sábado, 30 de junho de 2012

NUNCA SÓ


NUNCA SÓ




Jamais fico na solidão.

Quando sem ninguém perto,

Busco companhia,

Nela que me liberto.

Sempre tenho bons fantasmas

Espantando meus deslizes.

Sempre povoo o espaço da mente,

Muitas vezes com desilusões,

Porque eu comigo

É o pior castigo que posso me infligir.

Meu interno é implacável

E destruidor,

Não fico nunca com ele,

Prefiro os momentos de dor

Que olhar internamente,

E, caminho com mil fantasmas,

Alegremente.



30/06/12

Tony-poeta

A REUNIÃO


                                                 A REUNIÃO




- Estamos aqui reunidos, para uma nova diretriz, muito importante, para nossa Empresa. Era Douglas falando para o grupo dos mais eminentes cientistas. Era ele assistente do Diretor Presidente Mundial Sr. Maxumus Se Med.

-Nosso ilustre presidente falará pessoalmente sobre nosso ambicioso projeto. Com a palavra Sr Eminente Doutor Presidente:

- Meus amigos, desculpem esta convocação apressada, mas meus assessores trouxeram conclusões, que temos que implantar com a maior brevidade.

- Vocês sabem que nosso crescimento anual estacionou na faixa de 10%, e nosso objetivo é aumenta-lo para 12%. Afinal somos a Vanguarda do desenvolvimento.

Nossa população consumidora não consegue fazer novos investimentos, pois tivemos que estacionar os salários, já que aumento de consumo implicaria em aumento do mesmo e, nãofoi recomendado por nossos economistas. Diante deste impasse, voltamos nossos olhos para a população de robôs, que já atinge 40 milhões de unidades.

Como se sabe, apesar de serem inteligentes, os mesmos não ganham, nem gastam. Se dermos um pequeno salário aos mesmos, o qual poderíamos embutir nos preços, iríamos incrementar algum gasto, por exemplo: em pinturas de sua roupagem robótica, confecção de pequenos robôs animais para eles se distraírem, já que não conseguimos fazê-lo trabalhar 24 horas, acabam sempre antes o serviço, como vocês sabem [risos].

Pensamos então, em dar-lhes o circuito do amor, que por interesse os faria gastar. Mas a ideia foi descartada: além de ter que fazer robôs sexuados: os mesmos formariam família e iam querer filhos; isto implicaria como vocês sabem, em benefícios sociais que acabaria atrapalhando o calculo do lucro.

Pensou-se então que o simples desejo seria o suficiente. Foi aí que descobrimos que mesmo com toda nossa propaganda direcionada desde o século 19 para este afeto, nada conhecíamos do mesmo.

Assim reunimos todos assessores para fazer um estudo completo. Que se usem todos meios, desde eletrólitos, imagens computadorizadas, psicologia e psicanálise para que no final possamos ter o circuito cerebral do desejo e, deste modo implantá-lo em nossos queridos robôs.

Após seis meses de estudos e exaustivas reuniões, conseguimos identificar por onde este afeto pode ser estudado. É a tarefa de vocês. Não façam economia em suas pesquisas que o projeto além de arrojado nos é muito importante.

Os doutores devem selecionar uma plateia feminina; podem pagar a taxa de estudos, mas façam um mapeamento completo, que nos oferecerá a solução almejada. Estudem o desejo incontrolável das mulheres pelos sapatos.

Uma Boa noite e bom trabalho a todos.



30/06/2012

Tony-poeta

A VAIDADE


A vaidade





Até a lua ficou rubra e complexada

Diante de toda tua futilidade,

Que de tão fútil, até teu orgulho

Destruiu-se diante de tanta vaidade.



O amor próprio tornou-se mero acessório

Um complemento inútil, ilusório.

E teus passos tornaram-se dia a dia

Sinuosos... Perdidos... Contraditórios...



E o amor, moto continuo da existência,

Definhou como campo castigado

A seca, e morreu como tua consciência.



No dia que este solo massacrado

Morrer por tantos frutos perniciosos,

Teu choro não reverdejará jamais

O campo seco por ti envenenado.





25/06/1968

Tony-poeta

sexta-feira, 29 de junho de 2012

COMO ESCREVER AMOR


Como escrever amor




Como escrever amor

Se o amor

Nunca dá amor

Da maneira que amo?



Como escrever amor

Se este é uma faísca

Seguida de escuridão?



Como escreve amor

Se este é apenas um lampejo

No voar ligeiro

Do colibri que beija a flor?



Mas tento...

Tento captá-lo

É...

Neste lampejo

Nesta efêmera partícula,

Que passa tão ligeira,

Onde mora o amor

Que farei eterno.

Ela é o amor!



29/06/12

Tony-poeta




PROCURO-ME


PROCURO-ME



Procuro-me todo dia

Pensando encontrar-me em ti.

Olho o céu.

Ouço o mar em melodia.

Vejo a vida escorrendo,

Correndo

Em ondas que embaralham

Levando espuma branca

No formato de sonhos

Ainda não sonhados.

E, quando a praia umedece,

No doce recuo das ondas,

Aí sim,

Apenas uma imagem aparece

É você radiosa

Num sonho que me aquece.



29/06/12

Tony-poeta






DESEJOS - quadra



DESEJOS - quadra




Da vida queremos quase nada.

Os sonhos giram em turbilhão...

Mas só desejam uma morada

De muito amor, para o coração.



29/06/12

Tony-poeta

SEI LÁ!


SEI LÁ!



Deu amargo,

Fel na boca.

Corre a noite,

Os fantasmas estão cantando.



Que noite!

Que ironia!

O Exu está solto.

Tristeza...

É noite,

Meia noite...

Ou mais... Sei lá!

É noite

Apenas noite

Buscando...

Buscando...

Sei lá!

É noite,

No entanto

Perfumam damas da noite e jasmins...

Que rosa boemia irá aparecer?

Que noite...

São trevas...

É mente.

São todos.





29/06/1972

Tony-poeta


quinta-feira, 28 de junho de 2012

balburdia


BALBURDIA.





Num deserto

Voando a todas as asas,

Em busca do verde,

Uma pomba encontra

O azul do mar...

A água é salgada.

O deserto é seco.

Seguir?

Voltar?



A onda bate na praia...

O azul caminha...

É estrada que vai,

Mas não se sabe se leva.

Corre...

É espuma.

Espuma do sonho verde,

Espuma que é de água.

De água que não se bebe.





29/06/1970

Tony-poeta




O CASAMENTO


                                       O CASAMENTO




Milene era uma pessoa adorável, com seus dezenove anos, trabalhando em um ambulatório médico, sempre tumultuado, nunca estava de mau humor ou destratando algum paciente. Conseguia manter a calma, mesmo quando agredida, coisa comum em atendimentos médicos.

Tinha um rosto lindo, e como protestante tradicional, usava roupas sempre discretas, com saia comprida, onde só se via a canela ou pouco acima; dava para notar que as canelas eram fininhas, mas a roupa disfarçava e prevalecia a beleza dos traços faciais e da alegria que sempre era presente.

Milene era noiva de João, uns dez anos mais velho que ela. Considerado bem feio pelas moças que trabalhavam no local. Diziam que ela era demais para ele. Isto fazia parte dos falatórios dos anos noventa, em adaptação da liberdade sexual recém-adquirida, o papo sobre relacionamentos e sua analise corria solto.

 Mas Milene era virgem convicta.  Era um espanto. Quase todas as moças já tinham experimentado vários relacionamentos na época, e o ambiente era de choradeira de amores desfeitos e casamentos complicados. Virgindade era já um assunto estranho. Mas além de virgem dizia: que assim se manteria até casar com o João.

A vida da moça era muito simples, ia e voltava de motocicleta com seu noivo, frequentava com ele a mesma Igreja, onde tinham sido apresentados pelo Pastor. Levava marmita para economizar e arrumar a casa onde moraria. Namoravam em casa e no Culto. Não tinha outras extravagâncias e não frequentava as frequentes festinhas do pessoal, mas não incriminava nada. Apenas olhava e sorria.

Após mais de um ano com o comportamento constante, chegou um dia para trabalhar xingando, falavas desaforos sozinha. Espanto geral. Continuou no mau humor até que começou a chorar de raiva. Foram perguntar o que se passava; o que de tão grave aconteceu.

Não ligando para a atenção que despertava e os olhares de todos os colegas, homens e mulheres, perdeu o recato e começou a falar sem pausa:

- Meu pai não pode fazer isto comigo. - Não vou adiar o casamento como ele quer. - Não tenho nada com o fato de minha mãe perder o emprego. - Vou parar de dar minha parte em casa e ele que se vire para arrumar o dinheiro. -Não vou adiar o casamento. Ele que se vire e, arrematou:

- Dia vinte paro de ser virgem!

E realmente casou dia vinte.



28/06/2012

Tony-poeta

quarta-feira, 27 de junho de 2012

SER PEQUENO


SER PEQUENO




Vivemos um mundo de guerras. A história da raça humana é igual à de outros seres vivos. O ser humano parte em busca de glórias e conquistas em toda sua existência, caso contrário a sociedade o rotulará de fracassado. Mas, o sonho não é a paz e harmonia? Desfrutar e absorver o planeta sendo pleno nele?

Podemos pensar numa paz pós-morte. Religiosamente válido para quem professa, mas não é apenas um adiamento; já que todas as religiões, sem nenhuma exceção, quando acuadas armam seus fieis e se empenham em guerras “santas”?

Só seremos humanos e, desfrutaremos de uma paz permanente no momento que aprendermos a respeitar a natureza e a dividir igualmente as posses necessárias para a vida. Isto é totalmente utópico no momento. Hoje somos apenas uma árvore frondosa. Não entenderam, explico?  

Vejamos a maior árvore de uma vegetação. É imponente, sim! Não há a menor dúvida sobre isto. Mas como chegou a tal estado de domínio.

Inicialmente suas raízes tiveram que ocupar todo terreno em volta. Tiveram que ir muito fundo, para dominar o máximo possível a água do subsolo, para que outras plantas não crescessem.  Tiveram que crescer aos lados, matando toda vegetação que se aventurasse a crescer no espaço que queria ocupar.

Seu tronco teve que se tornar muito forte para sustentar toda estrutura, gerando instabilidade nas tempestades, com risco de cair e não mais viver.

Seus galhos, cobiçados por animais herbívoros tiveram que se multiplicar; de modo que perdendo algumas partes, outras iriam substituir. Para não perder toda estrutura começou a envenenar as folhas mais velhas, tornando seu gosto tão ruim que ninguém quisesse usá-las como alimento.

Seus frutos tiveram que ser em grande quantidade, pois deveriam germinar bem longe. Caso germinassem perto, teria que sufocá-los com sua copa, como invasores, para que não disputassem o mesmo espaço.

E solitária e venenosa, perdendo periodicamente partes de seu próprio corpo, lá está ela imponente, se julgando rainha.

Já a humilde violeta, que inspira até músicas, é mais modesta. Nasce nas encostas no degelo.

Fraca, sabe que sua vida é breve, para isto ocupa o mínimo espaço. As violetas acomodam-se em pequenos vasos. Sua defesa contra predadores é bem regulada, não lhe é permitido grandes investimentos, ser pequena já é suficiente.

Abre uma porção de flores, sempre amparadas por toda a planta. As flores se coram de amores, chamam-se amor prefeito, para que todas as borboletas venham beijá-las. E assim seus gametas são produzidos, novas plantas darão continuidade harmoniosa à espécie de vida tão curta, como a nossa, que brotará em novo inicio de primavera; sempre econômica em espaço e deslumbrante em beleza e amor.   

Estamos nos comportando como grandes árvores, e vivemos entre ataques e agressões, será que não estamos pagando um preço muito elevado por esta grandeza?

Não é melhor redimensionarmos o tamanho de nossas ambições?

Pensem nisso!

27/06/12

Tony-poeta


SOMOS HISTÓRIA


SOMOS HISTÓRIA



A vida é sempre uma história,

Se não houver nenhuma,

A gente cria.

Sempre buscamos o novo,

Outras emoções.

É sempre nova história

Se não nos contarem,

Criamos.

Mas há sempre uma história.



25/06/12

Tony-poeta

terça-feira, 26 de junho de 2012

agua furtada


AGUA FURTADA




Fiz a agua furtada

Num canto escondido,

Muito bem arrumada,

Meu mundo vivido.



Eu via toda invernada

Deste mundo perdido

Da sina mal-amada

Vivia bem escondido.



E deixei ali guardada

Num canto mui querido

Uma colcha rendada

Do sonho colorido.



Ali estava teu canto

Ali eu iria cantar

Mil versos de encanto

E só para te amar



Nesta janela aberta

O mundo que eu via

Tinha só a coisa certa

Só para ti existia.



Foi quando formada

Cores de fantasias

Tão puras, foi alucinada.

Tu não me pertencias.



Tal qual o João de Barro

Peguei a lama do chão

Fechei o sonho e a entrada.

Prendi toda ilusão

Da janela orvalhada

Que esperou a paixão.



26/06/2012

Tony-poeta






segunda-feira, 25 de junho de 2012

NÃO SOU TRISTE

 

NÃO SOU TRISTE

 




Acordo sempre alegre,

Canto a vida. Esta deve ser cantada.



Recolho a poeira dos sonhos,

Começo o dia a andar.



Olho a mãe menina que chora.

Fome e desilusão. Fico condoído.



O ser em pedaços que esmola,

Dou um troco sabendo não ser nada.



A mãe procurando o filho drogado

Nas esquinas dos desencontros.

Dou uma palavra, apenas paliativo.



Vejo o velho surdo no mundo surdo que não o ouve,

Movimento os lábios dizendo: te entendo,



Observo o cão sarnento remexendo o lixo,



Sem ter mais o que fazer

Vejo que a vida toca meu íntimo

E faço um poema

Na tentativa que o mundo me ouça.

25/06/12

Tony-poeta


SAMUEL E O METRÔ


SAMUEL E O METRÔ




As viagens urbanas de ônibus, sempre nos ajudam a conhecer a dinâmica local; nela podemos ver como são as moradias seus habitantes; como eles conversam; seus sotaques e seus gostos. Sempre que chego a um município diferente, sendo possível, empreendo uma viagem até o ponto final do ônibus e volto até a origem. Ajuda muito a me familiarizar.

Prestava serviços a uma Indústria em São Paulo e conheci Samuel, um Técnico de Segurança do trabalho que me auxiliava. O mesmo namorava no Metrô. Achei um tanto inusitado, apesar de meu hábito. Os fofoqueiros da firma falaram que era pão-durismo. Curioso, comecei a investigar.

Samuel era noivo. Ele e sua futura esposa frequentavam uma Igreja Evangélica onde se conheceram. A moça trabalhava próximo e pegava o mesmo Metrô e, moravam com duas ou três estações de diferença.  

Espontaneamente contou a rotina do namoro. Sábado iam ao cinema, terça e quinta discutiam a construção da casa e domingo passavam no Culto. Era que estavam construindo. O pai da moça, que não sei o nome, combinou que venderia a área do fundo, para dar responsabilidade aos dois, dizia ele. O casal com seu dinheiro construiriam a edícula onde morariam. O sogro colocaria o pessoal da Igreja e acompanharia a construção.

Ele e a noiva combinaram de dividir igualmente as despesas. Até ai estava eu achando normal, quando contaram que, nos sábados se encontravam na sala de espera do cinema, ou seja, cada um pagava seu ingresso e depois se reuniam. Daí a gozação que fazia o pessoal do escritório. Achei um tanto radical dos dois.

Posteriormente descobri que o casal ficava namorando e resolvendo problemas no Metrô, sentavam lado a lado: namoravam, faziam o calculo das despesas, resolviam problemas eventuais, tudo dentro da condução.

Perguntei a Samuel se dava tempo em uma viagem tão curta. Respondeu-me e

-A gente vai até a Estação Corinthians-Itaquera, e volta. Se não resolver segue até a Barra Funda e retorna.

Em umas duas ou três viagens fazemos tudo que é necessário e ainda namoramos.

Achei muito estranho este método desconhecido de economia, mas divisão é divisão.  Fiz uma observação:

-É! com dois bilhetes vocês namoram o tempo que quiserem. Ele respondeu,

- Certo, e não atrapalha nossa divisão.

- Dois bilhetes são bem em conta e vocês tem vale transporte.

- Certo. Cada um paga o seu e não atrapalha a conta.

- Como? Onde vocês se encontram, perguntei. Já que a firma da moça era praticamente ao lado.

- Dentro do Metrô, oras! Com a cara mais natural do mundo.

Ele dividia até o vale transporte. Fiquei espantado. Parei de prestar serviço antes de saber se casaram.



25/06/2012

Tony-poeta








prever o futuro II


PREVER O FUTURO II





O ser que se amarra ao presente



Perde o passado



E não faz o futuro.



Chamamos: DEPRESSÂO







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domingo, 24 de junho de 2012

É FRIO E NOITE


É FRIO E NOITE




É frio e noite,

O vento sopra,

Sopra poesias,

Poesias de dor,

Poesias de amor.

O vento sopra a vida.

O amor e o ódio

São as únicas certezas

De que estamos a viver.



24/06/12

Tony-poeta

CICLO DA VIDA - REFLEXÃO


CICLO DA VIDA - REFLEXÃO



Se o ciclo da vida no planeta acompanha o das estações. Todos ser vivo tem sua primavera, verão, outono e inverno. Nosso dia, porém, é tropical com tempestades e sol escaldantes se alternando descoordenadamente. Nosso viver é o viver do tempo e cada minuto se inspira na natureza.

To ser nasce com três qualidades: Liderança, adaptação e resistência ao sofrimento. Nenhum ser nasce inferior ou escravo, isto se falando de seres sadios.

Ao nascer, o ser busca a liderança de seu meio ou seu grupo, se assim não fosse: à morte do líder deixaria um vazio no grupo e o extinguiria. A busca de liderança gera as guerras, para que se desfrute a paz transitória com o novo líder.

O mundo será humano apenas quando aprendermos a buscar nossa liderança sem guerras e sem mortes; o que ainda é utópico. Somos ainda seres da natureza buscando um equilíbrio e, tentando fazer prevalecer nossos genes em detrimento de outros, e nosso grau de violência pode ser medido pelos filmes, esportes e lutas que, além de prender a atenção dos humanos os aclamam. Um filme de guerra com a vitória daquele que nos identificamos nos faz sair do cinema alegres e leves de espírito, não importando quantos “inimigos” morreram no desenrolar da cena.

Como todos não podem ser lideres, a adaptação inclui toda estrutura social, que é muito mais ampla que a das estatísticas. Cada classe compõe-se de subclasses e cada uma elege um líder, numa espécie de castas dentro das castas. É fácil observar que uma pessoa em seu trabalho, por exemplo: operário para líder de grupo; ao ser promovido de função, começa a se relacionar com seus novos companheiros hierárquicos e abandona e, muitas vezes, hostiliza seus amigos anteriores, já que os considera, naquele momento, subalternos e socialmente inferiores, esquecendo seu pertencer anterior.

Para estes dois movimentos anteriores possam existir, a necessidade de outro movimento acompanhando. Os movimentos são sempre dolorosos e provocam ansiedade, se não houvesse algum mecanismo o individuo sucumbiria em profunda melancolia e morreria. O ser humano é adaptado ao sofrimento e até ri dele.

Freud chamou de masoquismo o movimento de se ter prazer com a dor, foi uma das grandes surpresas que teve em seu trabalho. Apesar de considerá-lo básico do ser humano, pouco conseguiu relatar sobre ele.

Vamos pensar o seguinte: Passa na TV hoje, uma família de catadores de lixo no lixão de algum lugar. Os personagens participam da vida normalmente, com suas alegrias e angustias. Se considerarmos que o potencial de liderança, do ponto de vista da sociedade, dos mesmos foi totalmente sufocada, sendo os mesmos jogados em condições socialmente humilhantes; caso não houvesse adaptação, por certo, eles não sobreviveriam, não se relacionariam e nem sairiam para enfrentar o cheiro insuportável para procurar restos. Só a condição de tirar algum prazer da situação permite que estes a suportem, vivam e se reproduzam sob estas condições.

Creio que ainda está muito distante da humanidade se tornar humana e deixar todos seus membros iguais por serem humanos e não pelo serviço social que desempenham. Portanto vamos, como todos os seres vivos, usando os três dotes e reproduzindo, para que a espécie não desapareça.   

Bom domingo

24/06/12

Tony-poeta.


ABORTO [SOCIEDADE]

ABORTO




Acho um absurdo toda polemica levantada.

Tanto do lado a favor, como do contra.

Temos liberdade de crença e opinião.

O ser humano é livre e responsável por seus atos.

Não sabemos se é verdadeiro ou não a concepção de vida, que atribuímos ao feto, pois não sabemos REALMENTE o que é vida.

Não sabemos se um filho não indesejado vai ser uma pessoa socialmente estável ou não, toda ciência humana se baseia em concepções.

Portanto o Estado tem obrigação de amparar que quer o aborto e de respeitar aqueles que são contra. Não deve haver discórdia ou polemica sobre desconhecido.

A religião que cuide de seus fieis. A ciência que divulgue todos os novos subsídios que descobrir.

Lembre-se todas as barbaridades feitas no mundo sobre a sexualidade, o são em plena concordância dos dois sexos, a retirada [absurda] do clitóris é feita pela mãe ou avó, e mesmo  quando inibida é feita às escondidas.

A sociedade sempre chega a um denominador comum, com ou sem guerra.

A única certeza é que a mulher, assim como o homem, é dono de seu corpo e temos que respeitar.



24/06/12

BOA NOITE


BOA NOITE



Deito e fecho os olhos

Não sei quem me acompanha

Olho internamente e, vejo a sina

De viver em procura do que não conheço.

Quem velará meu sono?

As deusas do amor ou as ninfas ciumentas?

Quem tocará a musica, calma de meu sonhar?

Nada sei e, de olhos fechados

Sei apenas que quero amar.



24/06/12

Tony-poeta