sábado, 3 de novembro de 2012

dentro de mim

imagem google

DENTRO DE MIM


 

 

Vou procurar

Dentro de mim

Te conhecer.

Pois só assim

Posso te ver...

Também sonhar!

 

O teu morar

Dentro de mim

É um viver.

Só assim

E sem sofrer

Posso te olhar.

 

Ao te encontrar

Amarei assim

Por já saber

Que nosso fim

É pertencer

E então se amar.

 

03/11/12

Tony-poeta

PENSAMENTO 03/11/12

 
 
 
PENSAMENTO
 
 
quem estuda muito não fica mais inteligente
 
fica revoltado
 
 
 
tony-poeta

BUSCA A ESMO


BUSCA A ESMO


 

Não te conheço

Busco

Não me conheces

Buscas

Buscamos apenas.

 

03/11/12

www.tony-poeta.blogspot.com

 

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

MOVIMENTOS



MOVIMENTOS


 

Corro...

Na cortina da ilusão

Buscando um coração

Que meu sentido afronta.

 

Busco...

Na nuvem de petróleo

As luzes de teus olhos

Que a vida nunca aponta.

 

Sigo...

Como louco a estrada

Sem rumo, nem pousada,

A busca é que importa

 

Quero...

Um momento adorado

Um cantinho parado

Escrito amor na porta.

 

03/11/12

www.tony-poeta.blogspot.com

 

 

ESCRAVO



ESCRAVO


 

Escravo serve o senhor,

Empregado o patrão,

Trabalho por teu amor

Também é escravidão.

 

02/11/12

Tony-poeta

ABANDONO - GENTE E ANIMAIS

imagem google

ABANDONO – GENTE E ANIMAIS


 

 

Quinta feira véspera de feriado.  Olho do apartamento para um terreno baldio, visível entre uma construção e uma casa não habitada, e vejo no meio do mato um tanto alto três filhotes de cachorro explorando o terreno. Continuei a observar e, logo vi que os mesmos entraram no meio de alguns entulhos jogados sem critério da construção vizinha.

Pensei comigo, alguma femea, tem muitas nas praias próximas, escolheu aquele lugar para dar a cria; é comum as cadelas se retirarem procurando um lugar isolado, para a preservação da espécie.

À tarde quando Ana passeava com Lacan, meu cão, observou a moradia dos animais e viu tratar-se de quatro filhotes de cão e alguns gatinhos. Alguém havia descartado, por algum motivo as crias no terreno. Antigamente, costumava-se jogar filhotes indesejáveis dentro de um saco com a boca amarrada nos lagos, creio que pela escassez de reservatórios resolveram abandonar.

Não sei avaliar a crueldade maior, matar ou abandonar, a tristeza da morte se compara a crueldade do abandono. O abandono em nós humanos dói profundamente, talvez pela nossa condição de nascermos dependentes, jogados: como diz a filosofia e olhando um mundo hostil já existente, onde nossa única oportunidade de sobrevivência é a adaptação.

Tinha alguns animais abandonados e teria que fazer alguma coisa. Um casal se aproximou do local, os filhotes se esconderam, mesmo assim capturou um, a moça o agradou, deixaram alguma coisa no chão, soltaram o pequenino e foram embora. Com a rua vazia, todos saíram e se alimentaram e esconderam-se novamente.

A noite choveu, preocupei-me apesar de saber que numa toca existe certa proteção e cães e gatos aconchegados se protegem. Não os iria achar a noite.

Pela manhã, dia de feriado, como já falei, voltei para observar. Em pouco tempo vi que estavam lá. Não havia nenhum Petshop para levar, vacinar e preparar a doação. Provavelmente só na segunda feira. Onde moro não tenho como acomodar tantos animais, resolvi alimentá-los e torcer para que não fossem atropelados por algum motorista embriagado, que nos feriados tornam-se abundantes. Torci para que alguma criança que por lá passasse insistisse com a mãe para a adoção; já que dos adultos não espero tal altruísmo.

Ana levou a ração do Lacan, não tive coragem de enfrentar o abandono, a mágoa era enorme, fiquei apenas olhando.

A princípio só um filhote marronzinho apareceu, bastou ela virar a esquina e todos foram comer. Pensei comigo, à tarde busco um saco de ração e vou alimentando conforme a necessidade até segunda-feira, quando os levo para vacinação e adoção.

Muitas pessoas passaram no local, o movimento é razoável, olhavam e iam embora como:- não tenho nada com isso!

Lá pelas tantas, veio uma moça que trabalha catando latas para reciclagem, pessoa que vemos constantemente na praia e, mora em péssimas condições, estava acompanhada de uma criança de sete anos, mais dois rapazes e um cachorro branco e preto que há muito não toma banho, pois a pelagem estava mais para o cinza. Traziam dois carrinhos descartados de supermercado, destes que usam em seu trabalho e foram capturar os cãezinhos.

Deram algum trabalho, escondiam-se nas tocas e no meio dos matos rejeitando os humanos que já os haviam rejeitado. Por fim, com os animais nas mãos, os acariciaram, olharam o sexo e fizeram o resgate. Os gatinhos lá continuaram escondidos e não houve interesse. Geralmente estes animais sobrevivem melhor.

Estes humanos em semiabandono, só eles, eram solidários; ao contrário de todos os outros que passaram.

Pensando bem, humano abandona humano também, basta olhar para a Palestina com seu povo retirado de suas casas e jogado em campos de concentração; A Somália e a Líbia que de importantes entrepostos comerciais na idade antiga, hoje no total abandono, com seus povos famintos suplicando um prato de comida e, mesmo os EUA que possuindo as mais caras bases militares, espelhadas por todo planeta, tem 32 milhões de americanos sem casa e abaixo da linha da pobreza.

A Bíblia diz que o homem foi criado a imagem e perfeição de Deus, mas, para que isso aconteça tem que se tornar Humano; coisa que parece infinitamente longínqua.

 

02/11/12

www.tony-poeta.blogspot.com

 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

AS PEQUENAS BELEZAS


AS PEQUENAS BELEZAS


 

Temos por hábito cultuar o que salta a nossos olhos. A beleza está contida em coisas que se destacam a nosso olhar. Pouca atenção damos a pequenas coisas.

Outra exigência que fazemos é que tudo seja moderno. Excluindo os prédios históricos de cartões postais, queremos tudo em formas compatíveis com a arquitetura atual, seja o Hospital, a padaria, o açougue e mesmo nossa residência, o velho: Só como história e selecionado. Pouca coisa.

O Centro de Saúde de Bertioga, onde trabalho encontra-se em um antigo edifício, era o padrão da época em que foi construído, pela arquitetura creio se tratar dos anos sessenta. Ao atravessar a rua temos o Centro de Especialidades, em prédio recém-construído. Nota-se certo desdém pelos doentes, ao serem atendidos no prédio antigo; mesmo este estando limpo, pintado recentemente e conservado adequadamente. Há certo preconceito em relação ao prédio velho: o que é um absurdo, uma vez que cumpre com sua função.

Na verdade cada vez mais nos restringimos ao que nos salta aos alhos, e dentro de um conceito comum.

O que me chamou atenção foi ao descer do carro, no Centro de Saúde antigo. O jardim original deu lugar a um estacionamento, onde a grama não cresce devido à agressão dos veículos, e as árvores, estas felizmente foram conservadas. Fechando a porta, notei num canto escondido uma flor no máximo três centímetros, muito branca com o miolo vermelho. Ao se aproximar, notei que este pé, que consideramos mato, uma gramínea estava todo florido, e outras flores também se abriam. Não era um, mas vários.

Olhando mais atentamente, em tamanho bem menor, a vegetação rasteira tinha flores amarela, eram muitas e algumas flores vermelhas de outra espécie, todas muito minúsculas. Aquele espaço que não chegava há um metro quadrado formava um jardim florido, de rara beleza.

Quem visitou museus, ou observou atentamente quadros de paisagem, já deve ter notado que o pintor mostra detalhes pequenos, que não nos saltam aos olhos se não prestarmos atenção. Um quadro é para ser visto atentamente e demoradamente, o pintor valoriza os pequenos detalhes e, estes dão a harmonia do quadro.

Nossos órgãos do sentido tem um campo, abaixo e acima do mesmo não registramos nada. Atualmente estamos diminuindo nosso campo de visão em consequência da vida moderna. O local de trabalho, cada vez mais é longe da moradia, nos faz perder muito tempo. No serviço e em casa ficamos em frente a aparelhos eletrônicos, computadores e televisões, restritos a uma rotina; perdemos todo o entorno e nos limitamos cada vez mais; ora estamos correndo, ora estamos olhando fixo a imagens virtuais. A natureza perdeu o lugar.

Olhando este pequeno jardim, que por anos quase pisei em cima, sem o notar, aconselho a cada um, usar mais os seus sentidos, a beleza está em todas as coisas, não restrita ao que se destaca e, por comodismo e falta de tempo é a única coisa que vemos.

Vamos ampliar nossa vida e não necessitamos ir longe.

 

31/10/12

Tony-poeta

                                                                                                                                    

TATUAGEM DO ABRAÇO


TATUAGEM DO ABRAÇO


 

 

Risco tua mão num papel

Faço o contorno

Revejo as margens

Será minha tatuagem.

 

Mão direita e mão esquerda

Em minhas costas, espalmadas.

De vermelho, bem marcadas.

Para nossa eternidade.

 

Este abraço levarei

Pelas ruas da cidade

Contigo sempre estarei

Em teu abraço.

Viverei na eternidade!

 

31/10/12

Tony-poeta

terça-feira, 30 de outubro de 2012

se teu amor morrer


SE TEU AMOR MORRER


 

Se teu amor morrer

Não liga não, menina:

Pois, só depois da morte

É que provem a vida.

 

Folha morta no chão

Vira terra, é vida!

Nela nasce o botão.

 

Se morte gera vida

Alegra-te menina:

Não amor gera paixão.

 

31/10/12

Tony-poeta

 

PERFEIÇÃO - micro pensamentos


PERFEIÇÃO


Micros pensamentos


 

Sempre faço mais ou menos

Nunca busco a perfeição.

Como buscar o que não sei?

 

Mais ou menos dá concerto

Radical é acabado

Não pode ser modificado.

 

O perfeito de agora

Foi fantasia de outrora

Imperfeição do amanhã.

 

A tecnologia

Muda a cada momento

Embaralha o pensamento.

 

Bom

É ter amor e carinho

Fechado em nosso ninho.

 

30/10/12

Tony-poeta

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

DONA LINDA


DONA LINDA


 

Irmão John foi chamado às pressas. Havia se formado um tumulto a porta do Paraiso, chegara Dona Linda. Ele juntamente com o pequeno grupo de empresários, tinha conseguido chegar ao céu e terceirizado o serviço de portaria, nunca imaginara que haveria tumulto a sua porta; afinal: todos se alegram de ir ao premio maior de uma vida virtuosa.

- Onde estão as senhas?

- Porque não se formam filas?

- Como sei que não vai passar ninguém na minha frente?

- Este negócio parece a fila do Convenio.

Todas as indagações eram feitas por Dona Linda, que reclamava sem parar. John pediu a retrospectiva de vida da nova escolhida.

Deolinda Silva Silva, a Reclamona. Também chamada de Linda. Uma pessoa de índole boa com o defeito de reclamar de tudo.  Fora reclamar, nunca prejudicou ninguém, João seu marido, apesar de pouco conversar, a esposa o inibia, teve todo o cuidado e carinho nos seus dois anos de câncer. Reclamava, sim. Mas não deixava faltar nada.

Seus filhos, mesmo morando longe e não telefonando, todo dia 10 vinham pedir um auxilio e, Linda tirava da aposentadoria e ajudava a família. Os vizinhos só lembravam-se dela quando precisavam de alguma coisa e ela sempre atendia. Tinha suas falhas, mas as virtudes suplantavam. Tirou a nota mínima.

John que já foi recebido com criticas a sua demora. Pensou bem, olhou a nota mínima. Olhou o Manual de admissão, que ele mesmo fizera: “Todo novo interno que potencialmente prejudicar o repouso dos justos não deverá ser admitido.”.

Mandou Dona Linda para o Inferno.

O Inferno era infernal. Todos tentavam retardar a entrada e permanecer na porta para não receber os castigos, que, aliás, não eram tão pavorosos. Iam para o fim da fila, argumentavam e saiam da ordem. O responsável gritava; ninguém ouvia. A Senhora, tentou reclamar e não conseguiu. Foi direto ao Porteiro:

- Quero falar com o responsável.

- O Diabo, que olhava ao lado com caras de poucos amigos, respondeu:- o que é?

- é um absurdo! Um órgão que se propõe a ser eterno tão desorganizado. Falta qualquer senso de ordem, nem o Inferno pode se manter com tanta bagunça e, começou a falar sem parar de cada um dos defeitos encontrados.  O diabo olhava com espanto. Pediu a ficha da nova interna com ele ainda falando, viu a nota. Pegou-a pela mão e a levou de volta ao Céu.

- Não é minha. Falou ao empresário.

- Temos um trato, lembra? Respondeu este. Todos aqueles que potencialmente perturbarem o sossego pela eternidade são teus.

- Mas combinamos um limite. O admitido não pode piorar a pena de meus internos e uma reclamona certamente vai o fazer.

Um olhou para o outro, havia um impasse. O que fazer com Dona Linda.

Um anjo que passava arriscou:

- Porque não o Purgatório.

- Temos um trato, respondeu o empresário do Céu, abrandamos o purgatório, pois o Inferno, com tanta gente na Terra, está em excesso de lotação e não é justo.

Dona Linda olhou a porta do purgatório. A bagunça era pior que a do Céu e do Inferno.

- E naquela desorganização que querem me levar, não vejo ninguém arrumando a fila.

- Não tem porteiro, respondeu o Diabo.

- Que absurdo, se quiserem fico de porteiro e dou o sermão de entrada em todos aqueles mal educados da porta.

O Administrador do céu olhou para o diabo. Deram um sorriso e Dona Linda ficou em definitivo admitindo e dando o sermão inicial do Purgatório reclamando dos erros de cada um que chegava.

 

29/10/2012

Tony-poeta

 

 

 

 

 

 

cantorias do amor

imagem google

CANTORIAS DO AMOR


 

Sol preguiçoso

Cachorro deitado à porta

Arvore torta

Meu balançar.

Flores escarlates

Caricias, sonhar...

Colo que espera...

Late Rex... Late Rex...

Manda o amor se apressar...

 

29/10/2012

www.tony-poeta.blogspot.com