sábado, 29 de março de 2014

VELHICE

VELHICE


Corpo: Limitação do ser.
Mas, sem corpo é não ser!
Como ser e viver se o corpo limita?

A pele restringe o ser,
Este finge adaptado?
- Não!
Sempre esperando ser pleno.
O corpo enrijece
Engrossa
Impermeabiliza...
O ser não se expande,
Limitado
Com o tempo encolhe
Não pode se mover
No corpo arqueado
Languido
Do envelhecer.

Sem data
Imagem Google.


sexta-feira, 28 de março de 2014

OLHOS MUDOS

OLHOS MUDOS



Olhos mudos
Falam
Pensamentos:
Conversam alegremente.

A sintonia
Talvez uma sinfonia
Tocam os amantes.

A vida desliza
Até nos sonhos...

Não deixe
A orquestra desafinar...
As cordas nunca repetem...
Na lembrança do retornar
A música torna-se choro...

E o mundo emudece.

27/03/2014
Imagem Google.


CADA MOMENTO

CADA MOMENTO


Cada momento
É apenas um momento
Que jamais se repete.
Gravado no papel
Uma pintura de lembranças
É o que remete
No vazio do passado
Impresso em letras.

28/03/14

Imagem Google

quinta-feira, 27 de março de 2014

A ESTRELA E VOCÊ

A ESTRELA E VOCÊ


Olho a estrela
Longe...
Que mundo ela terá?
Talvez...
Um amor que não responde
Como o teu
Que se esconde
Nas nuvens das fantasias...
Você e a estrela
Distantes...
A distância é uma ilusão
Perto ou longe
Tudo se repete
Vibrar...
Não vibrar...
A estrela é você?
Ou
Você é a estrela...
Tanto faz...
Grande é a distância
Impossível caminhar...

27/03/2014
WWW.tony-poeta.blogspot.com





quarta-feira, 26 de março de 2014

chama - pensamento

O medo de perder

É a chama
Que acende o pavio do amor.

Tony-poeta

26/03/2014

CHOVE NA NATUREZA

Chove na natureza.


Meu cão dorme
Olho pro nada
Imagem embolada
Do tempo que chora...
Chora o quê?
Espera apenas
- sempre a pausa
Refaz fantasias
Que faltaram no dia
Manhoso
Choroso
Dorminhoco...

Chove
Meu cão... O mundo
A natureza dorme...

26/03/14
Tony-poeta

WWW.tony-poeta.blogspot.com

terça-feira, 25 de março de 2014

trabalho - corruíra

Hoje me falou o Corruíra:


Para nunca esquecer

Além do trabalho


A vida requer prazer.

Tony-poeta

segunda-feira, 24 de março de 2014

andorinha

ANDORINHA

O instante
Que a migratória andorinha
Caça o pernilongo
- Num momento congelado -
Temos nossa eternidade.
Do choro velado
Da paixão que acarinha
Ao riso rasgado
E a indecisão que sempre se anuncia.
Este poema de segundo
Em que estamos no mundo
Não tem começo nem fim
E no voar migratório
Do tempo e espaço, ilusórios,
Rodeando a solidão
Sentimos-nos servo e senhor
Mergulhando na imensidão

24/03/2014
Tony-poeta
Imagem Google


domingo, 23 de março de 2014

CARTA

CARTA


Longe de mim
Minha voz não te atinge
Levando tudo que tinha a te falar.
O telefone
Veiculo frio e indiferente
Não serve para se expressar,
Mesmo com as nuanças da fala
Não sentiria o vibrar
De meus olhos, que às vezes lacrimejam,
Nem de meus lábios
Úmido, lembrando os beijos
Tremendo de paixão ao falar.
                                             
Só resta a mim a escrita
Nesta necessidade explicita
De em ti me aproximar,
Falo: Vejo-te bonita
Mesmo não a podendo olhar
É que sua imagem cativa
Sempre está a acompanhar.

Se na escrita se perdem
As contrações tristes e alegres
Que acompanham o falar,
Nela imprimo floreios
E as rosas de meus devaneios
Levam todos os perfumes
Só para te alegrar.

A escrita em suas nuanças  
Preserva todas as instâncias
Do que se pode sonhar
Mesmo diferente da fala
Comunica e acaricia
Traz em seu bojo a malicia
Daquilo que não se consegue falar,
E no traçar da caneta
Transfiro para a poesia das letras
Nossos corpos a se roçar
Num êxtase, pura alegria!
Dançam letras em alegorias
Louvando o milagre do amar.

23/03/14
Tony-poeta
Imagem Google