sábado, 7 de abril de 2012

DESCOBRINDO O MUNDO


 DESCOBRINDO O MUNDO





Tolos e cultos tudo sabiam

Confuso me punha a os escutar

Como suas falas nunca batiam

Só me restava ouvir e estudar.



Não sei o delírio! Já conheciam

Tudo, no nosso argumentar

Belas palavras, onde se ouviam,

Que não batia com nenhum falar.



Estudei; li muito. O argumentar

Quis solidez. Passei horas a ler

Para o saber; poder encontrar

A tudo o que ignoro no saber.



Depois de tanto labutar ia

Descobrir com dor, decepção

Que nem o que achava que sabia

Era de fato u’a constatação.



Que resta agora, em que a noite fria

Já se aproxima do coração

Saber que na vida, me angustia,

Não saber nada.  Tudo é ilusão.





08/04/12

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TRAPAÇA


TRAPAÇA





João entrou no bar de Justo. Comia uma empadinha. Sentou-se a mesa com Carlinhos e Robinson e começaram a conversar. Era hábito todo dia, pelas seis da tarde o trio tomar cerveja, poucas ou várias, conforme o assunto: se tinha futebol ou um deles tinha brigado com a esposa eram várias, se o dia estava chocho sem assunto eram poucas. Sempre comiam um torresmo ou alguns salgados. Levantavam e ia para casa ver o Jornal e ficar com a família. Coisa corriqueira em uma cidade de Interior de São Paulo.

Um dos assuntos preferidos era xingar o Justo; como só pagavam a conta no dia do pagamento; penduravam o mês inteiro,  nunca concordavam com o valor apresentado. Viviam dando diretas e indiretas ao dono do boteco, que só sorria.

Naquele dia não foi diferente, fizeram a rotina. Todo freqüentador de boteco tem uma rotina. Vai sempre ao mesmo bar, na mesma hora, conversa os mesmos assuntos com as mesmas pessoas e vai embora geralmente ao mesmo horário, a não ser que apareçam grandes novidades; com um roubo a banco ou uma traição na vizinhança, real ou hipotética, onde discorrem a vida do casal com detalhes que os próprios não conhecem.

Naquele dia não foi diferente. Antes do Jornal os três foram cada um para sua casa.

Fim de mês, na briga de acertar a conta; como já falei, todo mês armava-se uma, João notou uma empadinha no dia vinte.

-Justo, dia dezenove foi aniversário do meu filho, dia vinte peguei em casa a que sobrou e, vim comendo. Falou João.

-Se comias no meu estabelecimento, está na conta, falou Justo. Deveria ter pegado aqui.

-Como? E a discussão durou bem uns quinze minutos. Cobra-se ou não a empadinha. Por fim Justo falou

-Como é meu cliente, faço a gentileza de tirar. Sabia que no mesmo dia os três continuariam a consumir, como nos dias seguintes. Coisas de boteco.

Analisando a anedota. A trapaça é um modo de defesa que tivemos em épocas muito remotas. Exemplifico: Num experimento, um psicólogo deu uma banana a um jovem primata. Ele feliz foi com ela para o grupo. Obviamente, um individuo maior a tomou. Ficou sem seu alimento. Dia seguinte repetiu-se a doação, imediatamente ele se retirou a um lugar escondido e a comeu rapidamente.

Em outro experimento, treinaram-se primatas a uma tarefa, onde no final recebiam recompensa. Certo dia foi gratificado com valores diferentes, por exemplo, para uns uma banana e outros com mais. Dia seguinte estes animais não fizeram a tarefa, estavam em Greve. Deu nos jornais estes dias.

Portanto a sociedade tem a trapaça de hábito e a prevenção é sempre exercida de alguma forma.

Quem tem três filhos, ou irmãos sabe muito bem. Que se colocar um bolo na geladeira a única opção que estas crianças não irão tomar é dividi-lo igualmente.  O que chegar primeiro ou vai comê-lo por inteiro, ou vai colocar um pedaço maior como chamariz e esconder o grande para ele; ou vai esconder todo bolo.

Cabe aos adultos orientar e, mostrar que esta defesa já não mais é necessária, explicar o que é justo e, imbuir da necessidade de igualdade na sociedade.

Este seria o modo de melhorarmos uma sociedade que precisa de órgãos para ver se as mercadorias correspondem ao que é falado e a administração pública gasta fortunas, nem sempre com retorno, no mundo todo, com órgãos de vigilância a seus lideres.

Lembre a trapaça sem repressão leva ao roubo.





07/04/12

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TRUCO


TRUCO





Truco



Jogo de trapaças



Jogo da vida



Escondemos o ZAP



Para viver sem MANILHA



Tentando nos enganar.





E nos achamos espertos!







Sem data

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ENFADO


ENFADO





Estar...

Não estando.

Cantando...

Sem querer cantar,

Com vontade de voar.



Riscar sonhos,

Mudar fantasias

Não é coisa de todo dia...

Coisa para pensar...



Voar...

Não voando.

Cantar...

Não cantando.



Morrer e respirar.





05/09/1995

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GENTE


GENTE





Tem gente



Que passa a vida



Querendo ser mais gente



Que outra gente.





Podia ser diferente



Pois toda gente



Num tempo breve



Não é mais gente.







07/04/12

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

PENSAMENTO RACIONAL II - O AMOR


PENSAMENTO RACIONAL II – O Amor.







Somos pequenos elementos num planeta vivo, como falei há pouco. Existe o amor?

Tentarei provar que não só existe e que a intensidade, usando a minha lógica, é maior do que nós poetas podemos descrever.

Vamos por parte. A vida dos seres vivos, que habitam a terra possui três funções básicas que os norteiam. Primeiramente: A moradia. Todo ser tem que ter um lugar próprio e adequado para morar. Seu nicho ecológico. Sem ele as condições de sobrevivência ficam severamente prejudicadas.

Em segundo lugar o alimento. Sem ele não há vida e quem deve fornecê-lo é sua moradia.

Em terceiro lugar a reprodução. Sem ela a espécie se extingue.

Tudo na verdade gira em torno disso, quer no reino animal, quer no reino vegetal.

Vamos nos ater ao que chamamos amor.

Tudo começa com o feminino. Tudo começa com o nascer e a função é feminina.

Saindo dos animais unissexuais, a fecundação sexuada é sempre realizada no elemento feminino. O gameta masculino é acolhido pelo feminino e dá-se a fecundação.

Quem administra esta função, por assim dizer, é a mulher.

Uma vez nascida à cria, já nos mamíferos, é a mulher que dá o primeiro território, isto é, ampara e alimenta.

Portanto quem administra o viver e o não viver é a fêmea. Esta administração inclui a escolha dos melhores gametas. A fêmea sempre escolhe o macho. Este apenas se apresenta.

Como se forma este jogo e a função de cada um é o que discorrerei.

Vamos olhar uma campina com capim florindo. Bate uma suave brisa. Das flores soltam-se gametas para fertilizar. A brisa os leva. Poético. Como acertam o alvo? Do mesmo modo que o ovulo em milhões de espermatozóides aceita o eleito. É a atração.

Isto me leva a crer que o gameta da fêmea atrai o do macho. Sem esta, a fecundação seria difícil. Uma ave que beija uma flor leva milhares de gametas à outra. Tem que haver uma atração para que um seja escolhido. Ou seja, a natureza foi dotada para escolher o melhor dos disponíveis.

É claro que esta atração [Freud a chama de pulsão] não se extinguirá. Na natureza, o homem corteja a fêmea e esta escolhe, dentre os disponíveis, o melhor gene. Esta linguagem não codificada é a que gera a organização.

A fêmea organiza sempre a família e, o homem tem que cortejá-la, para possuí-la e protegê-la. Lao Tsé no taoísmo há dois mil e seiscentos anos, já falava que a mulher domina o homem. Isto continua até nossos tempos.

Como o acasalamento a dois é uma regra social. Nos primatas, o que vemos é uma fêmea com dois ou três machos por ela escolhido. No caso de macho único, este se arvora guardião. Sabe que a fêmea tem por natureza buscar o melhor gene, se enciúma e tenta se proteger. Temos aí na história humana; cintos de castidade, eunucos para vigiar o harem, mutilações das mulheres, retirando-lhes o clitoris e mais uma série de absurdos. Mas, ninguém toma uma atitude por imaginação. Todas foram feitas por proteção social em primeiro lugar. A mutilação de clitoris é feita pelas mulheres da tribo; mãe ou avó; é, portanto consenso. Ainda bem que está sendo combatida.

O amor é exatamente esta escolha do melhor gene pela mulher e o desejo incontido do homem de cedê-lo.

Esta é a obra poética. Desde Tróia se faz poemas para Helena. Cada vez que o poema fica conhecido, tem que se fazer um novo para ser aceito. Este poema sem fim é que é o amor. Todo homem ou mulher quando estão amando são poetas.





06/04/12

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DIA DE POMPA


DIA DE POMPA





Ri...

Que o mundo chora na chuva.

Treme...

Que o mundo tem febre no vento.

Queima

Que a terra transpira quando o sol é forte.

Sonha...

Sonha ao ver a lua

Que o pesadelo passa

Andando em nuvens grotescas.

O grito do trovão

É a beleza do vale

Coberto com o negro da morte

E quieto...

A tempestade corre

Num carro fúnebre

Pomposa

Imponente no dia que é importante.





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PENSAMENTO RACIONAL


PENSAMENTO RACIONAL



Somos apenas passageiros do planeta, como é toda vida orgânica dentro dele. Só conhecemos este tipo de vida. Por certo existem outras, pois não é possível existirem milhões de planetas no espaço, apenas por passear. Pode até ser, desculpem-me os espiritualistas, que a vida se resuma nos planetas e nossa prepotência não passe de um fungo, como muitos tem no pé de atleta, que o está incomodando. Não temos como saber, o que sabemos é que nossa origem não coincide com a origem da Terra, é muito posterior.

Pouco sabemos também do homem na Terra. Quanto mais avança a arqueologia, mais nos surpreendemos. Já se encontrou manejo do fogo há um milhão de anos. Portanto somos bem anteriores. Já encontraram Mamutes dissecados por ferramentas, portanto também já existiam instrumentos nesta época.  Todas as teorias são confusas.  Não sabemos como evoluiu o homem neste enorme, para uma vida de setenta anos, como a nossa, é realmente enorme este espaço de tempo.

Sabemos apenas que existiam várias espécies homo, algumas ainda têm genes mantidos no Homo Sapiens atual, por exemplo, o Neandertal, dos outros nada sabemos, se olhamos a etologia, provavelmente foram exterminados por nossos ancestrais, pois em todas as espécies concorrentes, as mesmas se matam, até sobrar a mais forte ou a mais hábil. Tirando esta suposição, mais nada sabemos.

Nesta primeira reflexão, podemos apenas dizer que o homem é um ser vivo, no seu gênero o mais hábil e o mais forte, que habita juntamente com outras vidas orgânicas o Planeta Terra que lhe dá condições de sobrevivência. Acrescentando, cadeia biológica, como já falei anteriormente, se mantém de vida se alimentar de vida. Portanto um sistema fechado, insignificante, igual a uma colônia fundos do pé de atleta.



06/04/2012


GIRO DA TERRA


Para comungar a Pascoa lembrem-se
Quem gira no Universo é o Planeta Terra
Nos apenas pegamos carona
cuidemos da vida.
tony-poeta

quinta-feira, 5 de abril de 2012

VENDO O MUNDO

VENDO O MUNDO


Era um velho:- diziam
Permanecia na sacada
A beira da calçada
Vendo a vida passar.
Se chovesse
Lá não chovia
Apenas se aquecia
Continuava a olhar.
É um velho:
Todos diziam
-Passa a vida a olhar.
O homem não se mexia
Quem passasse ele via
E continuava a olhar.
Por dentro o pobre pensava,
O certo é que ruminava,
Um triste relembrar
Nunca mentira
Nem disfarçara
Os sentimentos.
Por esta vida achava
Que todos que conhecia
Tivessem o mesmo
Pensar.
Depois de um por um
Ser traído
Começou a se calar
Pensou:- logo morro!
Convencido
Sentou para morte esperar.
E todos foram morrendo
E o velho não morria.
Tremenda ironia!
O velho se esquecendo
Que sabia falar
Ficou todo enrugado
Porem por dentro ria
Quando o jovem,
Na calçada,
Ao outro dizia:
-O velho não sabe falar.

05/04/2012




AFETOS PERDIDOS


AFETOS PERDIDOS





Quando o desejo emudece

Os gorjeios se perdem

Sem nenhuma acolhida,

O ser procura a vida

Batendo as asas,

Titubeando, buscando guarida.



Que nos campo tenham

Inúmeros ocos para seus ninhos

Sozinho a caminhar

A vista turva. A mente embaça

Pesadelos negros surgem

É a tempestade...



As asas fracas

Enfrentando o tempo

Tenta, sofre, agoniza

Ante o tormento

Do cantar debalde

Que retorna em ventos.



05/04/12

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A MOÇA, O CACHORRO E O CABO DE VASSOURA


A MOÇA, O CACHORRO E O CABO DE VASSOURA.





Todo dia, pontualmente, as onze e trinta, vejo do terraço uma moça. Sempre levando seu cão, vira-lata; porte de pequeno para médio, segurando na mão oposta a guia um cabo de vassoura cortado pela metade.

Como sou primata, e a característica dos grandes primatas é observar e tirar conclusões, fiquei realmente intrigado.

Esta moça, quase senhora, tem pelo menos quarenta anos de idade, temos o hábito de considerar moça aquela que pode reproduzir e senhora aquela que já o fez, ou deixou de fazer por algum motivo. A julgar pela aparência, ainda é moça, quase senhora como falei. Veste-se sempre com um tênis com meia, bermuda e camiseta. Como passa todo dia, considero o uniforme de antes do almoço. Portanto tenho um fato a pensar da moça desconhecida. Vamos lá:

Poderia ela trabalhar e ao ir almoçar, levar seu cão a passeio, mesmo no inadequado da hora; que sendo um local tropical, muito quente, não é saudável para o animal.

É lógico que se eu for andar descalço nesta hora queimarei meus pés, será que as patinhas não queimam? Deve ser por isso que ela anda sempre com passos rápidos. E leva o meio cabo de vassoura para espantar outros animais que se aproximem. Estaria explicado.

Pensando mais aprofundadamente, esta moça seria uma neurótica. Sairia do trabalho para almoçar, tiraria o uniforme de trabalho para colocar o de andar com o cachorro, voltaria para casa, tomaria um banho. Lógico estaria suada. Vestiria o uniforme de almoço, e após a refeição colocaria a roupa de trabalho. Uma neurose obsessiva com certeza. Mas, este tipo de neurose, a obsessiva, não a troca de roupas, é mais comum nos homens. Devo estar errado.

Penso então em uma outra hipótese. É uma pessoa solitária. Existem pessoas que vivem em casa cheia de moradores e é isolada e se sente só. Pode ser: assim o almoço alguém faz para ela. Acordaria tarde. Com certeza, não deveria trabalhar, viveria de alguma pensão ou mesada. Ficaria no facebook até de madrugada, levantaria tarde. O cachorro estaria agitado, esperando para fazer suas necessidades. Sairia com o pobre animal no asfalto quente. Usaria só um tipo de roupa: Bermuda e camiseta. É mais fácil para ficar na internet. Claro deveria ser assim. Uma pessoa sem compromissos, vivendo a vida sem preocupações, invejável.

Mas, e o meio cabo de vassoura? Por certo tem medo de cachorros. Pronto, volto para o Freud. É uma neurose fóbica. Esta moça por certo pegou o vira-latinha filhote a mando da psicóloga para tratar sua neurose de cão. A fobia se referia ao falo do pai, como sempre falam. O cãozinho cresceu, não mais teve medo dele. Mas, para sair à rua iria encontrar outros cachorros.

Saiu e encontrou. Teve medo. Resolveu então pegar um cabo de vassoura, cortá-lo ao meio e, cada vez que sair para agradar seu companheirinho, leva este pau como garantia. Provavelmente é o que aconteceu.

Acho que a psicóloga, ao recebê-la de retorno, não gostou muito da solução. Deve ter falado:

-Você cortou sua fobia pela metade. Ao cortar o cabo de vassoura ao meio, o que fez foi cortar meio falo de seu pai. Então você sai com meio falo na mão e o resto dele te acompanha no Rex [acho que todo cachorro desconhecido, macho ou fêmea é Rex. Coisas de gibi da infância]. Portanto você dividiu o falo no meio cabo de vassoura e no Rex. Pobre pai da moça. Quem manda este pai não dar atenção a ela!

Acho que é assim. Como Freud é complicado!

05/04/12

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

ANTI NATURAL


ANTI NATURAL







O ritmo do tempo

É

Dormir

Comer

Reproduzir



O restante...



E, é bastante



É para inter-agir

Com a natureza.

É perten-ser

Hoje

É para se pensar



Colocamos roupas de festa

E vamos trabalhar.





04/04/12

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terça-feira, 3 de abril de 2012

É VIRUS DELETE


É VIRUS... DELETE...





Chegou via e-mail... Vi seu perfil na Net e quero conhecer...

O português é de quem não fala a língua, com erros de masculino e feminino nas frases.

É vírus? Pode ser solidão... Como deve ser difícil alguém solitário, perdido ou nas periferias das cidades, ou em algum canto do mundo, com fome e guerra querer uma voz de consolo.

Como é possível alguém que sem amor e um ombro de consolo, com apenas um aparelho de digitar a sua frente, encaminhar as fantasias a um mundo desconhecido?

Mas não chegamos estranhos ao mundo? Se este amparo próximo não for suficiente, estaremos rodando pelas telas do mundo procurando que nosso e-mail encontre um destinatário. Este rodar chamamos amor.

Sim! Deve ser o amor que motiva o viajante desconhecido que erra a língua e procura desesperado o fantasma se materializar, em sonhos e criar fantasias reais.

Mas, se este amor for falso, traiçoeiro, se apenas quiser aproveitar-se do amor de próximo, para sugá-lo que nem vampiro e desprezar o corpo exangue ao relento, gelando com o vento frio das decepções. Que gênio ruim que sai da lâmpada e ao pedirmos um palácio nos coloca na masmorra ao invés de no quarto nupcial?

Parece que este amor tem o beijo do vampiro, que injeta um vírus mortal em nossas artérias. Sim! Um vírus! É vírus. Deleto o presumido sonho. Adeus fantasma.







03/04/2012

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A PRISÃO


A PRISÃO





Prisão

É a terra

Que encerra

O que foi...

E, o que será...



Prisão

É algema

Que leva para cova

O que se pode pensar.



Prisão

É o circulo

Que corre a vida

Gerações, ambições...

No fim

Caí no viver do nada...



Do nada

De tudo que foi

E, ainda vive agora.





15/03/1996

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

O CONSULTORIO DA ARMANDO SALLES DE OLIVEIRA 35

O CONSULTÓRIO DA ARMANDO SALES DE OLIVEIRA 35





Dr Simão tinha ido ao Bradesco comprar ações. Foi feita uma distribuição de dividendos, com opção de compra de até cem por cento.  O médico comprou as ações e pela quinta vez me repetiu. Poderia ser dono realmente do banco. Dr. Simão nunca se arrependia do que fez e sempre com bom humor e um sorriso, contava suas venturas e desventuras.

O consultório da Armando Salles era antigo, Dr. Simão era sucessor de outro médico, Dr. Brandão que saiu para administrar Bradesco.

O sistema Bancário nos anos cinqüenta era completamente diferente do que temos hoje. As folhas de cheque chegaram a ser vendidas em papelarias; e, isto eu me lembro, posteriormente quando os talões já vinham com o nome impresso, se meu talão acabasse, era só pedir uma folha emprestada a um amigo, que fazendo uma observação no verso do mesmo: Emprestado para Antonio, eu poderia utilizá-lo. Valia a assinatura e não o nome e a conta.

Também não havia serviço de compensação, um cheque de uma cidade distante, obrigava a deslocar um funcionário até a referida cidade, munido do cheque, e pegar o dinheiro. Poderia ter de se esperar até mês, por um cheque de um local distante.

Em Marília existia a Casa Bancaria Almeida, ente outras. Havia várias instituições em cada cidade. Estamos nos anos quarenta. Nela trabalhavam o Sr. Laudo Natel como guarda livros, nome dado ao contador, e o Sr. Amador Aguiar; que Dr. Simão descreve como uma inteligência brilhante. Os Almeidas resolveram viajar a Europa.

A viagem para Europa nos anos quarenta era difícil, longa, de navio e cansativa. Deste modo a programação da viagem era permanecer meses no Velho Continente, para que compensasse. O que foi feito.

Na ausência dos Almeidas, Sr. Amador Aguiar, que já tinha uma parte do banco, juntamente com o Sr. Laudo Natel, o contador, acharam por bem fazer um aporte de capital de deis contos de réis, para cada acionista novo ou velho. Daí a origem dos deis contos (descontos). Dr. Brandão adquiriu uma parte, Dr. Simão não.  O Sr. Amador Aguiar também comprou algumas partes. Houve, portanto um aumento de capital, da qual os Almeidas não participaram. Tanto é que ao voltar de viagem, não eram mais os principais proprietários do banco.

O Banco expandiu, com o capital novo injetado, a São Paulo. Dr. Brandão deixou o consultório da Armando Salles para o Dr. Simão e foi se dedicar a atividade bancaria, O Sr. Laudo Natel foi a Capital e terminou por ser Governador de Estado e a capacidade administrativa de Amador Aguiar fez a potência que hoje é o Bradesco.

Este consultório doutor Simão me transferiu e posteriormente foi passado a Dr. Gláucio casado com sua neta. Acabou por fim fechado por não mais atender as solicitações da época.







Adendo: As histórias que pesquisei na Internet são um pouco diferentes, mas este relato[depoimento] me foi repetida várias vezes, por alguém que era vice-prefeito e colaborador próximo de Getulio Vargas. Como Memória da Cidade, para a qual foi escrita, é um relato a ser confirmado. É válido o registro. Creio que todos os atores da transação já são falecido.





02/04/2012

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NOVOS VALORES