sábado, 15 de setembro de 2012

ERAS UM SONHO


ERAS UM SONHO


 

Eras um sonho.

Meu maior sonho...

Por medo de me machucar

A ti perdi.

Continuo te vendo em meus sonhos

E, todas as noites me tocas

Hoje nada mais sei de ti.

Eras um sonho.

 

15/09/12

Tony-poeta

 

 

 

 

 

 

O QUASE ROUBO - UM ALERTA


O QUASE ROUBO – UM ALERTA


 

Não costumo postar imagens alarmistas. Não creio que o medo possa contribuir para melhoria social. Mas a precaução, esta sim é útil e eficiente. Vejam o relato que aconteceu na Semana da Pátria.

Com todos sabem algumas Universidades dispensam as aulas e cidades como o Guarujá, onde narrarei, tem um fluxo um pouco aumentado de turistas, não muito.

Ana resolveu tirar algumas fotos na Praia do Tombo e, eu e ela para lá nos dirigimos. A máquina é semi- profissional, com jogo de lentes e algum valor.

Nossa preocupação tinha sentido, dois fotógrafos profissionais tinham sido roubados à mão armada neste ano e, perdido todo equipamento. Portanto, saímos com cuidado.

Feita as fotos, ao deixar o local observei uma moto com baú, com um rapaz forte, um blusão com gola azul e capacete negro indo na mesma direção. O que me estranhou é que, apesar de dirigir devagar, como dirijo a beira mar, o mesmo mantinha distância e não me ultrapassava. Normalmente entregadores são apressados.  Chegando a Praia de Astúrias, logo a seguir, não mais vi a moto. Segui em frente e me dirigi a Padaria na Av. Leomil. O local sempre tem movimento. Comprei o pão e me dirigia para casa.

Ao sair da Av. Dom Pedro, já na metade da Enseada e pegar a paralela para chegar onde moro, vejo novamente a mesma moto, indo na mesma direção, em velocidade semelhante a minha, portanto sem ultrapassar.

Mentalmente programei em sair duas quadras a frente, voltar a Avenida e parar no posto policial que lá existe. Foi neste ínterim que cruzou a rua uma viatura que fazia ronda policial, com todo armamento extensivo visível. Imediatamente observei a reação do motoqueiro pelo retrovisor.

A reação foi a seguinte: Acompanhou a viatura, virando o rosto, atravessou a rua onde havia passado o veiculo e, a seguir fez meia volta no quarteirão e voltou já em velocidade habitual de entregadores motorizados. Ou seja, planejava o assalto.

Esta é a técnica que estão usando atualmente: seguem o portador do objeto desejado por longas distancias, no caso perto de oito quilômetros. O assalto é efetuado ao abrir o portão, onde há menos movimento e o motorista esta distraído. Prestem atenção no retrovisor. Se houver suspeita, mude o destino até ter segurança.

Uma boa tarde

Tony

 

 

ENAMORADOS


ENAMORADOS


 

 

Nestes caminhos que nunca nos levam.

Que conhecemos todas referencia,

Pois um dia, aprendemos na inocência

Dos braços doces que inda nos enlevam.

 

Se um dia saímos em busca, sublevam

Em cada ato de amor e de paciência,

De ver cortadas nossas experiências

Pelos próprios pés. O que nos carregam.

 

E este corte brusco. De força plena

Ruí o que se criou com as mãos pequenas,

No andar errante do desconsolo.

 

Sentimo-nos só, como um bobo.

Num movimento estereotipado

Então, dizemo-nos: Enamorados.

 

 

Tony poeta

Sem data

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

vida ligeira


VIDA LIGEIRA


 

A vida passa ligeira

A vida é correr.

Acompanhar a vida

É suar... Suar...

A vida passa ligeira

Tão ligeira

Que não a vemos passar.

A vida passa ligeira

A tal felicidade não acompanha

É clandestina...

Vem depois da partida

Cai fora antes do ponto final:

Sempre jogada

Pela janela.

A vida passa ligeira...

Quem vive não a acompanha.

 

14/09/12

Tony-poeta

 

 

 

 

O AMOR QUE LEVO

O AMOR QUE LEVO

 
O amor nasceu comigo
Para entrega-lo a você.
Mas como não te encontro
Não sei mais o que fazer.
Se continuar deste jeito
Com o amor eu vou morrer.
 
14/09/12
Tony-poeta

FALA E HOLISMO




FALA E HOLISMO


 

A fala

Quando se solta ao espaço

A ele pertence.

[O poeta apenas a captura.].

 

Ela tem a força

De levar ódio e amor

No compasso do tempo.

 

É um momento eterno

Vai do passado ao futuro.

Não tem barreiras,

Não há muros

Não tem dono,

Pertence a natureza.

O poeta apenas entende a vibração da fala,

Não há poeta; há poesia:

O poeta é apenas a passagem

Da natureza holística,

Para a humana.

 

14/09/12

Tony-poeta

 

 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A T.P.M.


A  T.P.M.


 

 

Ju caminhava falando sozinha. Tinha este hábito.

- Vou falar... Não posso esquecer! Dá cólicas, dói muito, a urina prende e o intestino também, dá uma dor de cabeça desgraçada. Incha o peito, que não cabe o sutiã. Incham os pés. Daí eu fico nervosa.

- Coitado do Pingo. Foi por isso que acabou comigo. Que galinha a Patrícia, ele saiu e ela passou a mão. Filha da puta, dizia ser minha amiga. Galinhona! Mas arrumo outro, bonito. O Pingo não é lá estas coisas é pobre. Não sou feia. Ela vai ver.

- Não posso esquecer, tem mês que dá até febre.

Continuou falando:- A mãe mandou lembrar que fui ao Posto. Passei no Ginecologista, fez até cultura e não deu nada. Não Posso esquecer.

Entrou na Clinica. Um prédio novo, com arquitetura moderna. Muito bem decorada. Entrou firme e altiva, mas foi se inibindo quase repentinamente. Não imaginava que era chique assim. Deu a carteirinha na recepção. Assinou e mandaram aguardar. Dr. Rafael a atenderia.

Sentou e observou. As mulheres bem vestidas e perfumadas. Os homens quietos e acomodados. As mais velhas falavam de doença, como no SUS, mas baixinho, sem chamarem a atenção. O celular de um senhor tocou e este saiu da sala de espera para atender. Nestas alturas Ju não sabia onde colocava as mãos; se dobrava as pernas ou as cruzava. Começou a xingar para dentro:- Maldita Cintia do Recursos Humanos. Tinha que me avisar que era chique assim. Eu teria vestido a roupa do casamento do Marcinho. Mas ainda arrumo um homem com grana, e frequento todos estes lugares chiques. No ano que vem tô na faculdade. Vou arrumar um partidão rico e bonito.

- Dona Jussara Cavalcante queira entrar. Era Dr. Rafael na porta chamando.

Estava de costas, virou e ficou branca. Pensou:- Eta homem bonito! O médico formado há pouco era jovem, bonito, bem vestido. Dirigiu-se a sala, deu a mão para cumprimentar e sentiu o cheiro de perfume: - Nossa que perfume bom, pensou.

- Dona Jussara, sente-se. O que te traz aqui?

- Uma dor na barriga.  Nestas alturas pensava: Se falar que é TPM ele vaia achar que sou chata. Não tem aliança... Não deve ser casado...

- Dói sempre?

- É um partidão, como é cheiroso. Puta Homem!

- Onde dói Dona Jussara?

- Ahnnn... Ah dó i a barriga toda. Pensando:- O quê que eu faço?

- Perto ou longe da menstruação?

- Tanto faz. Pensava: - O que falo agora. Não vou perder este cara cheiroso.

- Vamos examinar, falou o médico com certo ar de enfado por não conseguir nenhuma informação. Tire a roupa, fique de calcinha e sutiã e deite no sofá.

A imaginação de Ju foi a mil. Vários curtos-circuitos aconteceram simultaneamente:- O que ele vai fazer? Nunca mandaram tirar a roupa. Mas sou gostosa, ele vai ver...

- Estou pronta.

O médico a examinou aferiu a pressão. Quando colocou o estetoscópio no coração, este quase saiu pela boca. A seguir colocou as mãos no abdome. Ju arrepiou. –Que gostoso, pensou.

- O que foi?

- Só coceguinhas disse sorrindo. Pensava:- Quase me traí.

Enquanto o medico examinava o abdome, a cabeça pensava de tudo, menos numa consulta médica.

- Pode se vestir.

- Ahnnn

- Já examinei.

-Obrigado.

Já sentados, o doutor explicou que não achou nada anormal e que pediria uns exames, que seriam apresentados no retorno.

Saiu falando sozinha:- Nunca que eu ia contar da minha TPM. Assim, não fisgo este peixão. Continuo tomando os remédios do Posto e pronto! Hunnnn!  Mas o exame não vai dar nada. Acabei de fazer e estava normal. Tenho que achar uma doença, senão não vejo mais o Rafael. Ele é lindo!

-A Joana vai toda semana ver a coluna. Diz que o médico passa a mão na bunda e nas coxas. Que tesão.

- Não, é muita doença, ele não vai me dar bola. O quê é que eu arrumo?

- Sabe vou procurar no Google. E voltou para casa.

 

13/09/12

Tony-poeta

 

 

 

BONECA MOLECA


BONECA MOLECA


 

Boneca moleca

Procura um João

Pra viver a emoção

De seus devaneios.

 

Carinha malandra

Jeitinho sapeca

Andando irrequieta

Pescando amor.

 

Direita, esquerda

Os olhos atravessam

Com jeito safado

Também delicado

De repente abaixam

E ficam a sonhar.

 

Correndo sapeca

Pulando amarelinha

Nas casas do chão

Procura alicerce

De sua ilusão.

 

Boneca moleca

Procura amor

13/09/12

Tony-poeta

 

 

 

ALEIJÃO


ALEIJÃO

 

Meu amor,

Cego e surdo

É também um aleijão.

Aguarda um transplante

Do teu coração

 

TONY-POETA

13/09/12

PRA AMAR


PRA AMAR


 

Entre o gozo,

Perdido

Busco você,

Por quê?

 

No sofrimento,

Desalento,

Quero o momento

De ver você...

Quero te ter.

 

Entre a luz,

E a penumbra

O que seduz

É você inteira.

Para amar...

 

13/09/12

Tony-poeta

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

FILMES DUBLADOS


FILMES DUBLADOS


 

Filmes dublados me irritam. Bem como o revezamento de artistas em novelas. Um dia é mocinho, no dia seguinte bandido e após algum tempo é o galã.

Não que faça confusão; conheci uma senhora com mais de oitenta anos, lucida que embaralhava as novelas e, não sabia que papel o mesmo fazia; esta história de mudar era muito confusa para ela.

Nas dublagens, por mais que os dubladores tentem mudar de voz e entonação, o timbre é sempre o mesmo. Não engana. Com o tempo, além de irritar lembra repetição.

Isto não é uma critica aos profissionais. Os artistas de novela geralmente são atores muito bem preparados e dedicados. Durante uma novela o ritmo de trabalho é exaustivo, cansativo e escravizante. Quanto aos dubladores, devido à dificuldade de dar o tempo e expressão da fala do filme, são escassos no mercado já que a profissão é muito difícil. A repetição de profissionais é inevitável.

Mas que é irritante, realmente é. Pode ser que por profissão e, ouvir problemas diariamente minha intolerância seja maior; mesmo com um acréscimo de neurose particular, o ouvido escuta a repetição e, acabo me irritando.

A solução é: ou comprar o filme e, se não for possível alugar um filme legendado ou ler um livro, muitas vezes o mesmo do filme. Não vejo novelas.

Será que só eu percebo estes detalhes? É de se pensar.

12/09/12

Tony-poeta

 

CAIPIRA MODERNO


CAIPIRA MODERNO


 

Tarde morna e dormente,

Sentado na casa da gente...

Meu Deus, Que bom que é!

Coçando o dedão do pé

Meus olhos, já dormentes

Sentem o teu cafuné.

O que mais agente qué?

 

Tony-poeta

12/09/12

 

 

agradecimento

10/09/2012
OBRIGADO PESSOAL:
Hoje as 21 horas deu exatamente um ano de blog.
Foram 16.769 Visitas.
Os principais IDs que acessaram foram:
Brasil 7.925
EUA 5493
Russia 1614
Alemanha 1159
Portugal 141
Acompanham o blog 64 pessoas.
...
O restante está distribuido por inumeros países.
Agradeço o carinho de todos e, sinceramente o número me surpreendeu.
Esta surpresa me obriga a cada vez me aprimorar mais para fazer jus a tantos amigos que quero conservar e que trago no meu dia a dia mesmo que não os conheça.
Uma Boa Noite a Todos e mais uma vez quero afirmar que prezo a amizade de todos voces.
BOA NOITE.

bom dia 11/09/2012

BOM DIA
Abri a janela. Uma bonita borboleta inspecionava as paredes do quinto andar.
Não há mais flores no chão, virou asfalto.
Desci para comprar flores e florir as janelas.
Um dia florido para todo.

boa noite 11/09/2012

A noite chegou
O sono avançou
A cama chamou...
O sonho se aprumou
e me vou.....
BOA A NOITE A TODOS E ÓTIMA QUARTA FEIRA

bom dia 12/09/2012

Bom dia 12/09/2012
 
O dia chegou como sempre
dependendo apenas da gente
Para espalhar amor.
BOM DIA AMIGOS.

HISTÓRIA = PENSAMENTO


HISTÓRIA = PENSAMENTO

 

Desceu do trem para um pernoite, dormiu com uma prostituta e nunca mais voltou à cidade.

Deixou um filho.

Pertence a história.

 

12/09/2012

a construção


A CONSTRUÇÃO


 

Um homem carrega uma viga.

Madeira pesada

Testa suada

Cinquenta metros

Força

Concentração.

Dois homens acompanham

Nada carregam

Não demonstram emoção

A viga pesada

No chão colocada

Trás uma inscrição:

Proprietário – Fulano

Engenheiro – Ciclano

E quem fez a força

Não tem nome não.

 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

IMORTAL


IMORTAL


 

Poeta quer ser:

Imortal enquanto finito

Infinito sendo mortal

Faz versos de vida

Pensando na morte

Faz versos de morte

Eternizando o viver...

O viver na morte

É...  Não morrer,

Já que a poesia é o viver.

 

12/09/12

Tony-poeta

 

bom dia 11/09/2012


BOM DIA
Abri a janela. Uma bonita borboleta inspecionava as paredes do quinto andar.
Não há mais flores no chão, virou asfalto.
Desci para comprar flores e florir as janelas.
Um dia florido para todo.

onibus escolar

 
ÔNIBUS ESCOLAR

Sai da frente! É ele!
O ônibus escolar.
Corre minha gente
Que ele vai te abalroar.
Leva muitas crianças
[Todas tem que entregar]
Se chegar atrasado
O pai preocupado
...
Vai telefonar para escola...
Dá passagem, sai da frente
Que ele vai te atropelar.
Tome muito cuidado
Que é o ônibus escolar.
Sempre apressado.

11/09/12
Tony-poeta

O TEMPO PAROU


O TEMPO PAROU


 

Mané abriu os olhos. Abriu por abrir. Não tinha nada em mente. Não pensou no que faria, ou no que já fizera. Nem se importou onde estava. Nada vibrava ou tinha afetos a seu redor.

Olhou para o lado.  Ofélia estava deitada. Nenhum pensamento passou pela sua cabeça. Estava calma na cama, mal se sentia a respiração. Não se preocupou se estava viva ou morta. Nada lhe ocorreu no momento.

Saiu do quarto, sem saber o motivo. Não pensou em ir a nenhum lugar. Como autômato passou na sala. Confúcio, seu cão dormia. Não abriu os olhos, não fez nenhum movimento, nem abanou o rabo. Não lhe deu nenhuma atenção. Ficou indiferente. Ele nem notou.

Foi à cozinha, por ir. Não fez nada. Não abriu a geladeira, não tomou água e nem prestou atenção que Confúcio continuara estático, não o acompanhando, como sempre fazia.

Voltou à sala, por voltar, não tinha nenhuma intensão em mente, não tinha nada na cabeça. Olhou pela vidraça, sem abri-la; aliás, isto não lhe ocorreu. Tudo estava parado. A paisagem parecia uma natureza morta emoldurada no quadro da vidraça. Não se importou. Não sentiu nada, aliás, não sentia coisa nenhuma, não tinha nenhuma preocupação, nenhum pensamento.

Sentou-se ao sofá, ao lado de Confúcio. Este só se movimentou acompanhando o sofá que afundou com o peso do Mané e, continuou estático e desconectado.

Estava sentado há algum tempo, que não sabia e também não necessitava precisar.  Não sentia nenhuma necessidade para tanto.

 Não sentia nada, quando sua mão caiu do encosto do sofá e bateu no controle da TV. Esta ligou. Mostrava um relógio digital, marcando ano, mês, hora dia e segundos; o ponteiro dos segundos corria compassado, marcando não se sabe o quê; mas, continuava a rodar.

Continuou sentado; o tempo, mesmo com o relógio que rodava sem parar, não lhe dizia nada e como Zumbi lá ficou.

-Mané, você não pagou a conta da TV a cabo? Era a voz brava de Ofélia que acordara.

Confúcio latiu, abanou o rabo e pulou do móvel. A Televisão passou a mostrar a cena de adultério, na novela.

Foi tomar água, Confúcio o acompanhou abanando o rabo e, pedindo um biscoito.

Ele achou chata a vibração e os afetos do mundo e voltou para o quarto.

 

11/09/12

Tony-poeta