sábado, 2 de novembro de 2013

FIM DE SEMANA NA PRAIA

FIM DE SEMANA NA PRAIA.
imagem clipart - google


Carros em procissão.
Laser impressionante
Agarrados ao volante
Balançando na buraqueira
Xingando o carro da frente
Se dizendo contente
Do prazer da sexta feira.

02/11/13
Tony-poeta


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

CEMITÉRIO DE VILA FORMOSA


CEMITÉRIO DE VILA FORMOSA



Já é dia de finados. Busquei pela memória e pouco me recordo de visitas a cemitérios. Não adquiri este hábito, principalmente porque não havia óbitos na família. Felizmente meus familiares vieram a falecer em tempos mais recentes.  O único episódio, isolado foi com meu avô, o Sr José da Costa Navega.
O pai de minha mãe, um português fanático pela Portuguesa dos Esportos, careca e que usava um terno branco; já de idade avançada era de pouca prosa, não me lembro de ter trocado qualquer palavra com ele. Morava com minha tia Tila, a quem visitávamos freqüentemente, mas ele sempre calado e ausente nas visitas.
Eu já trabalhava naquele tempo, iniciava-se aos catorze anos, quando fui avisado de seu falecimento, já se encontrava doente. Fui ao velório e não lembro se ao enterro. O corpo foi levado ao recém inaugurado Cemitério de Vila Formosa.
Dia de finados seguinte fui conhecer o cemitério. Saímos meu pai, minha mãe, minha irmã e eu para fazer a função religiosa.
O cemitério era em uma área grande e já estava bem povoado, até demais. Como era recente poucos túmulos foram erguidos, ficando a maioria dos habitantes em covas a serem construídas, com apenas uma cruz à cabeceira e uma placa indicativa de seu habitante.
Pelo gênio de minha progenitora, logo tomou a frente; como havia ido ao enterro achou que ia achar o tumulo. Mera ilusão, andamos, andamos e nada de achar a plaquinha de endereço.
Voltamos à administração, bastante precária e incipiente. Foi dado o endereço.  Nestas alturas começava a se formar a chuva que cai todo o ano neste dia em São Paulo. As nuvens negras vinham calmamente em nossa direção. Apressamo-nos.
Como as ruas não tivessem nenhuma marcação, continuamos a andar a esmo tentando adivinhar a quadra e a cova. Por sorte encontramos Tio Nelson, irmão de minha mãe que tinha localizado o destino e nos levou até lá.
Foi colocar as flores e começar a tomar chuva. Choveu forte. Não havia nenhum abrigo dentro do cemitério recém inaugurado, apenas dois botecos de venda de cachaça em frente tanto do cemitério, como do ponto de ônibus que iríamos pegar. Meus pais estavam calados, minha irmã, ainda criança, oito anos mais nova, reclamava de cansaço e os bêbados faziam algazarra.
Tivemos que esperar três ônibus para poder voltar com certo conforto.  Lembro-me bem da observação de meu pai:
- Estes espertos, fizeram uma birosca na frente da casa, vendem pinga e ganham mais que a gente, se não tivesse que agüentar pessoas bêbadas, até que eu faria igual.
Depois disso, continuei não me interessando por cemitérios, é melhor homenagear em casa mesmo.

02/11/13

Tony-poeta

DESEJANTE - soneto

DESEJANTE


Então veio linda e vulnerável
Queria ser subjugada,
Com seu olhar afável
Queria ser mulher e ser amada.

Leoa até então, dura intocável
Veio hesitante e libertada,
Sem armas, viva e irretocável
Na busca certa: ser amada.

E o urro surdo, como leoa
Do tesão queima firme e ecoa:
Treme na guerra do cortejo,

Um beijo ardente corta a carne
O roçar de corpos já arde
O fogo que queima o desejo.

01/11/13

Tony-poeta

CASAMENTO

CASAMENTO.


Quem casa
Não pensa.
Quem pensa
Não casa,

Compram um apartamento
Antes do rompimento.
É um ótimo negócio!

01/11/13
Tony-poeta


BOLINHO DE CHUVA

BOLINHO DE CHUVA.


Fiz bolinho de chuva,
Aqui está sol.
Olhei sua foto...
Ouvi sua música
Ouvindo sua fala...
Sentei-me na sala.
Sorri para a vida.

01/11/13
Tony-poeta


SOL E CHUVA

SOL E CHUVA


Passamos pela vida
Clamando pela chuva
E adorando o sol.
Indecisos
Caminhamos na esperança
Na falta e na ausência.

Quando a idade chega
Buscamos uma choupana
Onde nem chuva nem sol
Nos atormenta.

01/11/13

Tony-poeta

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

NA TELA...

NA TELA...


Preso na tela
Procuro: só ela
Ela não está.

Olho a tela...
Será que ela
Noutra tela está?

Olho pra tela
Nada dela...
Ninguém está!

A tela sem ela
Sem nada dela
Como explicar!

Só, eu e a tela
Pensando nela...
Tela desobediente...

31/10/13
Tony-poeta






quarta-feira, 30 de outubro de 2013

DESFOCADOS

DESFOCADOS


Duas pessoas
Um cachorro
Uma casa.
O cão habita
Pessoas vivem.

Um
Olha o futuro
Projetando o passado:
Esquece o presente.

Outro
Apressa o presente
Pois é breve o futuro.

O cão brinca
Só ele se faz presente.

30/10/13

Tony-poeta

indicios

INDÍCIOS


Abro o computador
Busco indícios de amizade
Ou então, de amor.
Bate saudades
Dos sonhos de adolescência.
A idade trás a prudência.
 Teclo todo um teclado de fantasias.

 30/10/13
Tony-poeta


terça-feira, 29 de outubro de 2013

DIA DO LIVRO

DIA DO LIVRO


Em 29/10/2013 comemoramos o dia do livro. É sabido que em nosso País lemos pouco e, o hábito de comprar livros ou dar livros de presente é pouco difundido.
Um dos motivos é que o sistema educacional é realmente fraco e mal pago, por assim dizer elitista e que apresentou grande decadência com a ditadura, o que posso comparar com a Escola Publica que fiz nos anos cinqüenta e a atual, com uma queda sensível no projeto educacional.
Esta piora eu creio que foi proposital. Pelo que percebo a Educação está restrita a fornecer força de trabalho, de modo que a Escola publica atingiria uma linha de mão de obra mais rudimentar e a Escola privada [escassa nos anos cinqüenta] uma mão de obra especializada. Tanto uma quanto outra a serviço do capital. A população estuda com conhecimento do objetivo esperando alcançar melhores empregos.
Para incentivar a leitura temos que melhorar o ensino, tarefa árdua e difícil que envolve os três níveis de governo, todos dependentes do Capital.
Por pressão da população o ensino voltará ao que era antes e, se possível até melhor, mesmo com a mudança atual de comportamento da população, onde o respeito aos professores não existe e tem que ser recuperado.
A boa escola é o primeiro passo para incentivar a leitura. O profissional formado e com gerenciamento de sua vida, demandará todo seu esforço para o trabalho e sua melhoria dentro do mesmo, o que limita novas aquisições de conhecimentos fora de sua área.
A conscientização da leitura tem que ser realizada por toda classe que pensa, já que o sistema é escravizante e o tempo livre é dedicado a outras atividades; geralmente não condizentes com o livre pensar no caso a leitura e o ócio, atualmente excluído e mal visto, mesmo sendo necessário. Lembro que viagem e passeio não propiciam ócio.
Temos um longo caminho para resgatar a leitura, que representa o encontro do ser consigo mesmo, fora as obrigações sociais [trabalho e família]. Porém compete a quem pensa combater esta escravidão do Capital e incentivar o contato com os livros, Bem como a reflexão ociosa da população.
Temos que começar.

Tony-poeta
30/10/13


NÃO DEFINIDO

NÃO DEFINIDO


Passou rebolante.
É linda!
Não sei a definição...
É fada
É bruxa?
Estanha sensação...
Ambas prendem o coração.

29/10/2013
Tony-poeta





segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A TERRA GIRA

A TERRA GIRA


A terra gira
Fico tonto,
Tonto de mim,
Que penso assim:
Que um olhar DELA,
Uma poesia, 
Um sorriso, anuncia
Ela para mim.

28/10/13

Tony-poeta

LOBOS

LOBOS


Cachorros uivam para a lua
[Não existem lobos no lugar]
A seguir:
Abanam o rabo para brincar...
Na varanda o dono canta
Uma ode, antes de amar.     

BOA NOITE
Tony-poeta

28/10/13

domingo, 27 de outubro de 2013

MATUTANDO

MATUTANDO
IMAGEM GOOGLE


Quando o sol se esconde lá longe,
O azul escurece para receber as estrelas,
Não mais enrolo o fumo na palha
Não carrego mais a aguardente
Nem coço o dedão do pé
Mas tal qual caboclo
Olho o painel da vida
Que já foi embora.

E chora em tom dolente
Na dança das estrelas.
Lá estão amores que partiram
Com choro ea raiva do abandono,
Lá estão os sorrisos
De novos amores e novos enganos.

E matutando ao cair da tarde
Sentado no terraço do edifício
Tento ver a mata se esconder
Agasalhar lembranças
De um passado breve
Dos sonhos de criança
Onde quis ser rei...
Nunca achei a coroa!
Que procuro todo dia
E não sei onde guardei.

27/10/2013

Tony-poeta