sábado, 14 de junho de 2014

QUERO


QUERO


Quero:
O amor
Penetrando
Em meus poros
Anestesiando
Meus sentidos
Adormecendo
Minhas angustias

Levitando
Ser só dois
Eu e você
Num encontro
Além do além
Atingir
A calma plena
Do renascer
Em um som apenas.

14/06/14
Tony-poeta.


JOGO


JOGO


No jogo da vida
Os dados correm
Mas são sem números
As mãos escorrem
Por entre cartas
Que não tem figuras
E a esperança
Mistura-se
Com lamentos e risos
E a vida corre
Entre improvisos
No jogo
Do dia
Da noite
Por entre peões
Que não param de rodar
Numa música monótona
De um só acorde.
E um vislumbre
Que pode ser passado
Ou então futuro
Apenas esfumaça
E a vida passa
Porque tem que passar
Pela roleta do tudo
E do nada.
Até que acaba.

14/06/14
TONY-POETA


Uruguai e Costa Rica, o jogo que assisti.



URUGUAI E COSTA RICA, O JOGO
QUE ASSISTI.


Nas últimas três copas do Mundo estive de plantão, não vi os jogos. Ontem, depois da baixaria, que me agrediu realmente, tirei o som e acompanhei o jogo do Brasil com minhas próprias considerações. Sei muito bem as regras.
Hoje estava solitário em casa, só com meu cão Lacan. A esposa foi ver os netos. A TV da sala que até então não queria pegar estava consertada. A moça que trabalha conosco consertou. Não entendo nada deste aparelho. A Net há duas horas sem sinal, me deixou sem computador.
Fui assistir ao jogo.  Começava as dezesseis horas. Procurei um canal movimentando um botãozinho que indica o que está passando. Na Fox indicou jogo. Nome simpático, já tivemos dois cãezinhos de nome fox. Era ali mesmo.
O apresentador, que obviamente não conheço e não gravei o nome, magro e de certa idade, não teve o sucesso dos apresentadores gordos dos canais badalados. Juntamente com ele havia mais dois companheiros, dele é lógico. Um mais novo e mais gordinho, que poderia ter chance de crescer, o rosto era mais redondo. O outro uma figurinha. Já tinha ouvido falar e visto fotos, o tal de Falcão. Ao vivo parecia que estava se candidatando a ser rei do baile cafona. Já tinha noção da apresentação ridícula do mesmo.
Para completar apresentaram um radialista Uruguaio, normal. Não tirei o som que nem no dia anterior, afinal voz humana para quem está só é reparador.
Iniciou a transmissão com o quadro da Fifa, uma apresentação simpática que terminava focando o estádio. Um prédio novo e imponente. Gostei. Foi quando o Falcão falou:
- No prédio velho tinha uma corrente de vento que refrescava. Agora virou uma sauna. Diante da crítica inusitada acreditei que pelo menos a temperatura dentro e fora deveria ser informada. Não foi. Nem apareceu ninguém suando em bicas.
Ao filmar o público, outra observação, do mesmo comentarista.
- Estão vendo os claros? Não vi nenhum. Continuou, é que os voos de São Paulo e do Rio atrasaram e ficaram lugares vazios.  Não creio que após a epopeia de comprar ingressos alguém vá pegar o avião em cima da hora para ir ao nordeste. Os lugares claros não foram mostrados. O estádio estava lotado.
Ao começar o jogo, na apresentação do juiz, alemão. Nem eles sabiam o nome. Apareceu o Juiz Japonês do jogo do Brasil descaradamente na tela, com os comentários dá suposta mãozinha a nossa seleção. Por não ser interativa a TV o remédio foi ficar quieto.
O jogo começou. Logo notei a técnica. Os dois times resolveram jogar no contra-ataque. A bola ia do campo de um time para o campo do outro e era devolvida. O meio campo os separava. Após quinze minutos, já estava considerando o jogo de xadrez mais emocionante que o futebol.
Num dos raros lances de bola parada o jogador Uruguaio foi bloqueado com a mão dentro da área, nem caiu. O árbitro marcou Pênalti.  Os adversários reclamaram. Tudo igual ao jogo do Brasil, parece que era orientação da arbitragem para este tipo de lance. Nossos comentaristas unanimes afirmaram ter havido a falta.
Bem chutada, gol.
Segundo tempo, Costa Rica deu três ou quatro passos além da linha divisória e continuaram jogando vôlei. Num cruzamento. Gol de empate. Os comentaristas falaram de azar do Uruguai, estavam torcendo para o time azul.
Pouco depois, com a mesma ladainha, cruzamento e gol. Nem drible, nem passe, apenas bola longa, o Uruguai estava perdendo. Tenho certeza que o jogo de damas é emocionante.
Os comentaristas não se conformavam. O técnico fazia substituições que não agradavam os entendidos, que falavam que o jogador contundido que não pode jogar ia fazer a partida ficar diferente, eu tentava entender a mágica de um homem só.
O Uruguai atravessou o meio do campo. Deu dois ou três chutes e tomou um contra ataque e três a um. Desolação nos comentaristas.
Daí o jogo foi as cordas, isto é, o atacante de nome inglês da Costa Rica ficou perto da linha do corner inimigo e chutava a bola no zagueiro de nome português, o Pereira. A bola saia e o lance se repetia. Após cinco minutos e lances repetidos o Pereira chutou a canela do inglês. Parecia que ia formar a briga latina do futebol; lembrei os velhos tempos.
Frustração. A turma do deixa disto estava eficiente. O Pereira foi expulso e o Inglês foi para o outro lado, sendo substituído por um nome latino, mesmo. E, o jogo acabou. Acho o jogo de damas de enorme emoção.

Tony-poeta
14/06/14

         

sexta-feira, 13 de junho de 2014

semelhanças



SEMELHANÇAS


Em medicina sinais que levam a igual resultado são considerados sintomas. A igualdade é assim constatada, apesar da diferença. Um dedo do pé inflamado e uma garganta com pus podem representar a mesma doença, por exemplo escarlatina. Mesmo cada uma nos estremos do corpo.
No golpe da Ucrânia, um País dividido entre descendentes de Russos e Nazistas, estes derrotados na segunda Guerra; uma senhora que ia colocar flores a Lenin, atitude habitual desta pessoa já idosa, que por certo fazia desde a juventude como agradecimento do pesadelo já esvaecido, foi conforme a foto: agredida, humilhada, machucada fisicamente por inúmeros jovens que se diziam nazistas. Uma cena covarde e chocante, onde a animalidade destas pessoas ficou latente.
Ontem, no Jogo Inaugural da Copa do Mundo, uma turba de pessoas, de classe social alta, se dirigiu a senhora Presidente da República, gritando “Vai tomar no c.” , Não houve agressão pelo fato do camarote presidencial estar distante, porém a cena foi igual à da foto da Ucrânia, ou seja covarde e o avesso da democracia.
Ambos fatos demonstram, se levarmos em conta o conhecimento médico, a mesma doença.
Como o Nazismo está a cada dia aumentando no velho mundo; diante destas cenas, ele se torna um perigo para nossa frágil democracia. Por outro lado, demonstra bem o método e o caráter atuante de sua dominação. Não há o mínimo respeito a pessoa humana. A grosseria impera e a regressão ao irracional é plenamente manifesta.
No nazismo vimos judeus, negros, ciganos e homossexuais serem queimados em fornos, após serem roubados de todos os bens materiais, que passaram para a administração do partido. A prevalência do dinheiro sobre a pessoa faz com que esta se torne excluída de qualquer convenção social. Os sujeitos violadores exercendo suas vontades, podem matar com todos os rituais de sadismo contidos nas cabeças doentias de seres animalizados.
Que o fato que ora assistimos nos sirva de alerta e que vigiemos os novos possíveis tiranos e, não deixemos espaços para seus delírios satânicos. Temos que reprimir, sim!
A paz requer luta, sem luta o senhor nunca o será, será apenas escravo e submisso. Está em Hegel, e ele tinha razão.

13/06/14
Tony-poeta


DIPLOMACIA



DIPLOMACIA:


É a arte de: Não fazer
Não querer fazer...
Dizendo:
- Bem que eu queria, mas não deu...


Tony-poeta

RECOMEÇOS



RECOMEÇOS


Defasado de momentos
Comprimido em espaços
Atônito olho ao redor:
- Perdi a hora do mundo?
Não choro
Retorno a minha essência!
Refaço os tijolos,
Madeiro o telhado...
Tudo sumiu
Neste lago estagnado
De onde meu ser saiu.

13/06/14

Tony-poeta

terça-feira, 10 de junho de 2014

CHEGUEI



CHEGUEI


Quem chega saiu
De onde saiu?
Não importa: - Chegou!
Mas... saí do trabalho,
O poeta chegou
Sem ter feito poesias
Mas enfim relaxou.
BOA NOITE.


10/06/14

segunda-feira, 9 de junho de 2014

SONHOS DA CHUVA



SONHOS DA CHUVA


Dia chuvoso
Saudoso presente
Reforço do passado
Que nunca existiu.
Lembranças vagas
Amores escondidos
Tão encobertos
Nem o sonho mostrou
Musica surda
Nenhum instrumento
Vibra no pensamento
Ondas levam
Cerro os olhos
Semi dormente
Procuro viver
Um passado ausente.

Tony-poeta
09/06/14

Imagem Google.