sábado, 8 de setembro de 2012

FANTASMAS DAS FRUSTRAÇÕES


FANTASMAS DAS FRUSTRAÇÕES


 

 

FRUSTRAÇÕES VIERAM DE UMA SÓ VEZ

 

COM VESTES NEGRAS ME ATORMENTAR

 

POREM ESCREVI VERSOS DE AMOR:

 

E VI UMA A UMA SE DESMANCHAR.

 

08/09/12

TONY-POETA

 

 

PERIGUETE - antipoesia


PERIGUETE


ANTIPOESIA – visão masculina


 

É hoje,

Pensou!

Praia cheia

Cadeira na areia...

Espreguiçadeira.

 

Corpo molhado

Malhado,

É para mostrar.

Pernas abertas,

Horror!

Bronzear as coxas

Para igualar.

Biquíni maneiro,

Vermelho.

Tapando o rachado

O resto mostrado

Para admirar.

Caipirinha dobrada

Se saquê

Cerveja gelada

Um livro bonito

[cinquenta tons de cinza]

Só para enganar.

Óculos bem escuros

Vigiando a galera

Podia tranquila

Olhar as paqueras...

.........................

Estomago embrulhado

Passos enroscados

Foi vomitar...

 

08/09/12

Tony-poeta

 

 

 

ARGUMENTAR COM MAR


Argumentar com o mar


 

 

Argumentar com o mar

É marcar compasso.

 

Argumentar com o mar

É interessante:

A onda quebra,

E para,

Ela se expande,

Se espuma.

Você se enciúma,

Para,

Cala.

Então ela quebra

E fala.

 

Argumentar com o mar,

Caso perdido:

Dois ponteiros invertidos

A marcar

A hora de cada qual falar.

 

 

 

06/04/1971

Tony-poeta

 

 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

SOCIEDADE


SOCIEDADE


 

Quando criança

Ainda nenê

A sociedade foi apresentada.

Sem nome ou sobrenome,

Descuido da mãe.

Interiorizei

Era minha casa.

Fui aceito.

Fusão?

Não sei se sou a sociedade

Ou a sociedade sou eu.

Um duplo apenas.

 

07/09/12

Tony-poeta

 

DOUTOR, O SENHOR É MEDIUM?


DOUTOR, O SENHOR É MEDIUM?


 

O paciente entrou pela primeira vez no consultório do Dr. João. Este é um médico clinico, com muitos anos de trabalho e grande experiência. O profissional, antes mesmo de José sentar pergunta: - Como você está tratando a pressão alta?

- Não tenho pressão alta, responde o doente.

Após a aferição, José era realmente hipertenso.

Vem a celebre pergunta:

- O Senhor é médium?

Esta ilustração retrata um fato que por muito tempo intrigou a medicina. Realmente, temos com frequência, diagnósticos corretos pelo simples olhar ao doente. Praticamente todos os médicos que adquiriram certa tarimba têm relatos, muitas vezes complexos, de diagnósticos brilhantes, sem colocar as mãos, aparelhos ou exames subsidiários nos pacientes. Apenas com o olhar.

Este “olho clínico” tão famoso na medicina começou a ser elucidado.

Em 2001, dois cientistas italianos [Rizzolatti e Sinigaglia] trabalhando com grandes primatas, observaram que o movimento de um elemento, por exemplo: Se alimentar, era acompanhado com a mesma mimica por outro animal distante, que não se alimentava. Pesquisando descobriram um grupo de neurônio, que se denominou “Neurônios Espelhos”, dentre suas funções era antecipar fatos; por exemplo: Levantar a mão em atitude de defesa quando o outro elemento vinha agredi-lo; ou pelo lado romântico, a musa do filme preparar os lábios para o beijo “de surpresa” do galã que conversava com ela. Portanto um mecanismo de antecipação.

Esta descoberta abriu caminhos para novas investigações. Havia sim um mecanismo neuronal agindo no diagnóstico e nas ações do dia a dia, como as relatadas.

A Escola Paulista de Medicina apresentou um trabalho recente, assinado por Marcio Melo, onde tentou explicar exatamente, este diagnostico muito precoce que estamos discutindo.  Usando Ressonância Magnética cerebral, estudaram o tempo de reconhecimento por imagens cerebrais, [usando um contraste, fazem Ressonância e identificam por cores as áreas ativadas no momento do teste]. Apresentaram como teste um RX de tórax doente e outro onde foi inserida a imagem de um jacaré [dentro da imagem do RX], aos médicos voluntários da pesquisa. Foram usados médicos da faculdade. Concluíram que o tempo de reconhecimento de uma patologia, ou do jacaré inserido na imagem era praticamente o mesmo. Em ambos os casos foram feitas, dentro da pesquisa, avaliação das diferenciações possíveis da imagem apresentada. No Jacaré, com outros répteis e no RX com outras patologias. O tempo de resposta foi de 1,23 segundos para o jacaré e 1,33 segundos para a chapa com patologia.

Os resultados indicam que há sim um diagnóstico visual, sendo, altamente provável que este mecanismo, seja o que possibilite os diagnósticos rápidos, antes do contato mais intimo com o paciente.

Esta observação nos serve de alerta: o detrimento do medico clinico a favor da especialidade e o sistema de Plantões, onde se perde a individualização médico-paciente, e em cada dia é um médico diferente que presta cuidados, pode sim estar retardando e dificultando esta fase visual do diagnóstico. A visão continuada do mesmo profissional a seu doente deve dar resultados mais rápidos e, mais direcionados as novas patologias que se instalem.

Está na hora de revermos a Medicina Moderna e avaliar se ao invés de avanço houve retrocesso.

 

07/09/12

Tony-poeta

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

seu justino e as eleições


SEU JUSTINO E AS ELEIÇÕES


 

 

Seu Justino era o tipo do idoso revoltado social. Dizem que era bem de vida, ajudou e estudou os filhos. Aguentou a esposa que diziam ser uma jararaca. Deixou todos bem.

A esposa morreu os filhos após muitos “rolos”, levaram quase tudo o que ganhou na vida, e “se mandaram”. O deixaram com a aposentadoria e uma casinha em um bairro popular na praia.

A reação dele foi querer tudo certo, nos mínimos detalhes. Brigava apesar dos seus mais de setenta anos.  Já tinha dado mostras de sua intransigência. Toda vizinhança tinha medo dele.

Na época de eleição ficava doido. Não atendia a porta para politico, denunciava o som muito alto. Mas o pior era com os papéis que jogavam para dentro de seu jardim. No principio telefonou para o TSE. Informaram que nada podiam fazer.

Ficou inconformado:- Não achava justo ter que varrer a sujeira de políticos, segundo ele. Xingava os moleques contratados para distribuir os papéis. Estes não deram a menor confiança; sabendo da braveza do velho começaram a colocar os impressos na hora que ele não estava. Como os candidatos instruíram. O candidato sempre imagina que haverá um milagre e o eleitor acabará fixando seu nome e votando.

Seu Justino não achou outra solução, afinal não ficaria engolindo mais este sapo. A partir de sua resolução, passou a ficar de tocaia e, cada vez que se jogava um papel em sua propriedade, saia do esconderijo e fazia o cabo eleitoral recolher.

Deu certo, a casa dele é a única que não junta propaganda politica.

 

07/09/12

Tony-poeta

ELA E EU



ELA E EU


 

O embate

Ela e eu

Foi tão duro

Que amoleceu

E, ficaram frustrações.

 

07/09/12

Tony-poeta

 

 

PRAIA E SEUS HABITANTES


PRAIA E SEUS HABITANTES


 

Estou preparado para o feriado prolongado. Fui ao Hipermercado, enchi a dispensa. Revisei a medicação para azia, dor de cabeça e imprevistos; tudo pronto. Três dias em casa. Sou o praiano que não depende da praia. Quem depende está agitado.

Atendi uma balconista de farmácia hoje que veio pedir calmantes. Referia que todo mundo resolve comprar remédios, além dos protetores solares e bronzeadores. O estabelecimento fica lotado, e é verdade; formam-se filas também nas farmácias, além das padarias, supermercados, balsas e acessos. Tudo lotado. Todo mundo irritado já que quer ir tomar sol, se este sair e, procurar um lugar entre os guarda sóis que permitam a passagem de algum raio do astro rei.

Sou paulistano, e desde criança frequentei a Baixada Santista. Morei depois em Marilia. Tanto em São Paulo, com maior frequência, como no Interior, programa é praia, a cidade feita para nos receber, onde ninguém trabalha. É a ideia que todos fazem. Como pensava nesta asneira [me desculpem os asnos], não sei explicar.

É logico que este acumulo de pessoas mal alojadas e mal acomodadas geram lucro local. Na véspera de feriado o atendimento da população praiana nos serviços médicos é quase nulo. Todos estão trabalhando; porém todos têm seus empregos normais, como qualquer cidadão do país.

Nestes dias conversei com um morador da Prainha Branca, sobre os feriados. Este lugar paradisíaco fica próximo à balsa Guarujá-Bertioga, só é possível o acesso a pé ou de barco. Conserva a natureza natural com fauna e flora; pássaros e flores.

A população do local, nativa por assim dizer, aproveita para ganhar alguns trocados com os turistas. Durante o resto do tempo a frequência é maior de surfistas. Perguntei da sujeira que fazem, e ele descreveu:

- É impressionante, deixamos a praia bem limpa. Daí eles chegam com suas sacolas, passam o dia na areia, no final da tarde saem xingando: dizem que a praia é imunda, principalmente em volta de onde estavam. A gente limpa novamente e, no outro dia a história se repete.

-Veja bem doutor: o nosso grande problema é que o lixo acomodado em sacos grandes tem que ser transportado de barco até a balsa, onde passa o caminhão coletor. É uma mão de obra. A lancha é pequena, fica lotada até a borda, complica muito se o mar estiver mexido.

Quando paulistano que frequentava praia não tinha me ocorrido este estúpido pensamento, agora já sei: - Os praianos além de não trabalhar sujam a praia. Que povo relaxado!

Depois os turistas dizem que não são paranoicos.

 

06/09/12

Tony-poeta

 

 

TRES AMIGOS


TRES AMIGOS


SIDNEI, OSCAR, TERRA.


 

Silêncio...

Aquietam-se os tambores.

Três favos vazios...

Silencio na colmeia.

Uma batida tênue

Chama saudade.

O vento balança a mata.

Segue o caminho...

 

06/09/2012

Tony-poeta

bomba atomica


Bomba atomica

 

 

 

E a

Bomba atômica

Estourou... foi...um

Gesto do presidente...

Foi um olhar de um beato... Foi

O som de um conjunto; tudo ignoto

É uma gota de cor, que era rosa mimosa e

De repente ficou muito alem de cinco metros

E não mais conseguimos cheirá-la. Era uma doce

Borboleta desenhada antigamente na arte moderna e

No op e pop de flores esquisitas secou e, ficou op

Era o beijo úmido que secou, e o suor tímido

Da moça tímida que evaporou, ou melhor,

Foi enxugado depois de um chuveiro

Daí um desodorante, talco, perfume

E o idílio não permaneceu, pois

Sua marca na alcova apagou-se

Com um Neocid Floral... e

Tentando cheirar rosa

Não permaneceu doce

O cheiro de sexo... e

Copo bobo de chope

Um bar fedido

Estourou tudo

A explosão

Desamor

Ficou

Vibrando...

Próton por próton

No sorriso debochado

De um prédio frio e materialista.

 

 

 

tony-poeta pensamentos

04/12/1969

 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O BANHO DA PRINCESA


O BANHO DA PRINCESA


 

Levava Lacan, meu cão, para seu banho semanal no Petshop. Ana desceu com ele e fiquei esperando no carro, enquanto ela o deixava com o tratador. De repente vi um cachorro de porte médio, parecia um Fox, correndo; com o tratador e o dono atrás.

O cachorro sem coleira parou ao lado do carro do dono, foi recapturado. Fugia do banho. Esta história já conhecia. Skip, o Fox que cresceu com meus filhos, só de escutar a palavra banho, desaparecia. Na época o banho era dado no tanque, mesmo.

Mas, o que me recordou esta cena foi muito anterior. Lembranças da remota infância.

A farmácia do Sr. Aldo ficava na Rua Jaceguai com a Rua Santo Amaro, onde morávamos. Naquele tempo médico era coisa rara e difícil. Eu tinha três anos e uma rinite muito forte, [achavam que era bronquite]. Aliás, tenho até hoje e, continua forte. O farmacêutico fazia o papel de médico, juntamente com a sapiência de minha mãe. Portanto estava com uma junta médica: minha progenitora e Sr. Aldo. Tratavam minha pseudo bronquite.

O tratamento era de choque: Injeção de cálcio para aumentar a resistência e o famigerado Extrato de fígado, uma injeção oleosa, muito dolorosa, que doía por dias; na época acreditavam ser tiro e queda para a doença. [eu quase caia de dor].

Cada crise, e era frequente, lá estava eu na farmácia. A história se repetia: Sr. Aldo preparava a injeção, soltava duas gotinhas para ver se o líquido fluía corretamente, e eu com o short semi- abaixado saia correndo, descendo a Rua Jaceguai. Fugia que nem a Princesa.

Parece que para o desprazer toda criação é igual, incluindo a humana.

Em tempo, não deu resultado tal tratamento, não tente para seus filhos.

 

05/09/12

Tony-poeta

BILHETE


BILHETE


 

Após a noite de sonhos

Deixo um bilhete risonho

Escrita a palavra: AMOR,

Este bilhete é poesia

Pois a força que irradia

É afeto...

É completa...

É...

AMOR

 

05/09/12

Tony-poeta

terça-feira, 4 de setembro de 2012

DEFEITOS


DEFEITOS


 

Errastes!

Enfraquecestes o amor.

O sonho voou para longe.

 

Sabes?

O amor encobre os defeitos.

 

Podemos dizer:

-Se o amor esvaece

O defeito aparece.

 

Sabes?

De um amor quebrado

Não se juntam cacos.

 

04/09/12

Tony-poeta

 

 

AMIGO


AMIGO

 

Um ombro

Para chorar,

Uma presença

Que escute.

 

Uma mão

Que enxugue lágrimas,

Um sorriso

Que dissipe tristeza.

 

UMA VOZ QUE ORDENE:

AME!!!

 

Com toda força.

Mostre o caminho...

E,

Num olhar

Que rompa o isolamento,

Desta sociedade de vultos,

O torne visível ao espelho.

 

04/09/12

Tony-poeta

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

É O VIVER pensamentos


É O VIVER pensamentos

 

Romances sem sequencia

Atos assincrônicos

Sem diretor

É o viver.

 

Cada instante

É apenas instante

Impar.

 

Maus momentos

Longos...

Os bons,

Muito breves!

O tempo é sempre o mesmo.

 

O final do espetáculo

Não tem hora

Nem aviso.

 

Só resta

Prolongar os momentos alegres.

 

03/09/2012

Tony-poeta

 

 

DEPEDIDA


DESPEDIDA


 

DEU UM SÓ-RISO...

ROLARAM AS LÁGRIMAS...

 

03/09/12

Tony-poeta

 

sentimento e palavras


 

 

 

Sentimentos e palavras.


 

 

Quando mui forte

Sopra o vento

O sentimento.

Perde o norte.

Nesse momento,

Fica in-forme

Sem as palavras.

 

Palavras são

O dia a dia.

Mas...  Na emoção

Só na poesia

Faz oração.

 

Um vento forte

Do sentimento

Gelam palavras

Ele é a morte

E a vida das lavras

Nesse momento.

 

Só na escrita,

Mudo, isolado,

O poeta habita.

Tão encantado

Um sinal inicia

O não falado,

Como o sol

Que principia

Com um clarão

O raio, e alumia

A escuridão

Renascendo

Todo viver...

 

06/12/2011

Tony-poeta pensamentos