sábado, 23 de agosto de 2014

ÁGUA: MISÉRIA POUCA É BOBAGEM. [crônica}



ÁGUA: MISÉRIA POUCA É BOBAGEM. [Crônica]
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Com a Represa de Cantareira seca em São Paulo a escassez de água tornou-se uma realidade. A hiper metrópole com toda poluição própria da aglomeração dos humanos com seus carros e a dificuldade de realizar uma higiene mais demorada, causou enorme mal-estar.
As famílias de maiores posses, possuidoras de casas e apartamentos no litoral, apesar do frio relativo de final de Inverno, começaram migrar nos finais de semana para a baixada.
É possível, sem muito esforço, imaginar a alegria de demoradamente estas pessoas lavarem os cabelos, o ouvido, os pés... [não vamos ser maliciosos].
Passam em sua propriedade o final de semana, já que a caixa está cheia de água e o lado Atlântico da Serra do Mar não sofre com a estiagem.
No Domingo, enchem alguns galões do precioso líquido e retornam a lida diária.
Este final de semana certamente foi anômalo, uma afecção respiratória esperava os visitantes, a população local apresentava o nariz entupido, coriza, uma tosse forte de origem na garganta que chegava afogar e febrícula com dor no corpo. Certamente muitos adquiriram tal doença aqui aportando.
Voltaram para a Capital hidratados e resfriados, como no ditado: “Miséria pouca é bobagem”

23/08/14
Tony-poeta







sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Burilar o sonho



BURILAR O SONHO


Amanheceu. Catei os pensamentos da noite; estas imagens desencontradas que se fazem monstros e fadas, tentei organizar
O rio escuro cerquei de branco, com uma porteira romântica, coloquei uma cascata, pintei de verde e criei lindo lugar. Como o céu estava escuro, ajuntei todas nuvens negra e levei além montanha, permitindo ao sol, antes tímido brilhar com toda flama.
Das vozes de acusação e pavor, que as profundezas da noite gritavam, separei o canto das aves que por descuido ali passavam e coloquei junta a cascata.  Enquanto o regato cantava, eles também acompanhavam, numa doce melodia na orquestra do raiar do dia.
Vesti-me de roupa branca para irradiar o esplendor de toda paisagem em volta cantando alegremente.
E das máscaras que passaram pela noite, estas mascaras de horror, separei as formas puras transformando-as em amor e criei tua figura junto a cascata de amor.

22/08/14

Tony-poeta

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PATUÁ


PATUÁ


 

Quero um cata-vento

Para agarrar meu tempo

Um tempo que é só meu

E, quando o correr do vento,

Quero o vento aprisionado

Esconder em meu relicário

Dos sonhos que não se viveu.

 

Se sonhos passam

Como o vento!

Correm no desalento

Passam breves e não são meus,

Quero o vento solitário

No peito do poeta triste

Colado num patuá,

Só meu!

Com o vento em meu pescoço

Quero ao entrar no sono

Poder dizer:

É meu!

 

20/08/14

Tony-poeta

 

ESCRAVIDÃO


ESCRAVIDÃO


 

Roubaram o tempo do homem

Sem ele, se está na prisão

Também nas asas do tempo

Existe a tal escravidão.

 

O ser nas amarras inconscientes

Da agressão que fere e limita

Na cela do tempo em que habita

Não enxerga a própria prisão.

 

Este homem preso em amarras

Com seus pés podendo andar

Acredita que nada o abala

Vê-se livre podendo voar.

 

Mas como voar livremente

Se o tempo sempre o contém?

 

O ser é presa fácil

Vê-se solto e não tem

Noção:- O cartão de ponto

Escraviza também.

 

20/08/2014

Tony-poeta.

 

 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

CERCA.


CERCA


 

Quando a vida

Para na cerca olhando o amor,

A primavera

Envolve o sonhador

E no horizonte

Um eco responde

O canto da amada

Com flores e canções.

 

19/08/14

Tony-poeta

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A ORDEM É NÃO POUPAR


 
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A ORDEM É NÃO POUPAR.

Hoje chegou um comunicado bancário pelo correio, diminuindo meu limite de cheque especial. Fiquei preocupado, nunca em toda minha vida mantive minha conta tão equilibrada, inclusive com alguns trocados para possível emergência.  Nunca tinha sido assim em minha vida, sempre fui descontrolado com dinheiro. Imaginei que pudesse ter esquecido algum pagamento, coisa não habitual no meu modo de ser, ou que algum aval pudesse não ter sido pago.
Consultei outro banco e: ficha limpa sem nenhuma restrição. Fiquei curioso; foi quando lembrei do livro do Bauman “Capitalismo Parasitário “que estava na lista de espera para futuras leitura, sempre folheio e leio as orelhas antes de colocar na fila. Abri o livro, era ele a solução a minha dúvida.
Confesso que fiquei preocupado ao correr o livro, aliás um livro que recomendo: curto, com noventa páginas, tipo grande, creio que 14. No livro está bem claro: O Capital quer que tenhamos dividas e não poupanças.
Começa discorrendo sobre uma frase de Soros, onde este afirma que o Sistema Financeiro funciona formando bolhas de consumo, sem nenhuma preocupação se estas estourem; neste caso os Governos [de todas as Nações] terão que socorrer [com dinheiro do contribuinte] para pagar os altos funcionários [no caso salafrários agindo de má fé], bem como os acionistas que não podem ficar sem seu Capital.
O esquema de ganho e dominação funciona pela dívida. O excesso de ofertas e o descarte continuo de coisa úteis obriga o cidadão, para se manter socialmente engajado a entrar em continuas dividas, que mesmo que não pague, não tem importância. Podem ser renegociadas desde que continue a sustentar o parasitário sistema financeiro com suas ofertas mágicas, que vendem inutilidades como moda e favorecem o descarte com prejuízo ao Planeta, coisa que não estão preocupados.
Entendi então uma propaganda de venda de veículos numa grande empresa, onde afirmavam que até duas restrições ativas no Serasa, não impedia que se adquirisse seu novo carro; ou o Banco X, que comprava a sua dívida de outro banco e ainda lhe adiantava uns trocos para as despesas mais urgentes. O importante é dever para o sistema.
O País por sua vez tem que fornecer a mão de obra adequada ao capital e ampara-lo quando necessário, sempre sob sua tutela. O Banco Central independente, na verdade é independente do governo, isto é: do povo. A taxa de juros, a Selic, é pressionada pelos banqueiros e por seus representantes [onde estes investem em propaganda], isto é a imprensa. Este fato torna compreensível a inconformidade do ex-vice-presidente José de Alencar, que não se conformava com as decisões da entidade.
Reafirmo que recomendo o livro, afinal vi que estava errado. Como posso não ser devedor? Tinham mesmo que cortar meu crédito pela minha insubmissão e, certamente brigar com este governo que quer ser independente. Leiam o livro.

Tony-poeta
18/08/2014