quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

INSTABILIDADE


INSTABILIDADE

Viver é caminhar na instabilidade,
Pisar em terreno movediço,
Fazer de sonhos saudades
Fazer o futuro em delírios
Andar... andar sem destino
Correr sempre desorientado.

Quando estável fica a estrada,
Se apavora:  a vida plana
Aterroriza a andança insana.

Viver é correr para o nada
Numa busca alucinada
Sem retorno.

28/12/16
Tony-poeta


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

CONSTATAÇÕES

IMAGEM AIOU SPRING


CONSTATAÇÕES


QUEM VIVE DA GUERRA
É MERCENÁRIO.

QUEM DÁ GOLPE
É SALAFRÁRIO

QUEM APLAUDE
É OTÁRIO

NINGUÉM
É APENAS OPERÁRIO.

21/12/16
Tony-poeta



sábado, 10 de dezembro de 2016

CIDADE

CIDADE
foto usp

O padeiro já fez o pão
O dia começou

O barulhento ônibus
Substitui o canto do galo.

Carros em disparada
Tentam quebrar a barreira do tempo.

Espreguiço no terraço:
O sabiá canta sua história,
O canário cisca a grama,
O bem-te-vi saúda o dia...

Sigo o tempo da vida:
A sociedade frenética
Tenta adiantar o tempo.
Se perde nas esquinas...

10/12/2016

Tony-poeta

terça-feira, 8 de novembro de 2016

SOU NATUREZA

imagem Google

SOU NATUREZA

Sociedade é se identificar
Com cada ser que passa
Que ama ou sofre
Que faz uma graça
Que fala seu nome:
Sociedade é comungar.

Quero na sociedade dos sonhos,
De meu sonho de poeta,
Uma sociedade concreta
Nos movimentos agitados
Com todos beijos e abraços
Do amor do viver.

Somos todos natureza:
O capim e a mosca
Tem a beleza do viver.

Não sou massa de concreto,
Nem ligação virtual,
Sou carne e osso
Amo e choro
Compartilho o amor
Com os movimentos
Dos corpos que andam
Na mesma estrada que percorro.

08/11/16
Tony-poeta



sábado, 5 de novembro de 2016

RECORDAÇÕES CHUVOSAS


Imagem Google
pixabay


RECORDAÇÕES CHUVOSAS


Lá fora está molhado,
Cá dentro, eu afogado
Nas frias recordações
Pedalo o velocípede
Pelas quatro estações.

Busco na primavera
Esta breve quimera
No mundo de emoções
Busco a ti.... Não me buscas...
Oh amor! És fugidio
Escorregas na chuva
Surfas no vento frio.

05/11/2016
Tony-poeta




sábado, 29 de outubro de 2016

PENSAMENTO 10/16


PENSAMENTOS 10/16


Como querer continuidade
Se estamos de passagem?

Quem é mais feroz:
A formiga, o gavião ou o rato?
Será que o humano
É melhor que o dinossauro?

Se um sai
Outro entra
Grita e vibra.
A pedra vibra.

O caleidoscópio
Tem a forma do momento,
A sociedade é um sopro:
Roda como cata-vento.

Tudo muda.
Começa de novo.

29/10/16

Tony-poeta.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

ONDE VOO

ONDE VOO?
autor não identificado
Google
Gavião cabloco

Olho a janela
O pássaro voa,
Em seu mundo.

E o meu?
Onde voo?
Na tela da TV?
No face book?
No WhatsApp?
Meu voo é desigual
Voo procurando a imaginação
Para poder me assentar.

28/10/16
Tony-poeta


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

FLECHADAS

Flechadas
 
IMAGEM GOOGLE
Deserto é o campo,
Sozinho desorientado
Busco a muralha
Do castelo ingrato.

Flechas batem na armadura
Machucam muito
Não a furam
Fazem marcas por cima de outras marcas.
Marcas antigas de batalhas sem fim.
Em desespero e sonhos
Tento pular o fosso de crocodilos
Com pesado aríete
Cercado das flechas que batem em mim.
Assim são meus dias.

Que buscas o poeta?
Apenas um momento
De paz e alento
De caricias e beijos
De amor da princesa.
Um instante, um segundo
Que cá no meu mundo
Chamamos felicidades
Entre as flechas que cortam
Que trazem o passado
Presente ou longínquo
Da origem da vida
Da origem desta vida
Impulsionam-me para a paz
Naquele portal, porta escondida
Onde irei amar por poucos minutos,
Deitar exausto ao lado da fada
Sonhar e voar no meio de nuvens
Para levantar...
E logo depois
Por um motivo infame
Voltar as muretas
Entre enxames de flechas
Buscar outro amar
No meio das pontas
Que tento me esquivar.

Aquiles num dia
Invadindo Troia
No oraculo da deusa
Encontrou a sacerdotisa:
Amou e sonhou
No dia seguinte
No meio das flechas,
(Não sei porque voltou
Para o campo inglório.)
Morreu a lutar.
Apenas gravou a lembrança
Da pausa e do sonhar.

Na “dolce vita” Marcelo
Tentava escrever
Os sonhos da vida
Que buscava viver.
Chorou nas orgias
Castelos abandonados
Em instantes fugidios
De momentos acompanhados
Só conseguia no choro
Da desilusão
Escrever a juventude
Que há muito passará.
Não se matou
Como o amigo intelectual
Que tanto prezava
Amava a vida
O instante buscava
E nos encontros fugazes
Nem assim amava
Apenas escreveu
Na praia deserta
Com flechas batendo
Da busca da origem
Do nascer mineral
Quem sabe na mesma praia
Onde hoje era flechado
Inspirara-se num sonho tardio
Jamais realizável
Um sorriso adolescente
Da moça com toda pureza
Que de longe observava
As flechadas que angustiado
Em vão se desviava.

A vida é o poeta
Das flechas de sonhos perdidos
De sonhos fugidios e passados
Tento importa ser ou não realizados
Pequenas pausas de guerra
Da guerra do próprio viver.

Mas, o poeta insiste
Neste louco papel do meio da batalha
Escreve com a ponta sangrante
O futuro inexistente vivendo o presente
No sonho do passado
Nas areias da praia
Nas aguas do mar
Cria a poesia da paz
Que chama felicidade
Quem sabe na mesma localidade
Onde começou a vida
No primeiro vírus
Que formou no planeta
E também o poeta

Enfrentando a própria natureza.
O poeta faz poesias
Para não morrer.

22/10/16
Tony-poeta






sexta-feira, 7 de outubro de 2016

SE APOSSAR DO BELO

SE APOSSAR DO BELO.



Em minha infância convivi com um casal vizinho de origem alemã. No quintal quase comum estava todo dia na casa do tio Rude e tia Helena. Bons momentos de minha tenra infância. Na época tinha menos de cinco anos e, até falava algumas palavras em Alemão.
O que entre outras coisas ficou em minha imaginação foi o quadrinho brilhante de borboletas embalsamadas. Lembro que até corri atrás de algumas pensando em emoldura-las sem sucesso, felizmente.
Estranho é o animal humano. Hoje sei! Tentamos capturar o que achamos belo, transforma-lo num relicário egoísta para nossa admiração e demonstração de posse, como possuíssemos alguma coisa em nossa breve existência.
Vi certa vez um filme sobre hienas, um predador como os humanos. Também possuem uma ordem social como qualquer outro ser vivo que se organiza em grupos. Dominam um território e se sentem confortáveis e fortes tentam dominar a moradia do grupo ao lado. Igual a nós. Porém, ao contrário que fazemos, respeitam o ambiente. Mantendo certa distância. Aquilo que não serve para alimento é totalmente ignorado. O belo se resume no útil, no que os sustenta, nada mais que isto.
A ampliação do belo graças ao aumento do campo visual que impulsionou o primata humano, além do dom da fala complexa deu como colateral o delírio de aprisionar aquilo que tem destaque, conforme a moda de cada civilização. Colocar as borboletas em quadros é apenas uma pálida amostragem do magro Pavão servido em um prato pomposo como refeição de nobres, juntamente com o selvagem suíno com uma maçã na boca.  Como a sala de jantar com pele de ursos no chão e chifres de alce nas paredes, o belo de tornou destruição.
Se os animais têm ou não noção do belo, creio que são indiferentes, não importa. O que vale é que a “invenção do belo” apenas serviu para captura dos mesmos, por meio de assassinatos e, sua consequente extinção e, por outro lado, o indiferente passou a categoria de “feio” sendo eliminado.
Se o quadro das falecidas borboletas, que me trazem tantas recordações agradáveis, representou o belo em minha caminhada, hoje sei que belo é a vida. Aqueles seres vivos deviam estar voando na natureza. Estariam presentes até hoje.
Na civilização atual o belo foi restringido a frias formas de concreto, onde se tenta dar movimento as estruturas impessoais imitando as borboletas libertas da moldura que as aprisionava, agora é tarde! Elas se dissolveram como toda matéria orgânica se dissolve no tempo e foram extintas.

IMAGEM GOOGLE

07/10/2016

Tony-poeta

domingo, 2 de outubro de 2016

O PODER DA MÍDIA

0 PODER DA MÍDIA
imagem Google

Os votos do Haddad hoje somados com os votos de Erundina e acrescentado de pequena parte das abstenções e nulos, digamos uns dez por cento deles, nos dará uma visão do público não influenciada pela mídia de direita predominante no País.
A movimentação das massas humanas, problema grave desde a Revolução Industrial e Revolução Francesa onde hordas humanas perambulavam pelas ruas das grandes cidades foi profundamente estudada desde o final de 1800 por Gabriel Tarde.
A antropologia e a filosofia, a primeira financiada pela Fundação Ford e a segunda pela fenomenologia de Husserl norteou tanto a esquerda com Sartre e a direita com o liberalismo, permitiram que o manejo do capital [ambas são maneiras de administrar o capital como ressaltou Adorno] tomasse um embate mais acadêmico.
A esquerda amparada pela intelectualidade Europeia principalmente Francesa sempre trabalhou com linhas ideológicas divergentes, quando não antagônicas. Já a direita amparada nas Universidade Americanas e em parte Inglesas atuam em um comando mais homogêneo neste embate que se trava em nossa história recente da democracia recém inventada.
O motor da direita, como aconteceu no Nazismo foi a propaganda; a ponto de o controle deste meio ser aplicado por muitos governos mais radicais, pelos dois lados. A esquerda partiu para oratória, com longos textos inadequados para o mundo atual.
No Brasil os meios de comunicação permaneceram sem nenhuma oposição ou censura. A ideia da esquerda baseava-se que aplicando a justiça social e o combate à miséria por si só seriam suficientes para adesão da população. E assim foi feito.
A direita, visivelmente inferiorizada de início partiu para a velha forma de contestação que vigorava nos feudos e impérios da Idade Média, ou seja, a fraude.  
O atual sistema de governo, nos níveis Municipal, Estadual e Federal induz para a manutenção do poder o financiamento das caras campanhas eleitorais. As tentativas de um financiamento público, que poderiam contornar o problema foram rejeitadas no legislativo e, o aspecto roubo ganhou espaço.
Foi o suficiente para hipertrofiar via imprensa os desvios da esquerda e minimizar os da direita.
Como o ser humano toma atitudes em grupo com um movimento de massas e, lado que se direcionou “perdoa” seus líderes e ataca os adversários pelo mesmo erro, permitiu que se criasse um clima de confronto desigual, já agressivo, apagando todos os feitos do então lado governista.
A direita foi bem-sucedidos em sua estratégia de tomada de poder, no caso rompendo o pacto e usando a força. Criaram um clima de desunião em prejuízo sério para os avanços conseguidos e um forte retrocesso, como vivenciamos agora.
As eleições Municipais em São Paulo, Metrópole que abriga pessoas de todas origens regionais é uma boa amostra da penetração da propaganda num todo e, mostra claramente o número de pessoas “imunes” a máquina de propaganda.
Como a maioria da população é neutra, o caminho a seguir é reconquistar o que falta para uma nova maioria, o que não está tão longe.
A tática agora é bater nos meios de comunicação: por outras mídias [a direita já quer controlar a internet], ampliar os órgãos favoráveis apoiando sua divulgação e, para o a luta política com o adversário, basta apenas demonstrar e pontuar suas falhas em relação ao povo. O assunto roubo já saturou, não deve ser a tônica principal.
Deste modo, desde que consigamos restabelecer
 a democracia desmontada pelo golpe inadmissível, poderemos ter um novo equilíbrio para um pacto favorável ao País.
No momento atual é necessária a prudência e inteligência. A eleição de hoje nos é muito útil como amostra e, ponto de partida para um retorno à Democracia.

02/10/16
Tony-poeta





domingo, 25 de setembro de 2016

INSTANTE

INSTANTE
Imagem GOOGLE

Viver:
Referencial nunca entendido.
Procurar em trombadas
Pelos campos sempre perdidos
Onde: por pés, asas e no subsolo
Alucinamos o ignorado.

Nunca paramos!

Na busca pelo eldorado
Deliramos por um instante
Num doce beijo molhado.

26/09/16

Tony-poeta

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O AMANHECER DO NARCISO

O AMANHECER DO NARCISO
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Dez horas da manhã. Narciso acordou. Foi ao banheiro.
Olhou ao espelho e mesmo com a cara toda amassada de dez horas de sono sorriu. Falou consigo mesmo:
- Estou bonito! O meu nome combina comigo.
Pingou o remédio nos olhos e no nariz, tinha rinite; passou o cotonete nos ouvidos e entrou no banho. Gostava de fazer estes procedimentos antes do chuveiro: - cotonete molhado é um saco!
No chuveiro lembrou da nova caixa do supermercado: - É Linda! Continuou pensando: - Tem aliança na mão esquerda. Que bosta! As mulheres não deveriam casar, todas deviam ficar a minha disposição. Saiu do banho.
Penteou os cabelos, as sobrancelhas, o bigode, o cavanhaque. Sorriu para o espelho se admirando e foi ao quarto.
Pegou o agasalho, estava um tanto frio. Olhou-o atentamente: - O fundilho estava sujo. Colocou para lavar. Pegou um limpo.
Passou desodorante em abundancia, não gostava de ficar fedido. Vestiu-se. Olhou ao espelho, corrigiu detalhes, foi ao espelho de corpo inteiro, rodopiou, olhou novamente, se julgou lindo. Foi tomar café.
Após o café olhou a janela. Chovia: Que bosta, chovendo em pleno domingo! Fechou a janela, voltou para cama.

23/09/16
Tony-poeta


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

já vivemos a ficção cientifica bam vindos a guerra das águas

JÁ VIVEMOS A FICÇÃO CIENTÍFICA
imagem Google
BEM VINDOS A GUERRA DAS ÁGUAS

O País encontra-se em vias de privatizar o aquífero guarani, juntamente com a Argentina e o Paraguai. A Instalação de base estrangeira na tríplice fronteira, bem como, a entrega da reserva aquífera a iniciativa privada nos levará fatalmente ao controle da população por intermédio da sede.
Interessado há tempos no mecanismo de controle das águas, por mera curiosidade pessoal, fico aflito com esta aberração que ora se realiza.
Não é unicamente o controle do subsolo que se encontra em risco. A entrega da Vale do Rio Doce e o ataque a Petrobrás, juntamente com a internacionalização da água trará repercussões não só para o Brasil que perderá a autonomia como País, mas estender-se-á a todo o Planeta. Darei uma explicação sucinta do que penso, sem preocupação com referências ou autores [citarei os que me vierem a memória, certamente muitos serão esquecidos].
A história da vida do planeta é a história da água. O Homo sapiens em particular, tem sua espécie, segundo algumas teorias atrelada a disponibilidade da água.
Acredita-se que a nova espécie, ou seja, o homo sapiens, em um passado não bem determinado ficou sujeito a escassez do precioso líquido, o que o obrigou a longas caminhadas sob sol escaldante para sobreviver.
Como consequência, a espécie de poucos elementos foi obrigada a efetuar duas modificações em seu corpo, começar a andar em posição ereta e perder a grossa camada de pelos, a mesma que existe em seus primos irmãos, os chimpanzés, para não serem totalmente extintos.
Esta modificação certamente alterou todo o conjunto, as mãos ficaram livres e aprenderam a usa-las com mais eficiência [os demais primatas carregam objetos em baixo do braço], mudou o ângulo de visão dos objetos, melhorando a interação com os mesmos [ anteriormente havia predominância do olfato] e na minha opinião, mudou a posição do diafragma permitindo que se prolongasse a fala propiciando maior nitidez as sentenças, ou seja, iniciando a fala que temos atualmente. Lembrar que mamíferos e aves apresentam fala com morfemas e fonemas iguais a nossa, porém sem a complexidade que possuímos limitando-se a poucas sinalizações rudimentares vocais.
Já no Império Romano encontramos uma grande profusão de aquedutos, o interesse primeiro na extensão e dominação do Império era exatamente a água. Através dela os povos eram obrigados a se submeterem e fazer acordos desvantajosos. Isto era devido ao fato de na Europa o período chuvoso ser restrito a uma só estação, o terreno montanhoso e acidentado provocar pouca retenção de líquido necessitando reservatórios, grande parte da água disponível do subsolo ser imprópria ao consumo. Exemplificando: Em 1500 na Inglaterra a água para saciar a sede era uma cerveja fraca que todos tomavam, o que encontramos em outras regiões, com variação a vinhos. Primo Levi cita que no campo de concentração de Auschwitz na Polônia, onde foi submetido a trabalhos forçados a água para manutenção de seu organismo era unicamente fornecida por uma sopa de legumes onde o caldo repunha a necessidade diária do precioso líquido. É importante notar que estamos falando de 1940, o que prova o grande problema em relação a água no Ocidente.
O domínio da água por uma multinacional [e a dominação dos povos por um grupo capitalista] certamente agravará o controle, já precário, de proteção a nascentes e mananciais, que se somará ao desmatamento absurdo que vem ocorrendo e o descaso mundial ao aquecimento global, onde o Protocolo de Kyoto vem sendo sistematicamente adiado até a próxima reunião com vários anos de intervalos.
O risco do fim da vida orgânica é real; sendo a atmosfera um Sistema em Equilíbrio, a viragem química do sistema é abrupta e sem aviso prévio [basta lembrar das aulas de química], conforme o cientista Loverlock alertou na Teoria de Gaia, a qual creio consistente. [tem resumo na Wikipédia]
Caso isto não ocorra, lembrando que no Império Romano os escravos eram pertencentes a terra que habitavam, teremos os escravos como os Sem Água, sendo submetidos, sem não morrerem antes, a total escravidão. Tem um filme de ficção cientifica neste sentido que infelizmente na época não me ative a nomes e atores.  
É necessário nos posicionarmos. A omissão hoje poderá ter graves consequências, A ÁGUA É UM BEM DO PLANETA, NÃO DE UM SISTEMA ECONÔMICO.

12/09/2016

www.tony-poeta.blogspot.com

sábado, 10 de setembro de 2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

VIDA E CUIDADO

Imagem Google
VIDA E CUIDADO

Cada um traça seu caminho, a vida é um caminho que se bifurca, novamente bifurca e jamais encontra uma avenida reta que leva a um fim determinado.
Olho o vaso florido de margaridas. Chegou em botões, secaram as flores e eis que novos botões e novas flores apareceram. Pode ser que volte a mesa da sala onde estava anteriormente, mas no momento encontra-se no terraço esperando os beija-flores. Secará novamente e ressurgirá com outras flores quiçá no mesmo lugar, ou em outro, tanto faz, enquanto houver terra fértil e água o ciclo de flores que nascem e morrem perdurará.
Assim também é a vida e seu caminho, não importa a mesa ou o terraço, não importa se ao lado existam roseiras ou gerânios, o vaso com suas flores persistirá.
Tudo é vontade. Nada acontece ao acaso. Tudo é escolha.
A vida, com suas fases tem seu tempo como as flores: a infância é a descoberta, a juventude o arrojo, a idade adulta a obrigação e a velhice é apenas resultado de todas fases.
Em um casal, por mais que exista o compartilhamento, cada um tem sua direção. A vontade é individual, não coletiva. Cada qual a seu modo traça seu rumo e arca com as consequências. Não há acaso, há determinação individual. Ninguém ilude ninguém; pode apenas haver sonhos e fantasias que confundem, mas o caminho é de cada um.
Não culpes ninguém, você escolheu e arca com o resultado. Não há sujeito oculto, tudo é visível e claro. Defeitos não aparecem como odores putrefatos, a carniça sempre esteve junto ao perfume, apenas a sensibilidade seletiva sente um ou outro.
Os caminhos se bifurcam individualmente. Para trilhar o mesmo caminho apenas o sapato do cuidado com o outro leva ao mesmo rumo. Cuide! Se faltar o cuidado, se confundir o cuidado com ilusões individuais, rancores intensos com passageiros deslizes [ deslizes todos tem], engodos como se fossem verdadeiros; se a ilusão pessoal ou social ultrapassar os objetivos, a sequência será desastrosa e o caminhar pedregoso ou impossível.
Viver é nascer e morrer a cada instante como o vaso de margaridas, a arte é apenas cuidar.
26/08/16

Tony-poeta

sábado, 13 de agosto de 2016

desamparo

imagem Google

DESAMPARO

Humanos:
Reino animal.
Vida:
Finita.
Ser:
Infinito.
Equações sem respostas,
Apenas deixa exposta
A neurose que campeia
No desamparo
Que nos rodeia.

13/08/16
Tony-poeta


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

declaração



declaração


A chuva cansou de chover 
Deu uma pausa 
Para eu te ver 

Tony-poeta

LEMBRANÇAS REMOTAS

LEMBRANÇAS REMOTAS
imagem Google


Amanheceu,
Ondas escuras,
Arenosas.

Pombos ciscam na praia
Querendo ser gaivotas.

Penso em você...

Lembranças remotas...

11/08/16

Tony-poeta

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

OLIMPÍADAS - UM DESTAQUE

OLIMPÍADAS
UM DESTAQUE


De tudo que correu nos jogos atuais da Olimpíada, entre o que me agradou e desagradou, um fato inusitado chamou minha atenção:
Correndo os canais de T.V. parei em um jogo de Tênis de Mesa, na Band. Como sei jogar ping-pong, diferente, mas parecido, parei no canal.
O narrador estava se esforçando. A lá Galvão tentava irradiar as raquetadas.
Mais ou menos assim:
- Sacou
- Respondeu...
- Fora...
- Ponto...
Fiquei intrigado; até que o pobre locutor tentava dar emoção, foi salvo pelo comentarista que interviu e iniciou uma calorosa discussão de tão dinâmico jogo.
Realmente foi inédito.

Tony-poeta


domingo, 7 de agosto de 2016

VOCÊ


VOCÊ

O espelho do olhar
Inverte o mundo,
Sou um gato
Me agrado em você.
Seu sorriso
É meu sorriso,
Interno,
Me faz crescer...
´
Aí é que abraço o mundo,
Meu mundo,
Usando você.

07/08/16

Tony-poeta

domingo, 31 de julho de 2016

LIMITES

LIMITES
imagem Google - uol

Meu limite
Esbarra
No teu limite.

Nada é ilimitado.

Veja o andarilho:
As pedras limitam seus passos.

31/07/16

Tony-poeta