quarta-feira, 8 de novembro de 2017

curruíra 160 a 169

Curruíra 160


Corruíra falou:
-Pela manhã
Tanto faz ir para longe
Ou ficar por perto
A felicidade
Sempre estará a meu lado.
Mas nunca consigo a enxergar,

Não importa aonde voar.

161


Que o quadro negro da noite
Possa apagar todas as dores
Para que a manhã radiante
Traga perfumes e cores.


162


As estrelas
Brincando de esconde-esconde
Nas nuvens
Fazem-me lembrar
Que nos sonhos
Somos eternas crianças.


163 


Na noite fria
Todos se recolhem.
A vida agasalha
Amor e caricias.


164 

Madrugada
As luzes dos postes,
Discretas, focam para o chão.
Há silêncio.
O repouso será reconfortante.


165

Da janela
Olho os automóveis
Correndo na noite.
Sorrio compreensivo,
Quanta prepotência!
Vou para meu repouso.
Na velocidade dos sonhos
Na explosão do amor,

166

As luzes dos prédios formam paliçadas
Como um forte pronto para a guerra,
Cidade: - Canhões a posto, armas eriçadas,
Só o sonho transforma em flores
O desejo das batalhas...

167

As luzes da rua
Ofuscadas pela garoa fina
Indicam outro mundo
O mundo do sonhar...

168

Por trás das nuvens
Tela de delicada cortina
A lua solta seus raios.
Ao penetrar no ser
Leva-o as bordas do Olimpo
Onde o cantar das ninfas
E o trinar dos pássaros
Adentra-o no reino dos sonhos.

169

A penumbra faz parte do preparo
A noite carinhosa ajeita o ambiente
Um som cadenciado dos pingos
É entrecortado com o presto do vento
Pesam as pálpebras.

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