacional, que cara duro, de chinelo de dedo comprando vinho Nacional.
- Que bosta! Ainda vão ficar juntos!
Nem lembrava mais o que ia comprar, foi até o carro e ficou olhando.
- Vão sair de moto. De chinelo? Que pobretão!
- Nossa que pobreza! Uma 125 e eu com um carro zero com computador de bordo.
Saíram do estabelecimento e ele atrás, tinha esquecido o que ia comprar.
Havia uma vaga na loja onde comprava roupas, parou de seguir e estacionou.
Entrou na loja e foi perguntando:
- Tem short vermelho?

Tony-poeta
17/12/13



ETERNIDADE

ETERNIDADE


Aquele que não crê em uma vida futura, nem em um pensamento holístico, julga-se imortal.
Como imortal não tem de prestar contas a ninguém, ele mesmo se basta.
É exatamente aí que comete todas as barbaridades, tentando burlar a sociedade a que pertence. O único castigo que lhe pode ser imputado é o das leis humanas.
Como o simbólico está vago, aquele lugar onde entraria Deus ou a Natureza, e na impossibilidade do vivente abandoná-lo, a solução é substituí-lo pelo Capital.
Como o Registro simbólico é o mesmo da fala e por metonímias sempre leva a um novo registro de maneira inesgotável, a “religião” do dinheiro ou capital nunca se completa, sempre inflando, buscando cada vez mais.
É neste momento que ele se torna individualista, abandona completamente a ética e deixa de existir a alteridade; sendo o Outro um objeto qualquer a seu dispor.
Há necessidade de novas formas do Registro simbólico, caso contrário a humanidade corre sério risco de auto-extinção.
O dono do capital também morre.

17/12/13

Tony-poeta

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

PAPAI NOEL E SEU AMIGO

PAPAI NOEL E SEU AMIGO


Silvinho tinha quase quatro anos. Valter seu vizinho o jogava para o alto, até o alçapão no forro da velha casa onde morava. Silvinho ria sem parar.
- É por aí que entra Papai Noel, dizia
Silvinho olhava e imaginava apenas:
- Quero ver Papai Noel
Isac morava na mesma casa e todo dia subia até o forro:
- Este velho vai cair falava Valter.
- Vai conversar com Papai Noel, pensava Silvinho. Tem o cabelo branquinho.
Silvinho dormia pensando no Isac, irmão de papai Noel.
- Ele guarda todo dinheiro lá, falava Rodolfo, irmão de Valter.
- É para comprar o cavalinho, pensava Silvinho.
Isac morreu dormindo. A família subiu ao forro para procurar o dinheiro. O madeiramento velho rangeu todos desceram.
- Está muito perigoso, falou Rodolfo.
- Não tem presente do Papai Noel, pensou Silvinho com carinha triste.
Juntaram todos os parentes e foram destelhar a casa.
- Papai Noel já pode entrar pelo buraco.
- Vamos gastar um dinheiro que não temos para refazer o telhado. Acho que o velho Isac não tinha nenhum dinheiro.
- Deu pro Papai Noel comprar o cavalinho, falou Silvinho e ficou com uma carinha alegre esperando o presente.

Tony-poeta

16/12/2013

DIREITOS E LIMITES

Direitos e limites


O direito de um não pode ultrapassar o direito de outro. A regra impõe claramente um limite, ou seja, uma regra. No caso uma Ética.
A grande pergunta que fica é quais são os nossos limites?
Somo seres de um ecossistema, portanto já estamos limitados. Vivemos na superfície sob ação da gravidade, sem asas para voar e sem condições de habitar sob a terra que nem as minhocas. Somos, portanto limitados a superfície. Pertencemos a uma cadeia alimentar, alimentamo-nos de seres vivos e tentamos não sermos atacados por outros, vírus, insetos, bactérias e predadores, estes limitados a regiões remotas.
Ao nos alimentarmos temos que tomar cuidado para não quebrar a cadeia alimentar que rege o planeta, caso contrário teremos escassez ou mesmo falta. A alimentação tem que ter a sabedoria de ser justa, ou seja: Ética.
Dentro de nossa casa temos que conviver com os demais elementos: esposo [a], filhos [as], agregados, cachorro, gato e assim por diante, convém lembrar que cada um ocupa seu espaço, tem seus próprios limites e independência do pensar. Temos ainda que conviver com os limites dos eventuais: parentes e visitas, pessoal que vai fazer a manutenção: empregados, eletricistas, pintores e assim por diante.
Ao ir ao trabalho, ou estudo ou mesmo na diversão temos que conviver com os limites de quem pega a mesma condução, ou dos outros veículos do transito, de quem frequenta as ruas. Chegando ao trabalho temos que nos limitar a nossa tarefa especifica, aos horários programados, aos colegas, aos clientes e fornecedores.
Como podemos ver nossas limitações são muitas, cada quebra determinará uma invasão indesejável e uma invasão de direitos.
Numa sociedade capitalista e de consumo esta invasão vai refletir nos bilhões de refugiados e famintos, na destruição da natureza com seu aquecimento global. A miséria que espalhamos agora acabará em se refletir em nós mesmos, já que a natureza também faz parte dos limites do humano. É aí que está o tão propalado risco de extinção da espécie, que é real.
Por outro lado, esta invasão trás uma reação lógica dos prejudicados gerando violência em forma de guerras, crimes, assaltos e mesmo discórdia no meio que nos cerca.
Esta sociedade utópica onde se respeitará o espaço de todos é uma sociedade Comunista obrigatoriamente. Não há ditadura, mas divisão de espaço.
O que temos que ter em mente é que nosso espaço realmente é muito pequeno e cabe a nossa inteligência viver o melhor possível dentro dele, sem atritos.
Fora isto nunca haverá Ética e Justiça e teremos eternamente uma sociedade instável com guerras e neuroses generalizadas.
Curtamos nosso espaço restrito, Eticamente.

16/12/13
Tony-poeta


domingo, 15 de dezembro de 2013

REFLEXÃO

REFLEXÃO


Sou um nome
Apenas uma passagem
Mais nada.
Um nome que veio ao mundo
E dele certamente irá se despedir
Tornando-se cinzas
Jogadas a terra ou ao mar
Indiferente
Tento entender a vida
Mas, se a vida é para viver.
 Como viver sem entender?
Vivo.
Não entendo a vida
Apenas passo indeciso sempre.

16/12/13
Tony-poeta



sábado, 14 de dezembro de 2013

GAIOLA

GAIOLA


Quando criança jogava bola
Na rua...
Hoje o apartamento é uma gaiola
Tem tela em todas as janelas
E a criança vê novelas
Quieta, sem nenhum alarde,
Senão é hiperatividade
Toma então medicação:
Volta calado pra televisão.

14/12/13
Tony-poeta



Minha estrada

Minha estrada


Já que a vida não é programada
Vou tapando buracos e seguindo a estrada.

Uma vez que nada está escrito
Escrevo e apago a cada imprevisto.

Se a luz está apagada
Tateando vou, mas sigo a estrada.

Sempre procuro um amor e um caminho
Não importa sempre estar sozinho.

Sou o pó e o piso da estrada
Eu sou minha caminhada.

14/12/13
Tony-poeta



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

PRESENÇA AUSENTE

Presença ausente


Solidão
É presença
Com ausência
De sonhos e afetos.

Vulto que não se sente
Carinhos que não tocam
Apenas evocam
Uma presença ausente.

Tony-poeta

14/12/13

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

PROCURA - PENSAMENTO

Sempre estarei procurando

Uma nova vida
Um novo amor
Uma nova alegria
Um novo Deus
Mas...
Quando bate a razão
A única coisa que sei
É que a dúvida
Indica que nada sei.


Tony.

MEU MUNDO

MEU MUNDO


Meu mundo
Sou eu quem o faço:
Bom? Ruim?
Eu mesmo decido
Crio o mundo alucinado
Onde choro ou me encanto
Sempre indeciso.
Hoje bateu uma saudade
Muito forte
Daquilo que não tive
Saudades do sonho?
E o sonho ainda vive!
O sonho do que não tive?
Este é meu mundo
Se o sonho é fantasia
Meu mundo é apenas poesia
De amor verdadeiro
Não importa a presença
Pois meu mundo
Eu mesmo faço
E vibro... Choro...
E vivo intensamente.

12/12/13
Tony-poeta



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

PROCELA

PROCELA


Nuvens cobrem o horizonte
Em baixo o asfalto
Preparado para procela
Em meu refugio lá no alto
Continuo pensando nela:
Não importa toda grandeza
Continuo sendo natureza.

11/12/13

Tony-poeta

APONTADOR DE PENSAMENTOS

APONTADOR DE PENSAMENTOS


Sou apontador de pensamentos

Que os capturo quando passam por aí
Adiciono uma carga de sentimentos
Sentimentos de coisas que vivi
Coloco-os bem guardados em papel
Antes que estes voando ao léu
Procurem outro ser errante
Talvez em terras mui distantes.

Tony-poeta

11/12/2013

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

CULTIVANDO

CULTIVANDO


Se tivermos que cultivar alguma coisa
Que seja a alegria
A felicidade, esta fantasia
Que de espreita passa e voa
Não fica andando a toa
Nem tem tempo de parar
A vida é sempre andar
Mas que seja de cabeça erguida
Com sorriso no olhar
Pois no fundo d’alma habita
Um fogo que sempre crepita
Desejoso de amar.

11/12/13

Tony-poeta

OBJETOS

Imagem Google

OBJETOS                                   


O que caracteriza o ser humano é a posse de objetos. Pensem comigo:
O humano nasce prematuro, sendo o mais prematuro dos animais. Leva, ao contrário dos outros bichos alguns anos para ter independência da mãe e,n os primeiros dois anos é totalmente dependente.
Não tem a proteção de pelos, acredita-se que se originou na Líbia e, tinha o tamanho de um rato, não estando apto a grandes variações de temperatura, nem ao inverno gelado, nem de se submeter ao sol escaldante.
É dentre os predadores um dos mais fracos, tanto nas forças das mãos: sem garras; como na mandíbula incapaz de matar um animal pela apreensão.
Vivia originalmente em todas e cavernas como coletor e aproveitando restos.
Era um ser com poucas chances de sobrevivência.
O meio que encontrou para sobreviver com tantas limitações foi o uso das mãos, inicialmente para jogar pedras e a seguir para lascá-las.
A passagem para pedra lascada já exigiu uma organização, a pedra tem que ser separada no veio, caso contrario não serve, isto fez que dentro do grupo houvesse quem soubesse onde encontrar a pedra certa e, outros que soubessem dividi-la. Gerando desde já uma divisão para sobrevivência.
O uso dos dedos para fazer as armas e usá-las direcionou o desenvolvimento para as mãos, e com elas para os objetos que começaram a ser separados em: com e sem utilidade.
Aquele que possuísse um objeto “útil” seria invejado e se possível roubado, caso não conseguisse defende-lo.
Em minha opinião de poeta, um dos fatores o que motivou todo desenvolvimento da nossa espécie foi o contato com objetos.  
Este contato criou claramente o sentimento de posse. Quem tem um objeto útil tem mais poder do que quem não o possui.
Este modelo perdura até hoje, onde a divisão de objetos é quase impossível. Basta ver que nosso sistema de castas ou classes sociais funciona quase sem mobilidade:
Quem nasceu pobre, isto é, sem objetos, continuará pobre ao contrário dos “afortunados” que já nascem com as “posses”. Enquanto os primeiros tentam de todo os meios conseguir objetos necessários, os segundos não abrem mão, com uma compulsão de acumulo.
A fala e o fogo creio que são simultâneos, ou talvez posteriores o que marca o frágil ser humano é a posse.
Numa sociedade de bilhões de habitantes, não dá para continuar com alguns colecionando objetos em detrimento de outros.

10/12/13
Tony-poeta


CATAR TRECOS

CATAR TRECOS


Viver é catar trecos
Fantasias em objetos
Com fetiches de amor

Os amores sempre abertos
Para valores incertos
Que se despreza depois.

Os trecos são sempre iguais
Objetos alucinados
Deformados pelos ideais.

Corremos catando trecos
Jogados nas marginais
Da estrada, em repetecos.




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

NOITES DE LUA CHEIA

NOITES DE LUA CHEIA


Quando o vento trás a solidão
A lua vem como companhia:
Converso com ela no anfiteatro das estrelas.
Então o vento perde o furor
Vem mansinho,
Vem como brisa
Escutar as falas de amor
Que fazem alegorias
Nas noites de lua cheia.

09/12/13

Tony-poeta

domingo, 8 de dezembro de 2013

MOMENTO DE SOLIDÃO

MOMENTO DE SOLIDÃO


Solidão é aquele momento
Em que o mundo não se espelha.
Sem refletir, não há o mundo fora
Estás a sós,
Lá dentro
No cantinho onde moras
Lá onde não se pode chorar nem sorrir.

08/12/13
Tony-poeta